Por Esmael Morais

Se Fruet não repassar R$ 55 milhões, empresas ameaçam parar ônibus na véspera do Natal

Publicado em 17/12/2013

 Governador Beto Richa e prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, novamente, se estranham por causa de calote no subsídio do ônibus que garante tarifa única na Rede Integrada de Transporte (RIT); em nota oficial, pedetista garante que não repassará R$ 55 milhões pedidos pelas empresas que operam o sistema e, segundo fontes na prefeitura, há possibilidade de a Guarda Municipal assumir a boleia caso haja locaute (greve dos empresários); Fruet também ameaça romper contrato, se 2,3 milhões de usuários da RIT forem prejudicados neste final de ano; locaute ou lockout é proibido pela Lei 7.783/89, pois, segundo a legislação brasileira, essa prática de chantagem patronal, usando inclusive os trabalhadores para obter vantagem econômica, constitui-se crime contra o interesse público.


Governador Beto Richa e prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, novamente, se estranham por causa de calote no subsídio do ônibus que garante tarifa única na Rede Integrada de Transporte (RIT); em nota oficial, pedetista garante que não repassará R$ 55 milhões pedidos pelas empresas que operam o sistema e, segundo fontes na prefeitura, há possibilidade de a Guarda Municipal assumir a boleia caso haja locaute (greve dos empresários); Fruet também ameaça romper contrato, se 2,3 milhões de usuários da RIT forem prejudicados neste final de ano; locaute ou lockout é proibido pela Lei 7.783/89, pois, segundo a legislação brasileira, essa prática de chantagem patronal, usando inclusive os trabalhadores para obter vantagem econômica, constitui-se crime contra o interesse público.

O Sindicato das Empresas de Transporte Público de Curitiba (Setransp) colocou a faca no pescoço do prefeito Gustavo Fruet (PDT) neste final de ano. Alegando falta de dinheiro para honrar o 13!º salário de motoristas e cobradores, a entidade ameaça parar a operação dos ônibus na Rede Integrada de Transporte (RIT).

Em nota oficial, nesta terça (17), a prefeitura de Curitiba afirmou que nada deve à s empresas de ônibus que operam a RIT. “Ao contrário do que afirma o Setransp, todas as obrigações contratuais da Urbs com as empresas estão sendo cumpridas”, diz um trecho do comunicado.

Segundo uma fonte na prefeitura, se as empresas paralisarem o sistema, Fruet estuda colocar a Guarda Municipal para operar os ônibus em regime de urgência. O prefeito também adverte com o rompimento de contrato se 2,3 milhões de usuários da RIT forem prejudicados.

Na mesma nota oficial, Fruet ainda acusa o governador Beto Richa (PSDB) de aplicar calote na prefeitura de Curitiba em parcela do subsídio relativa ao mês de novembro, vencida no último dia 10 de dezembro.

“Por fim, a prefeitura de Curitiba novamente apela ao Estado para que licite e assuma o transporte metropolitano, que é de sua responsabilidade. Desta forma, Curitiba abre mão de qualquer subsídio”, pediu o prefeito curitibano.

Locaute ou lockout é proibido pela Lei 7.783/89, pois, segundo a legislação brasileira, essa prática de chantagem patronal, usando inclusive os trabalhadores para obter vantagem econômica, constitui-se crime contra o interesse público.