Em protesto contra calote, motoristas e cobradores ameaçam liberar as catracas dos ônibus em Curitiba

Trabalhadores do transporte coletivo poderão liberar a catraca para os usuários de ônibus em Curitiba; motoristas e cobradores querem receber décimo terceiro salário e vale refeição atrasados; empresas fazem "rodízio" para dar calote nos trabalhadores, denuncia vereador Rogério Campos, representante da categoria na Câmara Municipal; paralelamente, o Sindicato das Empresas (Setransp) exige do prefeito Gustavo Fruet R$ 55 milhões para não parar a operação; Afinal de contas, esse movimento é um locaute (paralisação de gordos empresários) ou greve de trabalhadores?

Trabalhadores do transporte coletivo poderão liberar a catraca para os usuários de ônibus em Curitiba; motoristas e cobradores querem receber décimo terceiro salário e vale refeição atrasados; empresas fazem “rodízio” para dar calote nos trabalhadores, denuncia vereador Rogério Campos, representante da categoria na Câmara Municipal; paralelamente, o Sindicato das Empresas (Setransp) exige do prefeito Gustavo Fruet R$ 55 milhões para não parar a operação; Afinal de contas, esse movimento é um locaute (paralisação de gordos empresários) ou greve de trabalhadores?

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de à”nibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) deverá aprovar em assembleia, à s 2 horas, na madrugada desta segunda (23), a saída dos coletivos das garagens sem os cobradores. Na prática, em protesto contra calotes das empresas no décimo terceiro e vale alimentação, os trabalhadores vão liberar as catracas para os usuários do sistema de transporte na grande Curitiba.

“As empresas estão fazendo rodízio na sacanagem contra os trabalhadores. Em determinado mês, empresa “x” dá calote no vale; no mês seguinte, a empresa “y” dá calote nos salários. Elas combinam a pilantragem para dificultar a unidade da categoria, mas vão cair do cavalo”, afirmou ao blog o vereador Rogério Campos (PSC), representante dos motoristas e cobradores na Câmara Municipal de Curitiba.

O vereador não confirmou a liberação das catracas amanhã, mas atestou a realização da assembleia à s 2 horas desta segunda. Ele também afirmou que haverá um protesto entre 4h30 e 6h, bem como possibilidade de o movimento se alastrar.

Segundo Campos, a empresa Mercês, que compõe o consórcio Pontual, deixou de pagar décimo terceiro salário e vale para 600 funcionários. “No próximo mês, se ficarmos calados, outra empresa tentará dar calote nos trabalhadores”, denuncia o vereador.

Semana passada, este blog anotou que o Sindicato das Empresas de Transporte Público de Curitiba (Setransp) colocou a faca no pescoço do prefeito Gustavo Fruet (PDT) neste final de ano. Alegando falta de dinheiro para honrar o 13!º salário de motoristas e cobradores. A entidade ameaçou parar a operação dos ônibus na Rede Integrada de Transporte (RIT), caso o prefeito não repassasse R$ 55 milhões à s empresas (clique aqui para relembrar).

Afinal de contas, esse movimento é um locaute (paralisação de gordos empresários) ou greve de trabalhadores?

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