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PCdoB forma consórcio político com Kassab no Paraná

Conexão entre partidos e lideranças políticas de Foz e Pato Branco revela o surgimento do consórcio "comuno-kassabista" no Paraná; a operação consiste em vários acordos brancos e tácitos, que facilitariam a eleição de Chico Brasileiro, ex-PCdoB, deputado federal do PSD; o movimento também visa eleger o empresário patobranquense Robson Cantu; o arranjo! tem a chancela do ex-ministro Alceni Guerra.

Conexão entre partidos e lideranças políticas de Foz e Pato Branco revela o surgimento do consórcio “comuno-kassabista” no Paraná; a operação consiste em vários acordos brancos e tácitos, que facilitariam a eleição de Chico Brasileiro, ex-PCdoB, deputado federal do PSD; o movimento também visa eleger o empresário patobranquense Robson Cantu; o arranjo! tem a chancela do ex-ministro Alceni Guerra.

Uma conexão entre Pato Branco, no Sudoeste, e Foz do Iguaçu, no Oeste, explica de certa maneira o modus operandi do consórcio formado entre o PCdoB e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, no Paraná. A esse “grande entendimento” chama-se nos bastidores da política paranaense como consórcio “comuno-kassabista”.

Nesta sexta (13), o ex-prefeito paulistano desembarca na tríplice fronteira para filiar na agremiação suas duas recentes aquisições: 1- o ex-vice-prefeito de Foz, Chico Brasileiro; e 2- o empresário Robson Cantu, ex-membro do PSDB de Pato Branco, que foi defenestrado do partido em 2012 em nome do apoio ao atual prefeito Augustinho Zucchi (PDT).

O intrincado jogo de xadrez só é possível ser compreendido com muita atenção do leitor.

Chico Brasileiro, servidor da saúde pública iguaçuense, foi candidato a prefeito da cidade, em 2012, quando conquistou 63 mil votos. Depois de 30 anos de militância partidária, presidiu dois anos o PCdoB do Paraná. Agora trocou a legenda vermelha para disputar uma cadeira a deputado federal pelo PSD de Kassab e abandonou a CTB (Central dos Trabalhadores do Brasil), braço sindical dos comunistas, pela UGT (União Geral dos Trabalhadores), braço sindical do partido no estado dos deputados Eduardo Sciarra e Ney Leprevost.

Em Foz, muito provavelmente, Chico terá “apoio branco” do prefeito Reni Pereira (PSB) — que o derrotou nas urnas — e dobrará com o único deputado federal da cidade, Professor Sérgio (PSC), suplente de Ratinho Júnior (PSC), que vai concorrer no ano que vem à  Assembleia Legislativa do Paraná. A engenharia política também comportaria uma “dobradinha branca” com o vereador Nilton Bobato (PCdoB), ex-presidente tampão do partido, que foi defenestrado pela direção nacional e cedeu lugar para Ricardo Gomyde.

Robson Cantu fora preterido na disputa da prefeitura patobranquense pelos tucanos a mando do governador Beto Richa e do presidente da Assembleia, Valdir Rossoni. A retirada do empresário do páreo possibilitou a vitória de Zucchinho sobre William Machado (PMDB), apoiado pelo ex-vereador e ex-presidente estadual do PCdoB.

Cantu é candidato a deputado estadual pelo PSD e, muito provavelmente, dobrará com Chico Brasileiro. Tanto é que ambos serão filiados ao novo partido no mesmo evento e na mesma canetada de Kassab, neste final de semana, em Foz.

O empresário Robson Cantu é tio do único vereador do PCdoB em Pato Branco, Rafael Cantu.

O PSD tem como principal operador político o ex-ministro Alceni Guerra, que é de Pato Branco.

Para encaixar todas essas peças no xadrez político da conexão Pato Branco-Foz, Guerra teve que expurgar do partido Guto Silva, subchefe da Casa Civil, que disputará vaga de deputado estadual agora pelo PSC de Ratinho Jr.

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