Veja ataca o “serviço médico obrigatório” no SUS

do Brasil 247

"Sem chance de dar certo"; assim a revista Veja define, em seu editorial, o programa "Mais Médicos"; de acordo com o texto, a medida que obriga estudantes a dedicar dois anos de trabalho ao Sistema Único de Saúde é "autoritária, inaplicável na prática e, acima de tudo, inconstitucional"; publicação, que já fazia oposição ao governo da presidente Dilma, a quem vestiu de médica em sua capa, diz que programa representa a "gota d'água"; internamente, propaganda do Ministério da Saúde anuncia: "Doutor, bem-vindo"; inscrições vão até 25 de julho; bolsa oferece R$ 10 mil mensais.

“Sem chance de dar certo”; assim a revista Veja define, em seu editorial, o programa “Mais Médicos”; de acordo com o texto, a medida que obriga estudantes a dedicar dois anos de trabalho ao Sistema Único de Saúde é “autoritária, inaplicável na prática e, acima de tudo, inconstitucional”; publicação, que já fazia oposição ao governo da presidente Dilma, a quem vestiu de médica em sua capa, diz que programa representa a “gota d’água”; internamente, propaganda do Ministério da Saúde anuncia: “Doutor, bem-vindo”; inscrições vão até 25 de julho; bolsa oferece R$ 10 mil mensais.

Se faltava um pretexto para o rompimento definitivo entre a revista Veja e o governo da presidente Dilma Rousseff, já não falta mais. A publicação da Editora Abril enxerga no programa “Mais Médicos”, lançado na semana passada com o intuito de ampliar o número de médicos no País, como a “gota d’água”.

De acordo com o editorial de Eurípedes Alcântara, a decisão que obriga estudantes de medicina a dedicar dois anos de trabalho ao Sistema Único de Saúde é “autoritária, inaplicável na prática e, acima de tudo, inconstitucional”.

Na capa, uma Dilma vestida de médica parece conduzir uma terapia de choque. A revista condena ainda o que chama de “serviço médico obrigatório”.

“Com toda a certeza, a submissão dos médicos aos desígnios do governo será, em breve, lembrada apenas como mais uma das muitas falsas soluções simples para problemas complexos emanadas do laboratório de trapalhadas do Palácio do Planalto”, diz Eurípedes, em seu editorial. “Isso não tem chance de dar certo”, crava ele.

Internamente, a reportagem de Rodrigo Rangel, Otávio Cabral e Adriano Ceolin aponta um “governo na emergência” e diz que a proposta foi produzida pelo “pensamento mágico”, sendo destinada ao fracasso. O texto atribui ao marqueteiro João Santana a responsabilidade principal pela decisão. Sua aposta é que o desgaste sofrido pelo ministro Alexandre Padilha, da Saúde, junto a associações médicas, renda dividendos políticos mais adiante.

Na mesma edição, uma propaganda do Ministério da Saúde convida profissionais da área a se inscrever no “Mais Médicos”. “O governo federal está lançando o programa Mais Médicos para o Brasil, que oferece incentivos para levar médicos para o interior e para as periferias das grandes cidades”, diz o texto, que destaca ainda: (1) bolsa mensal de 10 mil reais, (2) especialização em universidade pública, (3) suporte clínico presencial e à  distância e (4) ajuda de custo para mudança de município. As inscrições vão até 25 de julho.

Comentários encerrados.