Por Esmael Morais

Sob forte comoção de militantes, PT faz reunião histórica

Publicado em 18/11/2013

O tom a ser adotado pelo PT na solidariedade a Dirceu, Genoíno e Delúbio pode ser inversamente proporcional ao assumido, até agora, pelo ex-presidente Lula e pela presidente Dilma Rousseff. Ambos têm se resguardado de comentar os fatos em torno das prisões, também consideradas “ilegais e arbitrárias” pela entidade dos advogados.

Lula alega que só falará ao final do julgamento. Dilma, nem isso. A ordem no Palácio do Planalto é silêncio absoluto sobre o assunto. Nem mesmo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se pronunciou a respeito.

Mesmo com a força de sua recente reeleição pelo voto direto, é difícil acreditar que Falcão ceda as emoções do momento e leve o PT a criticar a postura do governo como um todo frente ao episódio. Quanto mais dos personagens Lula e Dilma. Mesmo assim, a militância recém reunida nas eleições internas não poderá ficar sem uma resposta à  altura. Não se sabe, porém, se ideias da ala esquerda do partido de convocação de manifestações públicas de solidariedade aos ex-dirigentes presos irão prosperar na reunião do comando petista.