Por Esmael Morais

Vereador denuncia supersalários na saúde de Foz do Iguaçu

Publicado em 09/10/2013

Vereador Nilton Bobato (PCdoB) denuncia supersalários na Fundação de Saúde de Foz do Iguaçu; administração Reni Pereira rebate através do assessor Budel, que afirma que diretores da OS Pró-Saúde possuíam salários complementares de até R$ 50 mil; Dr. Roberto Almeida, negou a informação. Segundo ele, seus vencimentos nunca ultrapassaram os R$ 20 mil, incluindo o que era pago pela OS.

Vereador Nilton Bobato (PCdoB) denuncia supersalários na Fundação de Saúde de Foz do Iguaçu; administração Reni Pereira rebate através do assessor Budel, que afirma que diretores da OS Pró-Saúde possuíam salários complementares de até R$ 50 mil; Dr. Roberto Almeida, negou a informação. Segundo ele, seus vencimentos nunca ultrapassaram os R$ 20 mil, incluindo o que era pago pela OS.

O veterano jornalista Rogério Bonato, em seu blog, traz denúncia feita pelo vereador Nilton Bobato (PCdoB) sobre a existência de supersalários na Fundação de Saúde de Foz do Iguaçu. Segundo o blogueiro, o parlamentar comunista apresentou uma tabela comparando os salários de “antes” R$ 9 mil — na gestão Paulo Mac Donald — e “agora” R$ 25 mil na gestão Reni Pereira (PSB).

O Assessor Especial de Governo, Carlos Budel, rebateu a denúncia dizendo que os antigos diretores recebiam valores que variavam na ordem de R$ 30 a R$ 50 mil.

No meio dessa confusão toda com o dinheiro público ainda há a divergência acerca do modelo da administração na saúde. Antes, uma OS (Organização Social) chamada Pró-Saúde gerenciava a saúde dos iguaçuenses. Hoje, a Fundação Municipal de Saúde comanda o funcionamento do complexo.

A seguir, leia as informações do blog de Rogério Bonato:

Quadro comparativo faz cair o queixo da população

O vereador Nilton Bobato causou espanto até mesmo aos colegas da situação, quando apresentou no plenário da Câmara Municipal, na manhã desta terça-feira (8), uma planilha comparativa sobre os salários antes praticados pela Pró-Saúde, e os valores que são pagos hoje pela Fundação Municipal de Saúde, a entidade que passou a gerenciar o funcionamento do Complexo localizado na Avenida Paraná. Entende-se pelo funcionamento do Hospital Germano Lauck, do Laboratório e dos serviços do hospital que funcionam no edifício Centro de Especialidades Médicas. Compare as diferenças salariais entre o passado e o presente na tabela (original) abaixo:

Planilha

Beira um disparate imaginar, que em tempos de crise, o diretor de um hospital passe a ganhar R$ 25 mil, quando alguns meses antes o salário era R$ 9 mil menor e praticamente o mesmo em todas as funções, além de algumas que foram criadas pelos novos gestores. O diretor técnico, como se pode observar, passou a receber praticamente o triplo do valor anteriormente pago. No geral, a folha do Pró-Saúde custava R$ 55.149,00 ao mês a da Fundação custa R$ 164.480,00, pasmem uma diferença de R$ 109.331,00 a mais. Valor que é pago com o dinheiro do povo, diga-se.

Seo Reni Pereira e seus assessores terão muito que explicar, mesmo atendendo a solicitação do Ministério Público, cujo promotor não aceitou mais a Pró-Saúde, de-jeito-nenhum.

E ainda existe uma variante: A OS, Pró-Saúde, não recolhia o INSS na ordem de 28%, pois era isenta, mediante a Lei 9637. Quer dizer, hoje, além dos custos mais elevados, o dinheiro do povo ainda precisa recolher o imposto.

Antes, um diretor da OS ganhava mais de 50 mil!, rebate prefeitura

Foi o que disse o Assessor Especial de Governo, Carlos Budel, em sua avaliação, após a divulgação do quadro comparativo. Em entrevista, ao vivo, aos microfones da Rádio Cultura de Foz do Iguaçu, Budel assegurou que além dos salário pagos pela OS Pró-Saúde aos seus diretores, eles também recebiam por serviços prestados, ou seja, um complemento de salário, e os valores seriam na ordem de R$ 30 a R$ 50 mil reais.

Segundo o médico e ex-diretor da Pró-Saúde, Roberto Almeida, seus vencimentos nunca ultrapassaram a cifra dos R$ 20 mil, incluindo o valor pago pela OS. Segundo ele, possui todos os recibos de pagamento para comprovar, até pelo fato de precisar declarar os valores no imposto de renda! disse. Outros médicos e ex-diretores também garantiram não possuir conhecimento de complementos salariais ou adicionais tão altos, como disse Budel, em sua entrevista.