Coluna do Ademar Traiano: “Gleisi é uma ameaça para Paranaguá e um perigo para o Paraná”

Publicado em 30 outubro, 2013
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O líder e ideólogo de Beto Richa na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, em sua coluna desta semana, afirma que Gleisi é uma ameaça concreta contra Paranaguá e um perigo à  economia do Paraná; ele aponta projetos encalhados no governo petista, do qual faz parte a ministra, para jogar incertezas rumo ao futuro: ALL está suspendendo ampliação da malha ferroviária e Alcopar deixará de investir R$ 1 bilhão no poliduto; insegurança jurídica pode fazer o porto de Paranaguá um paraíso para multinacionais como ADM, Bunge, Cargill, Dreyfus; ao final, tucano faz tréplica acerca da polêmica das Apaes: a ministra apelou para truculência ao invés de responder à s entidades que ela quer enfraquecer!; leia o texto.
O líder e ideólogo de Beto Richa na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, em sua coluna desta semana, afirma que Gleisi é uma ameaça concreta contra Paranaguá e um perigo à  economia do Paraná; ele aponta projetos encalhados no governo petista, do qual faz parte a ministra, para jogar incertezas rumo ao futuro: ALL está suspendendo ampliação da malha ferroviária e Alcopar deixará de investir R$ 1 bilhão no poliduto; insegurança jurídica pode fazer o porto de Paranaguá um paraíso para multinacionais como ADM, Bunge, Cargill, Dreyfus; ao final, tucano faz tréplica acerca da polêmica das Apaes: a ministra apelou para truculência ao invés de responder à s entidades que ela quer enfraquecer!; leia o texto.
por Ademar Traiano*

A incompetência do PT, que já produziu “sucessos extraordinários” – como a transposição das águas do rio São Francisco (no ritmo atual a obra levará 57 anos para ser concluída), o ‘leilão’ do campo de Libra (um único interessado), o trem-bala (tiro no pé que já custou R$ 1 bilhão em projetos inúteis) – agora ameaça o Porto de Paranaguá.

O governo Dilma, através da ministra Gleisi Hoffmann, quer impor ao Paranaguá um projeto criado pela EBP (empresa privada com ligações com o petismo) para as licitações de áreas do Porto. O projeto bancado pelo PT ignora planejamentos cuidadosos produzidos no Paraná – o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZO). Se o plano petista for levado a cabo terá efeitos desastrosos sobre Paranaguá.

Para se ter uma dimensão do desastre, basta citar um balanço do jornal O Estado de São Paulo, sobre algumas consequências do projeto do governo federal para Paranaguá.

A concessionária de ferrovias ALL suspenderá estudos de ampliação de sua malha ferroviária. A fabricante de papel Klabin vai exportar pelos portos de Santa Catarina. A Associação de Produtores de Bioenergia (Alcopar) interromperá um plano de R$ 165 milhões no porto e um poliduto de R$ 1 bilhão. Cooperativas, como Agrária, Castrolanda e Cotriguaçu, podem desistir de disputar as licitações.

O projeto do PT gera insegurança jurídica porque mexe no marco legal do Porto. O plano do PT reduz as áreas licitadas de 20 para 10, o que só permitirá a presença de operadoras gigantes. A proposta terá um efeito devastador para as cooperativas que atuam em Paranaguá. Elas não terão como concorrer com multinacionais como ADM, Bunge, Cargill, Dreyfus.

As cooperativas que persistirem em Paranaguá se tornarão reféns das grandes empresas no Porto. As tarifas portuárias terão reajuste brutal de 300% impondo prejuízo insuportável para os 515 mil produtores rurais do Paraná.

A crítica ao projeto do PT não tem nenhum viés partidário ou ideológico. O projeto de Gleisi para Paranaguá é tão ruim que não passou nem no crivo do próprio governo federal.

Um parecer da Procuradoria Federal na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), obtido pelo Estadão, revela que setores do próprio governo Dilma questionam os projetos. O parecer identificou inconsistências”, falhas!, omissões! e precariedade! nos planos da EBP para Paranaguá.

Para escapar desse desastre anunciado, tudo indica que o Paraná vai ter de ir a Justiça brigar pelo nosso Porto.

*Ademar Traiano é deputado estadual pelo PSDB e líder do governo Beto Richa na Assembleia Legislativa. Ele escreve à s quartas-feiras sobre governo e parlamento.

Tréplica: Apaes

Na coluna passada afirmei que a ministra Gleisi Hoffmann deve respostas sobre as Apaes, entidades que o PT deseja enfraquecer, transferindo as crianças atendidas para a rede regular de ensino. Manobra denunciada pela Folha de S. Paulo e pelo jornalista Luís Nassif (clique aqui para relembrar). Observei que a ministra apela para a truculência em lugar de responder. Gleisi pediu direito de resposta. Em lugar de responder, mandou um arrazoado jurídico ao qual anexou uma sentença judicial que lhe garantiu, parcialmente, a punição que pediu contra um blog que abordou o assunto. Com isso, além de deixar as perguntas sem respostas, a ministra só confirmou a truculência que usa contra qualquer questionamento sobre sua atuação com relação as Apaes.

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