Anísio Homem, da corrente O Trabalho, nega que afrouxou o sutiã

Publicado em 21 setembro, 2013
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Dirigente da corrente O Trabalho, Anísio Garcez Homem, jura que a adesão a um dos pedaços da CNB, na disputa pela direção do PT de Curitiba, tem como premissa um programa político e ideológico; o radical trotskista também negou que tenha afrouxado o sutiã (eufemismo para flexibilização de convicções políticas e ideológicas de antanho); leia a carta de Anísio.
Dirigente da corrente O Trabalho, Anísio Garcez Homem, jura que a adesão a um dos pedaços da CNB, na disputa pela direção do PT de Curitiba, tem como premissa um programa político e ideológico; o radical trotskista também negou que tenha afrouxado o sutiã (eufemismo para flexibilização de convicções políticas e ideológicas de antanho); leia a carta de Anísio.
O petista Anísio Garcez Homem, dirigente radical da corrente O Trabalho, em carta enviada a esse blogueiro, nega veementemente que tenha afrouxado o sutiã (flexibilizado convicções políticas e ideológicas de antanho) ao aderir à  chapa do campo majoritário liderado pela corrente CNB (Construindo um Novo Brasil).

A seguir, eu publico a íntegra da carta de Anísio Garcez Homem:

Carta em resposta à  sua postagem de ontem.

Caro Esmael,

Em sua coluna de ontem sexta-feira, você faz afirmações acerca de uma suposta nota minha com uma orientação à  militância da corrente O Trabalho do PT de “aderir à  chapa do campo majoritário petista liderado pela corrente CNB (Construindo um Novo Brasil). Tal nota nunca existiu, e nem poderia existir, dado que o campo majoritário petista (CNB), como você próprio atesta, “se esfacelou em várias chapas no PED”. Ou seja, você diz e se desdiz em apenas poucos parágrafos.

No entanto, você acerta quando escreve que convoquei – assim como outros companheiros – a militância petista para estar presente em uma plenária da chapa Na luta sempre: pela constituinte para uma reforma política e por avanços sociais!, e que esta chapa tem como candidato a presidente do PT de Curitiba o companheiro Natalino Bastos. No entanto, novamente você cai em erro ao afirmar que esta chapa tem como guru o companheiro Pedro Paulo. Nossa chapa não tem gurus, tem um texto de acordo político entre seus componentes e uma forte identificação com a base social do partido. E isso você descobrirá facilmente dando-se ao trabalho de ler nossa plataforma que defende um plebiscito por uma constituinte que faça uma verdadeira reforma política, a revisão da AP 470, as bandeiras de luta dos trabalhadores como a luta contra o Projeto de Lei 4330 das terceirizações, a candidatura da companheira Gleisi ao governo do Estado e um PT atuando de maneira autônoma em Curitiba, capaz de defender a anulação da licitação do transporte público, a criação de uma frota pública de ônibus e o passe-livre. Que o companheiro Pedro Paulo seja uma das lideranças petistas, entre outras, a compartilhar destas posições é algo que certamente, no meu modo de ver, conta a seu favor.

Não há heterodoxia ou ortodoxia em relação a chapa que compusemos. Existem proposições concretas em face de uma nova situação no país aberta pelas manifestações da juventude, das periferias e dos trabalhadores. Neste sentido, considero desrespeitoso com meus companheiros de chapa, em especial no que diz respeito ao agrupamento em torno do companheiro Pedro Paulo, que você tente qualificar nossos acordos políticos como uma guinada minha à  direita. Deste modo você ofende não somente a mim, ao Pedro Paulo, mas a uma parcela considerável de lideranças sindicais e populares de petistas que estão nesta chapa e que saberão muito bem dar o devido valor a esta pregação despropositada que você parece querer promover. Por favor, atenha seus comentários ao terreno dos fatos, ideias e proposições. Afinal de contas, não é para isso que precisamos de uma mídia independente?

Por fim, quero lhe dizer, com toda a sinceridade, que publicar mais uma vez, fora do contexto, uma foto de carnaval em que apareço com duas pessoas que conheço e que não teria porque não cumprimentá-las, para daí fazer conexões políticas descabidas, é uma tentativa (fadada ao fracasso, eu diria) de desqualificação pessoal que fica bem para editores de revistas como a VEJA e, quero crer, não combina com suas inclinações jornalísticas, e por isso eu imagino que estes deslizes de ontem serão corrigidos.

Certo de que você publicará esta carta,

Atenciosamente,
Anísio Garcez Homem

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