Ministro da Defesa admite vulnerabilidade do sistema de comunicações no país

da Agência Brasil

Celso Amorim, ministro da Defesa.

Celso Amorim, ministro da Defesa.

O ministro da Defesa, Celso Amorim, admitiu hoje (10) que há “vulnerabilidade” no setor público brasileiro no que se refere à  segurança cibernética. Amorim defendeu o esforço conjunto de várias áreas do governo e da sociedade civil para dar mais segurança à  troca de informações no país. Segundo ele, até a comunicação entre autoridades públicas, como ministros e parlamentares, está ameaçada.

A situação em que nos encontramos hoje realmente é de vulnerabilidade. A mera detecção de quem se comunica com quem já é uma informação de valor analítico para qualquer adversário que se tenha fora do país!, ressaltou Amorim. O ministro lembrou que, à s vezes, a simples troca de e-mails! entre dois senadores e dois ministros pode ser acessada por terceiros.

Para Amorim, a vulnerabilidade é causada pela falta de um sistema de segurança nos softwares usados pelas autoridades públicas e pelos servidores. Ele disse que, na maioria das vezes, os computadores são de fabricação estrangeira e que há casos em que as empresas fabricantes têm contratos para fornecer as informações existentes nos softwares aos países de origem. O ministro reforçou que é necessário um esforço conjunto em busca de soluções para a fragilidade existente.

Ao lado dos ministros Antonio Patriota, das Relações Exteriores, e José Elito, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Celso Amorim participam de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre as denúncias de espionagem de dados de cidadãos brasileiros por agências norte-americanas .

Com base em dados obtidos pelo consultor Edward Snowden, que trabalhava para uma prestadora de serviços à  Agência Nacional de Segurança (NSA) dos Estados Unidos, aos quais teve acesso, o jornal O Globo publicou reportagens segundo as quais há indicações de que cidadãos brasileiros foram monitorados.

As reportagens mostram ainda que havia uma espécie de escritório da NSA, em parceria com a CIA, a agência de inteligência americana, em Brasília. O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, negou a veracidade das informações, mas se comprometeu a investigar as denúncias.

2 Comentários

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  1. Após à privatização das telecomunicações, o sigilo telefônico tornou-se vulnerável; antes, os empregados das empresas tinham salário razoável e benefícios; hoje essas empresas pagam salário de miséria, então esses trabalhadores não tem compromisso nenhum com a empresa e com os assinantes.

    Antes os cadastros dos usuários eram restritos às dependências das empresas, hoje empreiteiras com instalações foras da cia telefônica têm acesso ao cadastro de todos os assinantes.

    Os satélites hoje pertencem a estrangeiros. Então que garantia temos nas conversas telefônicas?

  2. Os sistemas do governo são mal projetados. Quando vão comprar equipamentos/acessórios/softs se preocupam com um monte de exigências bobas e descabidas e deixam de lado o que realmente importa. Os burocrata brasileiros ficam vendo pelo em ovo…