Richa palmilha mesmo caminho da derrota percorrido por Ducci

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Beto Richa segue para cadafalso ao palmilhar mesmo caminho de Ducci, em 2012; entrada no imbróglio do PMDB poderá custar reeleição do tucano, haja vista final infeliz reservado a seu pupilo que não conseguiu avançar para o segundo turno nas eleições municipais de Curitiba; governador do PSDB vive dilema: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come; que fazer?!, perguntaria o revolucionário Vladmir Lênin.
Beto Richa segue para cadafalso ao palmilhar mesmo caminho de Ducci, em 2012; entrada no imbróglio do PMDB poderá custar reeleição do tucano, haja vista final infeliz reservado a seu pupilo que não conseguiu avançar para o segundo turno nas eleições municipais de Curitiba; governador do PSDB vive dilema: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come; que fazer?!, perguntaria o revolucionário Vladmir Lênin.
O governador Beto Richa (PSDB) começou a palmilhar nos últimos dias, durante as minhas férias, o mesmo caminho percorrido pelo seu pupilo Luciano Ducci (PSB), ex-prefeito de Curitiba, ao meter-se de cabeça e de corpo presente no imbróglio do PMDB.

Nas eleições municipais de 2012, eu anotei o primeiro grande erro fatal de Ducci (clique aqui para relembrar) ao mergulhar na disputa umbilical peemedebista. Essa interferência custou-lhe a reeleição.

Fruto da mexericação, Ducci apanhou de manhã, de tarde e de noite nos programas do rádio e da tevê no horário gratuito. Seu algoz foi Rafael Greca que, na aba de Requião, conseguira derrotar os “tucanos enrustidos” na convenção e viabilizar-se candidato a prefeito pelo PMDB.

Agora sob o pretexto de comemorar os 30 anos do primeiro comício da campanha das Diretas, Já!!, cujo evento ocorreu em 1984 na Boca Maldita, tucanos tomaram de assalto a sede estadual do PMDB na capital paranaense na noite do dia 20 de janeiro. A invasão do recinto foi liderada pelo governador do PSDB.

Guardadas a proporções, o episódio da ocupação da sede peemedebista lembra muito a Segunda Intifada dos palestinos, em 2000, iniciada porque o então líder israelense Ariel Sharon caminhou pela Esplanada das Mesquitas e pelo Monte do Templo, ambos locais sagrados para judeus e muçulmanos.

Os tucanos Richa e àlvaro Dias juram que estiveram no “templo” do PMDB somente para comemorar as “Diretas Já!”, mas até as capivaras do tradicional Parque Barigui, de Curitiba, sabem que se tratou de uma provocação política ao senador Roberto Requião, que se coloca como candidato ao Palácio Iguaçu.

O PSDB de Richa quer tomar o PMDB para sua chapa porque teme uma candidatura própria seja qual for o candidato [ou mesmo uma coligação com o PT da ministra Gleisi Hoffmann]. O argumento é o mesmo que era utilizado por Ducci: a candidatura peemedebista deixa o jogo incerto e perigoso demais.

Pelo jeito, os erros do passado recente não foram pedagógicos e a história se repete para o tucanato.

Alguém tem dúvidas de que Richa será o alvo preferencial de Requião caso este consiga ser ungido candidato ao governo do Paraná?

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