Brasil considera que houve ruptura da ordem democrática no Egito, que já tem presidente interino

da Agência Brasil

O governo brasileiro considera que houve golpe no Egito, que depôs ontem o presidente eleito Mouhamed Mursi; as Forças Armadas do Egito informaram hoje que Adly Mansour, de 67 anos, tomou posse como presidente interino do país árabe.

O governo brasileiro considera que houve golpe no Egito, que depôs ontem o presidente eleito Mouhamed Mursi; as Forças Armadas do Egito informaram hoje que Adly Mansour, de 67 anos, tomou posse como presidente interino do país árabe.

A deposição do presidente do Egito, Mouhamed Mursi, é tratada pelo Brasil como ruptura da ordem democrática!. Mursi foi destituído do poder ontem (3) pelas Forças Armadas e no lugar dele foi nomeado o presidente da Suprema Corte, Adly Mansour. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Tovar da Silva Nunes, reiterou à  Agência Brasil que houve ruptura! e negou a possibilidade de fechar a embaixada brasileira no país.

Trata se de uma clara ruptura da ordem democrática devido à  destituição de um presidente democraticamente eleito [Mursi] e à  suspensão da Constituição!, disse o porta-voz. Segundo ele, o chanceler Antonio Patriota acompanha os acontecimentos no Egito por intermédio da embaixada brasileira, do Ministério das Relações Exteriores e da Secretaria de Estado do país.

Tovar rebateu a possibilidade, no momento, de fechar a Embaixada do Brasil no Egito, diferentemente do que determinaram os governos dos Estados Unidos e de Israel. No momento, não se considera necessário!, ressaltou.

Ao ser perguntado se há mudanças no futuro das relações do Brasil com o Egito, o porta-voz disse que ainda é cedo para fazer a avaliação sobre mudanças. Ainda não se pode falar em mudança das relações. O governo brasileiro deseja que o povo egípcio encontre uma solução dentro da ordem democrática de forma a atender à s suas aspirações de uma sociedade mais aberta, mais justa e mais próspera!, destacou.

Presidente interino do Egito assume o poder

O presidente nomeado pelas Forças Armadas do Egito, Adly Mansour, de 67 anos, tomou posse hoje (4) e prestou juramento diante da Suprema Corte Constitucional, que comandava até ontem. Mansour ficará interinamente no poder até que sejam realizadas eleições presidenciais, segundo as Forças Armadas. O interino substitui o presidente deposto Mouhamed Mursi.

A nomeação de Mansour foi anunciada pelo ministro da Defesa, Abdel Fattah Al Sisi, nessa quarta-feira. Mansour foi nomeado interino apenas dois dias após assumir a presidência da Suprema Corte do Egito.

Mansour era vice-presidente da Suprema Corte desde 1992 e foi encarregado de redigir a lei de supervisão para as eleições presidenciais, que ocorreram no ano passado e nas quais Mursi foi vitorioso. Nascido no Cairo, a capital egípcia, ele é formado em direito e fez pós-graduação em legislação geral e ciência administrativa. Estudou em Paris de 1975 a 1977.

Antes de assumir funções na Corte Suprema, Mansour fez parte do Conselho de Estado do Egito, em 1984, assumindo inclusive a presidência do órgão. Ele é casado e tem três filhos. Assume interinamente o poder com o apoio das Forças Armadas e de diferentes segmentos da oposição.

Os militares que destituíram Mursi ontem não informaram, por enquanto, quando ocorrerão as eleições presidenciais. O presidente deposto é mantido detido, juntamente com colaboradores, sob a supervisão dos militares.

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