Crise financeira no governo Richa já castiga funcionários públicos

Publicado em 4 dezembro, 2013
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Funcionários públicos relatam ao blog sensação de que governo Richa acabou! antes do tempo; crise financeira na gestão do tucano afeta vida dos servidores do estado, que têm suspenso serviço de saúde, pagamento de férias, promoções e avanços na carreira; professores e trabalhadores da Copel reclamam de calote em direitos adquiridos; falta de pagamento a fornecedores também paralisa obras importantes no Paraná; há salvação para este estado de coisas?
Funcionários públicos relatam ao blog sensação de que governo Richa acabou! antes do tempo; crise financeira na gestão do tucano afeta vida dos servidores do estado, que têm suspenso serviço de saúde, pagamento de férias, promoções e avanços na carreira; professores e trabalhadores da Copel reclamam de calote em direitos adquiridos; falta de pagamento a fornecedores também paralisa obras importantes no Paraná; há salvação para este estado de coisas?
Os cerca de 230 mil servidores públicos do Paraná já estão sentindo na pele a crise financeira que assola o governo Beto Richa (PSDB). Além da suspensão de assistência à  saúde, através do SAS, todas as categorias também vêm sofrendo perdas de conquistas trabalhistas importantes na gestão do tucano.

Funcionários da Copel (Companhia Paranaense de Energia) informam que aumentos e promoções definidos em junho deste ano foram congelados pelo governo estadual.

“Assim como muitos colegas de empresa, cheguei a receber os cumprimentos de meu gerente e parabéns pela merecida promoção, que não veio”, lamenta Dionatan Prestes, que trabalha na estatal de energia.

O governo Richa igualmente suspendeu o pagamento de um terço de férias para o funcionalismo. Ou seja, se o servidor agendou suas férias para Janeiro de 2014 não receberá os 33,33% referentes à s suas férias no pagamento deste mês de dezembro, como sempre ocorreu. A promessa é que as férias serão pagas no contracheque de janeiro com o orçamento de 2014.

A professora Luciana Teixeira, do Quadro Próprio do Magistério, conta que tem 20 horas no estado e recebe (oficializado no contracheque) apenas 18 horas. Motivo: a demanda da escola não comporta 20 horas.

“Eu tenho padrão na escola (CEEBJA), escolhi o período noturno, estou afastada para fazer o doutorado, ninguém oficializou nada e simplesmente faz dois meses que não recebo o devido. Alguém pode me justificar este absurdo? Uma vergonha, um descaso”, protesta.

O caso — ou descaso — de Luciana não é isolado na educação paranaense. Professores universitários reclamam de calotes do governo, bem como os educadores das escolas da rede pública estadual também reivindicam R$ 74 milhões atrasados relativos a avanços e promoções.

Não se sabem ainda se o governo Richa conseguirá sair dessa crise financeira. Ele não tem conseguido cumprir acordos com fornecedores que, inclusive, paralisaram obras importantes por falta de pagamento.

Em novembro, viaturas da PM e do Corpo de Bombeiros ficaram paradas por falta de gasolina ou por falta de pagamento de oficinas que fazem manutenção mecânica dos veículos. Telefones da Polícia Militar e da própria Secretaria da Segurança ficaram mudos por 24 horas devido à  falta de pagamento da conta.

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