Por Esmael Morais

Pós-CPI: Richa ameaça, outra vez, cortar subsídio de R$ 100 mi ao transporte coletivo de Curitiba

Publicado em 03/12/2013

O subsídio concedido pelo governo do estado serve para compensar o valor da tarifa técnica da passagem, ou seja, aquela que é efetivamente paga à s empresas. Enquanto os usuários arcam com R$ 2,70, as empresas de ônibus recebem, atualmente, R$ 2,99 por cada passageiro transportado.

Depois dos protestos de junho nas ruas da capital, Fruet reduziu a tarifa nas linhas da Rede Integrada de Transporte de R$ 2,85 para R$ 2,70, equivalente a 5,23%, que vigora desde 1!º de julho.

No esforço para garantir a tarifa em R$ 2,70, até o presidente da Câmara, Paulo Salamuni (PV), se somou ao esforço ao destinar R$ 10 milhões de sobra do orçamento para os cofres municipais.

Como confusão pouca é bobagem, de posse do relatório da CPI do Transporte, vereadores de todos os partidos se movimentam no sentido de cobrar de Roberto Gregório da Silva Junior, presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba S/A), a empresa que gerencia o transporte em Curitiba, que reduza a tarifa do ônibus para R$ 2,20 conforme determinou a comissão de investigação presidida pelo líder do partido do prefeito Fruet.

Na prática, a CPI do Transporte deu a Richa o álibi que precisava: a tarifa tem uma gordura e o município não precisa de subsídio do governo do estado; ou a CPI é laranja?