“Radical Chique” explica os protestos

Há um mês, Mirian Gonçalves assumiu a prefeitura de Curitiba devido viagem do prefeito Gustavo Fruet; dentre as personalidades que recebeu, em gabinete, estava a ministra Gleisi Hoffmann; a vice petista é mais radical que a moçada que protesta nas ruas, entretanto, é considerada chique (Foto: Jader Rocha).

Há um mês, Mirian Gonçalves assumiu a prefeitura de Curitiba devido viagem do prefeito Gustavo Fruet; dentre as personalidades que recebeu, em gabinete, estava a ministra Gleisi Hoffmann; a vice petista é mais radical que a moçada que protesta nas ruas, entretanto, é considerada chique (Foto: Jader Rocha).

A vice-prefeita de Curitiba, Mirian Gonçalves, do PT, a Radical Chique, em artigo postado no Facebook (sempre ele), questiona: “O que há de novo?”. A própria moça arrisca uma resposta: decisões centralizadas, solitárias, ao invés do compartilhamento. Será que a petista estaria mandando um recado para alguém especificamente?

Leia a integra da reflexa da vice “Radical Chique”:

O que há de novo?

De maneira espontânea, surgiram movimentos de rua em todo o país.

A princípio, parecia se tratar de reivindicação restrita à  redução dos valores das passagens de ônibus. Até era. Entretanto, ao imergirem em seus próprios descontentamentos, descobriram uma insatisfação bem maior. Conquistada a liberdade pós-ditadura, supridas as necessidades básicas de vida, com aumento expressivo de famílias agora consideradas de classe média!, burlado o aprisionamento da comunicação à  tradicional mídia (e houve quem não acreditasse no poder das redes sociais), agora se quer mais.

O interessante é que, mesmo os governos que possibilitaram a ascensão econômica, a isenção de impostos das tarifas de transporte, também foram alvo dos protestos.
Refletindo um pouco sobre isso, percebo que há um cansaço pela sociedade dos velhos métodos de governar.

Os políticos envelheceram, não de idade, o que não seria um problema se com ela viesse fortalecido o sentido de bem comum. Decaíram de mãos dadas com a política tradicional. Não se atentaram para o fato de que os antigos princípios são mais que atuais: Democracia do povo para o povo; o bem coletivo prevalecendo acima do individual; o diálogo entre cidadãos e instituições como entre sujeitos iguais; não mais decisões solitárias, mas compartilhadas, traduzidas.

à‰ preciso mudar as práticas. O sinal está dado.

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