Professor Altino substitui Requião na presidência do PMDB de Curitiba

Maurício Requião Filho, candidato a deputado estadual, disse que a intervenção no PMDB de Curitiba "virou pó" com a convenção deste sábado; Professor Altino é o novo presidente da sigla, que apresentará a candidatura de Requião ao governo do Paraná em 2014; Stephanes Jr, nomeado interventor, ficou falando sozinho com a realização da eleição de hoje.

Maurício Requião Filho, candidato a deputado estadual, disse que a intervenção no PMDB de Curitiba “virou pó” com a convenção deste sábado; Professor Altino é o novo presidente da sigla, que apresentará a candidatura de Requião ao governo do Paraná em 2014; Stephanes Jr, nomeado interventor, ficou falando sozinho com a realização da eleição de hoje.

A convenção municipal do PMDB de Curitiba, deste sábado, chegou ao final com a eleição de Professor Altino Loureiro como novo presidente da legenda. Ele substituirá o senador Roberto Requião no comando da sigla na capital paranaense pelos próximos dois anos.

Segundo o advogado Maurício Requião, a votação desta tarde coloca uma pedra em cima das pretensões intervencionistas da executiva estadual. “Fizemos um processo democrático e agora vamos preparar o partir para 2014”, comemorou o filho do senador Roberto Requião, que deixou a presidência da sigla para pavimentar o caminho de volta ao Palácio Iguaçu.

Professor Altino é ligado ao deputado Alexandre Curi que desde o primeiro dia se opôs à  dissolução do diretório no começo do mês passado.

O “consórcio” entre Requião e parte da bancada estadual foi expressa neste sábado em um manifesto, articulado pelo deputado Antônio Anibelli Neto, o Anibelinho, contra a intervenção. Nove dos 13 parlamentares já assinaram o documento apresentado na convenção partidária.

A convenção realizada neste sábado deixou o interventor nomeado pela executiva, deputado Reinhold Stephanes Jr, falando sozinho. Ontem à  noite (5), ele disparou um comunicado à  imprensa “desconvocando” à  reunião convocada por Requião. Bateu na trave, segundo Maurício, porque “foi reconhecida pelo juiz César Ghizoni, da 14!ª Vara Cível de Curitiba, que expediu liminar a um mandado de segurança”.

“Até em grêmio estudantil é preciso ter voto para representar os estudantes e não é diferente no PMDB de Curitiba. Se o Stephanes quisesse liderar alguma coisa deveria ter comparecido e disputado no voto. Não o fez. Numa democracia ninguém respeita interventor”, disse Maurício Requião, que concorrerá no ano que vem uma das 54 cadeiras na Assembleia Legislativa do Paraná.

Se os peemedebistas, o senador Roberto Requião vai tentar o “tetra”, ou seja, eleger-se pela quarta vez governador do estado.

Nesta semana, calcado em pesquisas de opinião, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), afirmou ter sondagens em que o senador aparece como único político paranaense a atravessar incólume os protestos nas ruas, portanto, na avaliação do pedetista, sua candidatura ao Palácio Iguaçu seria “irreversível”.

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