Coluna do Maurício Requião: “Blogs são uma bênção para a democracia e um sopro de oxigênio na velha mídia”

Maurício Requião, em sua coluna desta quinta, desanca a velha mídia e enaltece o surgimento dos blogs -- a nova mídia -- como exemplo democratização da informação; colunista critica os veículos "chapa-branca" (governista) e a "imprensa marrom" (sensacionalista); para ele, que é especialista em políticas públicas, os blogs são o futuro da informação; A rede é antes de tudo democrática, rápida e diversificada!, opina; "Como ótimo exemplo tem-se o Blog do Esmael, que abre espaço para os mais diversos colunistas emitirem suas opiniões. Nele as mais diversas correntes são apresentadas aos seus seguidores"; leia o texto.

Maurício Requião, em sua coluna desta quinta, desanca a velha mídia e enaltece o surgimento dos blogs — a nova mídia — como exemplo democratização da informação; colunista critica os veículos “chapa-branca” (governista) e a “imprensa marrom” (sensacionalista); para ele, que é especialista em políticas públicas, os blogs são o futuro da informação; A rede é antes de tudo democrática, rápida e diversificada!, opina; “Como ótimo exemplo tem-se o Blog do Esmael, que abre espaço para os mais diversos colunistas emitirem suas opiniões. Nele as mais diversas correntes são apresentadas aos seus seguidores”; leia o texto.

por Maurício Requião*

Buscando um tema para uma coluna mais amena em clima menos bélico fui em busca de um tema na rede mundial de computadores. Infelizmente, não encontrei nas manchetes dos gigantes da mídia nada de positivo, apenas a repetição de notícias sensacionalistas e a exaltação do que pode existir de pior no cenário nacional.

Volto um pouco em minha memória e relembro os termos outrora em voga: mídia chapa-branca! e imprensa marrom!.

Parece-me que em um passado não muito distante era proibido criticar e apontar erros dos governos, a imprensa então apenas glorificava todo e qualquer ato da Administração. Eram tempos aterrorizantes de censura prévia e apoio cego dos donos da mídia a um tipo de regime que se espera jamais retorne ao seio da Nação. De outro lado, a imprensa marrom, que tinha em sua razão de existir o único intuito de atacar inescrupulosamente determinado governo.

O ranço de mencionadas condutas midiáticas ainda remanesce, visto que é fácil se verificar elogios rasgados pela imprensa em troca de vultosos contratos publicitários nos mais diversos meios de comunicação e, de outro lado, criticam fervorosamente a ala política que não lhes agrada.

No que tange especificamente a imprensa escrita, choco-me com o seu modus operandi. Quando um jornal se torna descaradamente partidário seus textos não mais passam a louvar aqueles que nele investem, sendo a tática midiática agora adotada a de bombardear, difamar, e agredir sem mesuras os inimigos de seu financiador.

Diante deste contexto, não existe mais espaço para o debate, para o direito de resposta, ou para uma discussão. A regra é: ou se açoita o inimigo do atual Rei ou não se publica naquelas paginas. à‰ provável que os mais incautos e céticos não acreditem na delineada realidade, mas sim no fato de que elogios não vendem jornais e o que de fato o povo deseja é sangue!, de modo que a matéria de capa precisa chocar para que o jornal saia da banca.

De outro lado, os blogs políticos possuem uma dinâmica um pouco diferente e emitem quase sempre a opinião do autor do texto, trazendo a notícia sem o vício da influência financeira. Como ótimo exemplo tem-se o Blog do Esmael, que abre espaço para os mais diversos colunistas emitirem suas opiniões. Nele as mais diversas correntes são apresentadas aos seus seguidores.

Vejo nos blogs a mais nova, pura e dinâmica forma de informação. Sou um voraz leitor de todos os que tenho conhecimento e acho interessante vislumbrar uma mesma notícia ser colocada de formas diferentes, vezes de maneira positiva, ora de modo negativo. Somente assim se é possível avaliar a verdade por de trás da matéria e formar da forma mais livre a sua própria convicção.

Os Blogs são o futuro da informação. A rede é antes de tudo democrática, rápida e diversificada, e por serem os blogueiros menos tendenciosos, através deles o leitor pode ter um melhor conhecimento fático e formar sua opinião consciente.

Deixo aqui a minha admiração aos blogueiros que produzem conteúdo diuturnamente e que dão um sopro de oxigênio à  imprensa escrita, que nos salvam das mãos dos taxidermizados jornalões, e que vestem outras cores das além das surradas marrom e branca.

Assim, que surjam mais blogs, que a informação flua livre pelas redes e que tenhamos o discernimento de ler, digerir e, só depois, formarmos nossas opiniões.

*Maurício Requião é advogado, especialista em políticas públicas, escreve à s quintas no Blog do Esmael.

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