Depois de muita pressão, tucanos recuam e anunciam CPI do Pedágio no Paraná

Publicado em 8 julho, 2013
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Governador Beto Richa havia dito que CPI era "desnecessária", mas presidente da Assembleia, o também tucano Valdir Rossoni, confirmou nesta segunda-feira a investigação das concessionárias; presidente da Fiep, Edson Campagnolo, comemora decisão, entretanto, não descarta a instalação do pedagiômetro! online para descobrir quanto arrecadam as empresas no Paraná.
Governador Beto Richa havia dito que CPI era “desnecessária”, mas presidente da Assembleia, o também tucano Valdir Rossoni, confirmou nesta segunda-feira a investigação das concessionárias; presidente da Fiep, Edson Campagnolo, comemora decisão, entretanto, não descarta a instalação do pedagiômetro! online para descobrir quanto arrecadam as empresas no Paraná.
A bancada governista na Assembleia Legislativa do Paraná admitiu, nesta segunda-feira 8, que a CPI para investigar as empresas de pedágio será aberta no próximo dia 17 de julho. O presidente da Casa, Valdir Rossoni (PSDB), confirmou a inexorabilidade da comissão diante do aumento de protestos contra o pedágio no estado.

A abertura da CPI do Pedágio vai se concretizar graças a mobilização externa à  Assembleia, que relutava em investigar o lucro exorbitante das concessionárias.

O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Edson Campagnolo, comemorou a notícia sobre a instalação da comissão de investigação. Segundo ele, a sociedade e as ruas clamam por transparência nas coisas públicas. “Há um desconforto nessa questão do pedágio que incomoda a sociedade e o setor produtivo”, disse o empresário, um dos principais defensores da instalação da CPI.

Nas últimas semanas, várias manifestações pipocaram pelo interior do Paraná contra o pedágio. Houve invasão de praças, furo nas cancelas de cobrança e, para amanhã, terça-feira 9, um grupo de londrinenses se dirige até a Assembleia cobrando pela CPI.

Além da CPI, proposta originalmente pelo deputado Nelson Luersen (PDT), também existe a de instalação de “pedagiômetros” em tempo real nas 27 praças de pedágio para auferir a quantidade que as concessionárias lucram e redefinir o preço da tarifa. Há quem defenda R$ 1 — e nada mais.

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