Reviravolta no PMDB: richistas agora querem apoiar Gleisi Hoffmann

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Há um ano, neste blog, o "profeta" Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, previu que Richa estaria comprando terreno da Lua ao insistir no apoio do PMDB à  sua reeleição; dito e feito; Michel Temer vetou namoro do partido com o tucano e, numa política de redução de danos, bancada richista agora começou jurar que é Gleisi desde criancinha; petistas rejeitam fórmula que derrotou Osmar Dias em 2010; portanto, cada vez mais, crescem as chances da candidatura própria peemedebista com Requião.
Há um ano, neste blog, o “profeta” Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, previu que Richa estaria comprando terreno da Lua ao insistir no apoio do PMDB à  sua reeleição; dito e feito; Michel Temer vetou namoro do partido com o tucano e, numa política de redução de danos, bancada richista agora começou jurar que é Gleisi desde criancinha; petistas rejeitam fórmula que derrotou Osmar Dias em 2010; portanto, cada vez mais, crescem as chances da candidatura própria peemedebista com Requião.
O núcleo da bancada estadual peemedebista mais “fiel” ao governador Beto Richa (PSDB), cujos deputados são conhecidos como richistas, embora cada vez mais escassos, agora querem levar o partido à  aliança com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, candidata do PT ao governo do Paraná. O objetivo seria ‘reduzir danos’ ao tucano e fugir, como o diabo foge da cruz, da possibilidade de o senador Roberto Requião se viabilizar candidato ao Palácio Iguaçu.

A mudança no comportamento da bancada estadual peemedebista, da água para o vinho ainda não é pública, mas se deu porque o jantar na última quarta-feira (4), em Brasília, na casa do vice-presidente Michel Temer, foi indigesto para os richistas que esperavam sair do encontro com a promessa de que o resultado da convenção no estado fosse respeitado, independente do resultado. Não só não obtiveram essa garantia como tiveram de engolir que a primeira opção do PMDB é pela candidatura e a segunda coligação com o PT.

A terceira opção, defendida pelos richistas, por óbvio, seria juntar as escovas de dente com Richa. Não será possível. Temer não topou a “ménage à  trois” proposta pelos emissários do governador do PSDB. Seria como se o vice-presidente jogasse contra a própria meta, ou seja, contra o próprio gol, haja vista que ele disputará novamente ao lado da presidenta Dilma Rousseff. O PMDB pode oferecer palanque forte à  coligação nacional com uma candidatura própria, raciocina Temer.

Nessa guerra de inteligência, como eu disse no início deste texto, são menos deputados que pretendem permanecer na barca tucana. No jantar descrito acima, dez dos 13 deputados estaduais compareceram. Desses, cinco se disseram favoráveis à  candidatura própria e outros cinco a alianças com o PT e PSDB. A sondagem configurou um empate com viés para a candidatura própria.

A título de comparação, entre 2011 e primeiro semestre de 2013, apenas 1 deputado do PMDB, Anibeli Neto, o Anibelinho, se dizia contra o alinhamento a Richa. Há, portanto, avanço significativo do partido rumo à  candidatura própria, atendendo o apelo e a vontade da direção nacional.

A ‘redução de danos’ da qual falei antes tem a ver com coligação formal com Gleisi, mas, na prática, a bancada estadual do PMDB ficaria livre para namorar Richa. Seria a mesma fórmula utilizada na campanha de Osmar Dias (PDT) em 2010. Entretanto, os petistas rejeitam esse formato até porque já fizeram as contas e eles têm uma certeza na cabeça: sem a candidatura própria do PMDB, e de Requião, não haverá segundo turno no Paraná.

A presença de Requião nas eleições poderá deixar a disputa imprevisível e emocionante em 2014. Poder-se-á, inclusive, repetir o cenário de Curitiba, em 2012, quando o prefeito Luciano Ducci (PSB), com apoio de Richa, sequer conseguiu avançar para o segundo turno durante campanha pela reeleição.

Rumo da ópera: o “profeta” e ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, há um ano (clique aqui para relembrar), previu que Beto Richa estaria comprando terreno na Lula !“ no caso da tentativa de aliança com o PMDB. Bingo. Acertou em cheio. O bruxo Chik jeitoso que se cuide, pois pode perder a posição para o ministro.

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