Vivo e TIM não poderão atuar juntas no país, diz Paulo Bernardo

Publicado em 24 setembro, 2013
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da Agência Brasil

Ministro Paulo Bernardo disse que não pode haver concentração de empresas no mercado de telefonia, pois diminui a concorrência; "Um grupo não pode controlar duas empresas desse porte no país, tem impedimento na legislação. Na hora que formalizar isso, eles vão receber um prazo para fazer a venda da empresa!, avisou.
Ministro Paulo Bernardo disse que não pode haver concentração de empresas no mercado de telefonia, pois diminui a concorrência; “Um grupo não pode controlar duas empresas desse porte no país, tem impedimento na legislação. Na hora que formalizar isso, eles vão receber um prazo para fazer a venda da empresa!, avisou.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse hoje (24) que o grupo espanhol Telefónica não poderá ter o controle das operadoras Vivo e TIM no Brasil, porque isso é contra a legislação do país. Segundo ele, o governo ainda vai aguardar a formalização das negociações entre as duas empresas, anunciada nesta terça-feira, que deverá ser analisada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A espanhola Telefónica, dona da Vivo no Brasil, chegou a um acordo hoje para aumentar sua participação na Telecom Italia, proprietária da TIM no Brasil. Claramente, o que a gente tem de forma objetiva é que uma empresa não pode controlar a outra, elas não podem fazer essa concentração. Isso significaria uma concentração muito grande nas mãos de um grupo e seria diminuir um concorrente no mercado, que para nós é uma coisa muito negativa!, disse o ministro.

Segundo Bernardo, a Telefónica terá um prazo para vender o controle de uma das empresas para outro grupo que não poderá ser outro concorrente estabelecido no país, como a Vivo, Oi, Claro e Nextel. Um grupo não pode controlar duas empresas desse porte no país, tem impedimento na legislação. Na hora que formalizar isso, eles vão receber um prazo para fazer a venda da empresa!, declarou.

Na avaliação do ministro, o fato relevante que foi divulgado sobre a negociação entre as empresas na Europa fala em compra de ações preferenciais, e não menciona controle de capital, mas tem uma possibilidade de conversão depois de um período. Isso muda e afeta a operação das empresas aqui no Brasil. Vamos acompanhar!, disse.

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