Coluna do André Vargas: “Paraná tem mais médicos e não é obra de Richa”

Publicado em 5 novembro, 2013

André Vargas, em sua coluna semanal, relata a chegada de médicos estrangeiros ao Paraná; em tom irônico, petista avisa: importação de cubanos para atuar no estado
André Vargas, em sua coluna semanal, relata a chegada de médicos estrangeiros ao Paraná; em tom irônico, petista avisa: importação de cubanos para atuar no estado “não é obra” do governador Beto Richa, que tem inaugurado hospitais sem condições de funcionamento; vice-presidente da Câmara ainda diz que o programa federal Mais Médico, assim como o Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, veio para ficar; leia o texto.
por André Vargas*

Em Curitiba, acompanhei a chegada dos médicos selecionados no programa Mais Médicos, do governo federal, que vão trabalhar para prevenir e melhorar a saúde dos brasileiros. Em Londrina, recepcionei 14 desses profissionais e pude observar a expectativa e o desejo desses médicos em contribuir com a população mais carente do país.

Brasileiros ou estrangeiros, não importa. O que me chamou a atenção foi uma resposta à  xenofobia do corporativismo médico brasileiro que extrapolou o debate natural,e a certeza de que esses profissionais vão desempenhar suas funções e emprestar seu conhecimento à  sociedade brasileira, principalmente à s classes mais carentes que residem nos rincões e grotões do nosso Brasil bem como nas periferias de nossas metrópoles .

Dados do Ministério da Saúde revelam que o Brasil tem 1,8 médicos para cada grupo de cem mil habitantes, quando o recomendado pela ONU – Organização das Nações – é 2,5 médicos por cem mil habitantes. Portanto, além da carência de médicos, os profissionais brasileiros estão mal distribuídos no país, o que torna algumas regiões ainda mais carentes.

Lamentamos também, a pouca adesão de médicos ao SUS – Sistema Único de Saúde. A grande maioria dos médicos, embora tenham sua formação acadêmica custeada pela sociedade, optam pelo setor privado, onde a sua remuneração é maior.

Por isso, o Programa Mais Médicos, a exemplo do Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, são programas sociais de altíssimo alcance junto à  sociedade mais carente e que vieram para ficar.

Há de se destacar que médicos cubanos, brasileiros ou de qualquer outra nacionalidade, atuarão em áreas distintas, embora com objetivo único, que é elevar a qualidade da saúde pública no Brasil.

O programa Mais Médicos não se restringe à  abertura de vagas para médicos de outra nacionalidade, mas também no investimento de bilhões de reais na construção de milhares de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e centenas de UPAs, na estruturação da rede de urgência e emergências e na reestruturação dos hospitais filantrópicos e Santas Casas, responsáveis por metade dos atendimentos do SUS, reajustando procedimentos e renegociando dívidas históricas, através do PROSUS.

A ampliação de vagas e cursos de medicina também desempenham papel central no programa. No Paraná, serão 500 novas vagas e trabalho para que sejam distribuídas em regiões carentes como Noroeste, Centro e Norte Pioneiro e preferencialmente em Universidades Públicas e gratuitas.

No Paraná, precisamos aumentar e qualificar a aplicação dos recursos públicos e chegar aos 12% mínimos exigidos por lei. O governador precisa mais que inaugurar umas poucas obras e garantir o real funcionamento. Parceria pressupõe investir também recursos estaduais nos respectivos programas.

*André Vargas, deputado federal pelo PT do Paraná, vice-presidente da Câmara, é colunista do Blog do Esmael. Escreve sobre poder e socialismo nas terças-feiras.

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