Bem-vindo, secretário: Polícia Civil suspende as atividades no Paraná

da Agência Brasil

Parte dos policiais civis paralisaram parcialmente suas atividades por 24 horas; a categoria exige do governo estadual aumento salarial, a transferência para presídios dos detentos que cumprem pena em delegacias, progressão funcional, concessão de promoções e a imediata contratação de 500 candidatos já aprovados em concurso público; ontem à  noite, o delegado da Polícia Federal, José Iégas, foi nomeado pelo governador Beto Richa como novo secretário da Segurança Pública do Paraná.

Parte dos policiais civis paralisaram parcialmente suas atividades por 24 horas; a categoria exige do governo estadual aumento salarial, a transferência para presídios dos detentos que cumprem pena em delegacias, progressão funcional, concessão de promoções e a imediata contratação de 500 candidatos já aprovados em concurso público; ontem à  noite, o delegado da Polícia Federal, José Iégas, foi nomeado pelo governador Beto Richa como novo secretário da Segurança Pública do Paraná.

Até a meia-noite de hoje (20), o cidadão que for a qualquer delegacia de polícia do Paraná só será atendido caso a queixa seja considerada uma urgência. Isso porque parte dos policiais civis paralisaram parcialmente suas atividades por 24 horas, a partir da zero desta quinta-feira. Eles exigem do governo estadual aumento salarial, a transferência para presídios dos detentos que cumprem pena em delegacias, progressão funcional, concessão de promoções e a imediata contratação de 500 candidatos já aprovados em concurso público.

[Em tempo: uma assembleia nesta tarde pôs fim à  paralisação devido recuo do governador Beto Richa, que se dispôs a atender as reivindicações da categoria; policias voltam se reunir no próximo dia 14 de março.]

De acordo com o presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná (Sinclapol), André Luiz Gutierrez, ao menos 70% da categoria aderiu à  paralisação. Em seu site, o sindicato orientou os policiais em serviço a só atenderem flagrantes delitos, casos de homicídios e a guarda de presos. Já os que estão de folga foram convocados a comparecer à s delegacias a fim de apoiar o movimento. O Sinclapol espera que agentes do interior viajem à  capital, onde, à s 14 horas, haverá uma assembleia para analisar e votar a proposta apresentada pelo governo estadual na noite ontem (19) .

Segundo Gutierrez, durante a reunião no Palácio Iguaçu, o governador Beto Richa sinalizou com o atendimento à s reivindicações da categoria. Ele esclareceu que a primeira medida será esvaziar as delegacias, transferindo os presos já condenados para cadeias públicas. A remoção deve começar por Curitiba na próxima segunda-feira (24) e, até o fim da próxima semana, o governo apresentará um cronograma de transferência dos apenados que estão detidos em delegacias do interior do estado.

Gutierrez adiantou à  Agência Brasil que, se as propostas de transferência de presos discutidas durante a reunião forem cumpridas, todos os condenados serão removidos das delegacias estaduais até o fim deste ano. Segundo o sindicalista, só em Curitiba há cerca de 500 apenados cumprindo sentença em delegacias. Quanto ao reajuste salarial, os representantes da categoria e das secretarias de Administração e de Fazenda vão se reunir a partir da semana que vem para verificar a atualização salarial.

“Acredito que, na assembleia desta tarde, a categoria dê um voto de confiança para o governador e suspenda o movimento, mas mantendo a assembleia em aberto pelo prazo que julgar adequado para o governo pôr em prática o prometido”, disse Gutierrez. O Paraná dispõe de cerca de 4,3 mil profissionais na ativa, número que o sindicalista considera insuficiente.

A Agência Brasil ainda não conseguiu contato com a assessoria da Polícia Civil.

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