Por Esmael Morais

“Bancos cometem fraude contra poupadores até no STF”, denuncia advogado Luiz Fernando Pereira

Publicado em 25/11/2013

Em parecer apresentado num dos casos que vai a julgamento (Adpf 165), a Procuradoria-Geral da Justiça juntou parecer técnico demonstrando que, para chegar ao número de 150 bilhões, os bancos consideraram que absolutamente todos os poupadores seriam ressarcidos. Isto é falso. A verdade é que apenas uma pequena minoria recorreu ao Poder Judiciário.

E todas as ações (referentes a todos os planos) já estão prescritas. E mais, em 2011 o STJ considerou prescritas quase todas as ações coletivas (ações civis públicas) propostas depois de cinco anos. Com isso foram extintas 99% das ações civis públicas (sobraram apenas 15, das 1.030 que tramitavam). Mais recentemente, o mesmo STJ reconheceu que também é de cinco anos a execução individual das poucas ações civis públicas que restaram. Isso reduziu drasticamente o número de poupadores que tem chance de receber as diferenças!.

Balanços dos bancos

A nota continua:

Há um dado ainda mais impressionante. O IDEC auditou os balanços dos seis maiores Bancos (incluindo CEF e BB) e descobriu que há tão só 18 bilhões provisionados para perdas de todas as ações cíveis. Mas este não é o valor correto, pois há ações cíveis que não tratam de planos econômicos. A maioria dos bancos não segrega as ações que tratam de planos econômicos. A CEF, banco que faz a separação, revela que apenas um terço do valor provisionado sob a rubrica ações cíveis! é para planos econômicos. A considerar esta mesma média, os seis maiores bancos têm apenas R$ 6 bilhões de reais provisionados. Não é verossímil supor que os bancos (sociedades anônimas de capital aberto) tenham manipulados seus balanços.

O número correto é este mesmo: algo em torno de R$ 8 bilhões (considerando todos os bancos). à‰ pouco mais da metade do lucro Itaú-Unibanco apenas em 2012 (R$ 13,5 bilhões). E o valor será pago ao longo de dez anos !“ tempo médio de tramitação das ações. à‰, portanto, simplesmente ridículo falar em crise dos bancos ou, o que é pior, do sistema financeiro!.