‘Me sinto uma rainha’, diz brasileira professora no país n!º 1 em educação

do G1 Educação

Tenho total liberdade para avaliar meu aluno, tenho a lista de coisas de que ele tem de aprender até o fim do ano, mas como vou fazer fica a meu critério", diz professora Luciana Pà¶là¶nen, que dá aulas de português em Espoo, na Finlândia (Foto: Arquivo pessoal).

Tenho total liberdade para avaliar meu aluno, tenho a lista de coisas de que ele tem de aprender até o fim do ano, mas como vou fazer fica a meu critério”, diz professora Luciana Pà¶là¶nen, que dá aulas de português em Espoo, na Finlândia (Foto: Arquivo pessoal).

País com a melhor educação do mundo, a Finlândia tem entre os seus professores da rede pública uma brasileira. Luciana Pà¶là¶nen, de 26 anos, nasceu em Salvador (BA), é formada em letras pela Universidade Federal de Bahia (UFBA) e se mudou para Finlândia em 2008, com objetivo de fazer mestrado. Desde 2010, compõe o corpo docente finlandês. No país, no Norte da Europa, encontrou mais do que emprego, e sim, a valorização da profissão de lecionar.

“Eu me sinto como uma rainha ensinando aqui. Ser professor na Finlândia é ser respeitado diariamente, tanto quanto qualquer outro profissional!”, afirma a brasileira, que se casou com um finlandês, tem uma filha de três anos, Eeva Cecilia, e está grávida à  espera de um menino. “Aqui na Finlândia o sistema é outro, o professor é o pilar da sociedade.”

A comparação com sua experiência escolar no Brasil é inevitável. “No Brasil só dei aulas em cursos, mas estudei em escola pública, sei como é. Sofria bullying, apanhava porque falava o que via de errado e os professores não tinham o respeito dos pais”, diz Luciana.

Por quatro anos consecutivos, a Finlândia ficou entre os primeiros lugares no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que mede a qualidade de ensino. Durante visita em São Paulo, na semana passada, a diretora do Ministério da Educação e Cultura, Jaana Palojà¤rvi, disse que o segredo do sucesso do sistema finlandês de ensino não tem nada a ver com métodos pedagógicos revolucionários, uso da tecnologia em sala de aula ou avaliações nacionais. O lema é treinar o professor e dar liberdade para ele trabalhar.

Luciana aprova o método. Há dois anos dá aulas na Escola Europeia de Helsinque, capital da Finlândia, de nível fundamental e médio e há um ano leciona português em uma escola de ensino fundamental em Espoo, cidade próxima à  capital.

“Dou aula de português porque toda criança falante de duas línguas tem o direito ao ensino de uma língua estrangeira na escola. Ou seja, todos os filhos de brasileiros têm direito ao ensino de português como língua mãe.”

Para conseguir a vaga, a brasileira passou por avaliação do histórico escolar da universidade, enviou uma carta pessoal em que expôs suas intenções, e enfrentou uma entrevista, uma espécie de prova oral feita em inglês.

Com o trabalho nas duas escolas, Luciana ganha 2.500 euros, o equivalente a R$ 6.500. Luciana tem contrato temporário porque ainda não finalizou o mestrado, termina a dissertação no fim do ano, por isso há uma redução no salário de 15% e de tarefas extras.

“Tenho total liberdade para avaliar meu aluno, tenho a lista de coisas de que ele tem de aprender até o fim do ano, mas como vou fazer fica a meu critério. Não preciso aplicar prova a toda hora, nem justificar nada para o coordenador”, afirma. “Temos cursos de aperfeiçoamento sem custo, descontos em vários lugares com o cartão de professor, seguro viagem, entre outros.”

Para Luciana, os alunos aprendem porque há um comprometimento deles, dos pais e da comunidade. “Eles aprendem o respeito desde pequenos, a honestidade vem em primeiro lugar. As pessoas acreditam umas nas outras e não é necessário mentir. Um professor quando adoece pode se ausentar até três dias. Funciona muito bem.”

Tradução e aula particular

Logo chegou à  Finlândia, Luciana trabalhou como analista de mídia. Depois, em 2010, antes de atuar na rede de ensino pública, conciliava trabalhos de tradução e de professora particular. “Se aparecesse um trabalho para fazer limpeza, eu toparia sem problemas, desde que fosse honesto. Mandava currículo para algumas empresas, mas nunca era chamada. Pensei em omitir minha formação [em letras, pela UFBA], caso não arrumasse nada.”

Luciana voltou a trabalhar quando a filha tinha apenas um mês. Era um trabalho de tradução que à s vezes fazia de casa ou ia até a empresa que ficava próxima à  sua casa. Escapava para amamentar no intervalo do café. “Aqui a licença maternidade dura três anos, as pessoas achavam um absurdo eu trabalhar com uma filha de um mês. Na verdade faz parte da educação deles, hoje eu entendo mais.”

O respeito pelo próximo também é algo muito enraizado na cultura do finlandês. Luciana diz que diferente do Brasil, nunca sentiu preconceito na Finlândia por ser negra ou estrangeira. “Aqui as pessoas não parecem notar a cor de pele do outro contanto que exista respeito mútuo.”

Casos de violência ou bullying são muito raros nas escolas. “Foram cinco casos de violência no ano, mas para eles é um absurdo, não deveria acontecer. Eles sempre têm um plano para cada tipo de aluno, não é uma única forma para a classe inteira. No final, todos alcançam o mesmo objetivo.”

Diferenças

Na Finlândia, o professor é proibido por lei de encostar no aluno. Nem mesmo para dar um abraço. Luciana soube disso durante a aula de inglês, no estágio, em uma atividade onde alunos precisam demonstrar sentimentos numa espécie de encenação teatral e ela “relou” em uma aluna. A classe toda ficou estática, espantada.

Hoje, Luciana se acostumou à  cultura. “Acho que acostumei, nunca gostei muito de abraçar as pessoas se não houvesse um motivo muito importante para isso. Talvez esse seja o motivo de eu ter me acostumado aqui.” O frio também não lhe causa incômodo, nem mesmo a temperatura de 25 graus negativos que já encarou. Para a baiana, não há problemas desde que esteja com a roupa apropriada para manter o corpo aquecido.

Planos para o Brasil

No fim do ano, Luciana vai aproveitar as férias para voltar ao Brasil para visitar a família. Durante a temporada de dois meses pretende fazer workshops em escolas sobre o sistema de educação finlandês. Gostaria de ajudar os professores de alguma forma, com treinamento, é o que eu devo para o meu país. Minha parte é tentar ajudar da maneira que eu posso.!

Para ela, a receita da Finlândia para ter uma educação nota 10, baseada na simplicidade, daria certo no Brasil se “as pessoas parassem de esperar ações do governo e agissem com as próprias mãos.” “Gostaria que minha filha visse meu país diferente e eu não tivesse de pagar uma mensalidade de 2 a 3 mil reais [caso morasse no Brasil] em uma escola particular para oferecer a ela uma educação de qualidade.”

Se o abraço tão habitual no Brasil não lhe faz falta e o frio não a incomoda, Luciana sente saudades de gargalhar com os amigos, de se deliciar com a comida da minha mãe, conversar a avó, escutar músicas com a tia e assistir Fórmula 1 com o pai. “Matamos as saudades via Skype ou quando alguns parentes visitam a Finlândia.”

36 Comentários

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  1. A ausência de uma Educação de Qualidade, em todo o contexto histórico do nosso País, desde a nossa colonização, produziu e ainda produz pessoas como estas, que se prestam ao papel de fazer FAKE, para atacar a quem ousa viver livremente. Conheço a Juliana Souza (a verdadeira) e sei que ela está sendo vítima de ameaças.
    A falta de cultura e de compreensão do mundo plural e diverso em que vivemos, gera pessoas preconceituosas e violentas que se sentem no direito de invadir a vida alheia. É fato que nosso País precisa melhorar muito a Educação, para que possamos ter cidadãos e cidadãs que saibam conviver e respeitar a diversidade, em todos os aspectos e que conheçam o País em que vivem e possam efetivamente fazer comparações da conjuntura atual, dos últimos dez anos, com toda a História. E que compreendam o que é um Sistema Democrático e quem são os diversos agentes sociais que lutaram para conquistá-lo.

  2. Somente quem não tem discernimento e/ou é mau intencionado, faz ataques contra uma cidadã como a Juliana, que luta pelos seus direitos e tem a capacidade e a paciência de sofrer todo o tipo de preconceito. Todos sabem que quem é atacado e sofre ameças até de morte é incapaz de agredir, gratuitamente, qualquer opinião e/ou artigos , no qual ela não concorda. O que me deixa preocupado é com gente que só sabe usar argumentos falsos e/ou maldosos, para demonstrar toda a sua estupidez humana. Ninguém iria escrever umas bobagens como esse ou essa FAKE e ainda expor o seu local de trabalho.
    Espero que o Esmael consiga e forneça o IP desse(a) bandido(a) para a verdadeira Juliana entregar ao Ministério Público e colocar esse(a) fake no seu devido lugar e aos maldosos de plantão, espero que, antes de comentar com tanta agressividade e soltar suas barbaridades, analisem com cuidado e vejam se pessoas livres são capazes dessas mixórdias.

  3. Oi Esmael, venho aqui porque fui informada pelo companheiro Mário Sérgio deste comentário que (é óbvio) para quem me conhece que não fui eu quem postou.
    Para quem não sabe vários militantes LGBT de Curitiba estão sofrendo ameaças desde o ano passado e fakes estão sendo criados para desmobilizar o movimento.
    Aviso que o print screen está sendo tirado e amanhã irei na Delegacia de Cibercrimes onde BO sobre o caso já estão em andamento.
    Peço que se possível identifique o IP da postagem para eu juntar no processo.

    Grata
    Juliana Souza
    (a verdadeira)

  4. Caro Esmael como é ridículo uma expressão como dessa pessoa que deveria no mínimo voltar aos bancos escolares, fico lembrando quando nós estávamos defendendo a educação pública de qualidade enquanto dirigente estudantil que fomos.

    Ela se intitular de uma instituição como a CUT é descabido por mais que todos tenham diferenças de pensamentos e ações, a CUT não se reduz ao comentário pífio feito por essa pessoa, vale lembrar que se formou na Faculdade de Artes do Paraná.

    Mas realmente só vamos ser uma nação de verdade, quando tivermos o devido investimento na educação , saudades tenho de quando tínhamos que estudar muito para poder entrar no Colégio Estadual do Paraná, CEFET, IPE etc….

    Hoje que tenho minhas filhas ainda pequenas, fico desesperado de poder em primeiro lugar escolher uma escola particular que não venha com a pedagogia enlatada, em segundo o preço da mensalidade, terceiro o bem estar delas com o aprendizado para a vida, preocupado com a formação delas como individuo critico.

    Mas devemos lembrar que para tudo isso tem que ter um bom profissional que faça essa roda girar que chamamos de professor, mas quando vejo minha esposa como pedagoga da rede pública municipal da nossa querida cidade e em outro período da região metropolitana. Fico estarrecido de notar como são tratados de uma forma desumana, independente do governo ser do P… que seja.

    Acredito que a defesa da educação deve ser uma coalizão de todas as forças de nossa sociedade e não somente de A ou B, todos nós deveríamos lutar por essa bandeira que não tem P… nenhum mas sim inspirados em um sentimento de termos uma nação onde minhas pequenas filhas possam crescer, viver, trabalhar, serem cidadãs de fato em uma sociedade que elas possam querer, optar, sempre com liberdade, justiça e igualdade de oportunidades.

    Creio que esse debate possa nortear para algo de concreto como um fórum para cobrar uma educação de verdade tanto dos governos municipais, estadual e federal independente do P… que esteja há frente dessas instituições.

    Um Abraço Fraterno para você e sua família.

  5. Dentro dessa observação quero aqui colocar a minha indignação com o Nucleo Regional de Curitiba, que tem como Chefe o Professor Mauricio Pastore. Veja, os famosos Tablets amarelos que foram encaminhados pelo Governo Federal para o Paraná, continuam mofando nas escolas. O Núcleo entregou para os diretores e estes não tem autorização para entregarem para os Professores. Assim, continuam em caixas nas escolas. Será que entregaram somente precavendo de um novo roubo? E mais, pasmem os senhores, a conversa doNucleo q

  6. É bonito ver uma bela história de uma pessoa que lutou e está conseguindo seu espaço para viver com dignidade. Todos os países possuem pontos positivos e negativos. A Finlândia, de fato, possui uma educação invejável e isto é um mérito para aquele país que soube investir neste setor, agora querer fazer comparações ou nós brasileiros nos sentirmos os “piores do mundo” por não somos como eles, aí é brincadeira. A Finlândia possui uma área um pouco maior que o Estado de São Paulo e possui uma população de 5,338 milhões de pessoas, a cidade de São Paulo possui mais de 11 milhões. Governar a Finlândia com esta área e população é diferente o Brasil que é um continente onde a pouco tempo se tem realmente investido em melhorias. Estamos longe ainda daquilo que merecemos na educação, saúde, comunicação etc, mas olhando pra trás, já conquistamos algumas coisas. A Finlândia mesmo com uma população reduzida e com uma educação exemplar possui 17,9% de seus habitantes em risco de pobreza ou exclusão social. O salário de 2.500 euros para os países europeus é salário um pouco acima do mínimo, pois o custo de vida é altíssimo. Na Suíça, por exemplo, com este salário estaria recebendo ajuda do governo, pois estaria na faixa de pobreza.

  7. O comentário da (Juliana Souza junho 3, 2013 às 11:40) me pareceu tão absurdo que eu não acreditei que ela fosse mesmo real e resolvi dar uma conferida no “São Google”. Ela existe e com isto ganhamos uma personificação exemplar deste salto ( no buraco) que foi a “Revolução Educacional ” a que ela se refere!

    Tristes Trópicos!

  8. Juliana Souza.
    Você se diz secretaria de alguma coisa, se o teu superior não for da sua stiff, ele deveria no minimo lhe mandar para casa do caralho, se você representa alguma coisa na vida, acabou de comprometer um monte de pessoas e instituições que você diz representar, ALÔ PESSOAL DA CUT, ALÔ PESSOAL DA ABGLT, tem gente vomitando merda em nome de vocês, isso pega mal pra caramba.

    Aos meus amigos comentaristas desta sessão, me desculpe o palavreado, mais eu não consigo dar ouro para porco.

  9. Na Finlândia, o professor é proibido por lei de encostar no aluno. Nem mesmo para dar um abraço.
    .
    Lidar com crianças é dar afeto sem que a criança lhe confunda com sua mãe.
    Ensina Português com essa grafia aí?
    Ia até ver e pesquisar sobre a tal educação finlandesa. Paro por aqui

  10. Interessante hein Esmael, como a verdade dói…
    O puxão de orelha foi porque o seu blog é comprado ou financiado pelo PT?
    Foi a impressão que a Juliana Souza deu… cadê a liberdade de imprensa?
    Essa foi boa hein…
    Por mim quanto mais post publicar, mostrando as deficiências que temos em nosso país, tais como em educação, infraestrutura, saúde e afins… mande brasa!

  11. é ……… Esmael!

    E TOME ESTA TAMBÉM:

    ” ……… A educação que se dane
    Domingo, 2 de Junho de 2013 ““ 18:41 hs. Deixe um comentário.
    Por Mary Zaidan

    Aloizio Mercadante. Esse é o nome que a presidente Dilma Rousseff sacou para auxiliar na articulação política do governo, que degringola dia após dia, ainda mais depois que o ex-presidente Lula inventou de antecipar o calendário eleitoral de 2014.

    Aloizio Mercadante. O mesmo que em 2006 seria o único beneficiário do malogrado dossiê dos aloprados do PT; que três anos mais tarde, como líder do PT no Senado, protagonizaria a inesquecível e hilária cena de renunciar à “renúncia irrevogável” que fizera dias antes.

    Que se tornou unha e carne da presidente, auxiliar de extrema confiança, conselheiro

    Que deve coordenar a campanha de reeleição de Dilma ou ser candidato do PT ao governo do São Paulo caso os novatos que Lula prefere não ganhem músculos. Que é ministro da Educação.

    Isso mesmo. Ministro da Educação.

    Ministro da Educação de um País que continua amargando os últimos lugares no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), realizado com jovens de 15 anos a cada três anos pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ficando atrás de Trindade e Tobago e Jordânia. Que não oferece ensino médio a quase 50% de seus jovens (Pnad 2010).

    Que ainda tem 14,2 milhões de analfabetos. Que vê seu número de leitores caindo todos os anos (- 9,1% de acordo com a edição 2012 da pesquisa Retratos da Leitura da Fundação Pró-Livro), mesmo considerando a leitura de jornais, revistas e internet. Onde só 25% da população sabem ler e interpretar um texto.

    Dilma, que discurso sim outro também coloca a educação como prioridade número um de seu governo, nem mesmo esconde que mente como faz a maior parte dos políticos que adora bater na tecla de mais saúde, mais educação.

    Prefere que seu ministro da área se junte às atrapalhadas ministras Gleisi Hoffman e Ideli Salvatti, de dedicação exclusiva, na solução do imbróglio do Congresso Nacional, onde a acachapante maioria ““ uma base de 80% dos parlamentares ““ insiste em colocar o governo em apuros.

    Mercadante dificilmente terá êxito. Até porque o buraco ““ como os mais experientes já alertaram dúzias de vezes ““ é mais embaixo. Enterram-se na soberba de Dilma, na humildade zero. Desvios que, dizem, também habitam a persona de Mercadante.

    Que Mercadante possa ajudar, talvez.

    Mas o que chama atenção é o descuido, pior, o descaso. Dilma confessa que quer o ministro na tarefa político-parlamentar como se a pasta que ele ocupa fosse tão desimportante como boa parte das 39. Com isso a presidente reincide na sua disposição de fazer o diabo para se reeleger. A educação? Essa que se dane.

    Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes ……”

    E TEM PESSOAS QUE ADMIRAM ESTA PTZADA!

  12. Não é difícil imaginar a intenção do G1/Globo e similares nos rasgados elogios ao sistema finlandês de Educação.
    Quem repercute isso, podia ao menos dizer o que pensa sobre o que posta.

  13. O que esta professora expõem não deveria ter esse “algo de extraordinário deixado no ar”, pois, num país sério estes tipos de situações são tão normais que já se tornaram cultura, hábitos e costumes!

    Esmael e demais tanto se fala no ensino laico determinado e patrocinado por um estado também laico! Ah “tá!”
    Mas considerando a falência e a decadência do ensino público é inegável, por força da situação de esculhambação criada por alguns estados laicos, a contribuição das escolas cristãs tanto católicas como protestantes ao ensino brasileiro, algumas pagas e outras não! E continua assim este sistema, de colégios particulares notadamente cristãos, a oferecerem um ensino melhor que o público, tornando-se a educação em fontes de altos ganhos e lucratividade, justamente uma das responsabilidades de nossos governantes que deveria ser destinada ao povo. Aliás, nesta questão do ensino particular, com exceção das absurdas mensalidades que por si só já selecionam as vagas existentes, permitindo que somente as elites possam se beneficiar, não existem reclamações quanto às instalações, greves dos professores, qualidade dos conteúdos e colégios oferecendo o melhor em tecnologia para seus alunos privilegiados. Esta é a diferença fundamental para o ensino público, e que não deveria existir porque a educação não poderia ter se transformado em indústria, como aconteceu, contribuindo para a riqueza e poder de certas igrejas cristãs (A Bíblia diz : “de graça recebeste de graça dai!”) e de outras religiões que também detém consigo a educação de seus fiéis!
    O revoltante é esta diferença entre o privado e público, como se os contribuintes brasileiros não pagassem vultosos impostos para esta finalidade, a educação, que é má administrada pelos governantes. Não se preocupam com ela como deveriam, porque são irresponsáveis, incompetentes, incapazes e sem visão de futuro!
    Duvidas? Analisem o Paraná no que se refere a área da educação ecada um tire suas conclusões!

    • Isto que acima estamos nos referindo aos filhos dos pobres que estão largados a própria sorte no quesito de buscar conhecimento e qualificação!
      E os filhos das classes média-alta, média-média e média-baixa? Respectivamente classes A, B e C!

      Esmael e demais apesar de tudo estamos diante de uma geração mais preparada ““ e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com desilusões, frustrações e decepções. Preparada porque é capaz de usar a tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas no sentido real como no sentido virtual, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor. Esta é a geração de classe média que estudou em bons colégios, é fluente em outras línguas, tem acesso à cultura e à tecnologia. Uma geração que teve muito mais do que seus pais. Ao mesmo tempo, cresceu com a ilusão de que a vida é fácil. Ou que já nascem prontos ““ bastaria apenas que o mundo reconhecesse a sua genialidade. Esta geração espera ter no mercado de trabalho uma continuação de suas casas ““ onde o chefe seria um pai ou uma mãe complacente, “mimantes” que tudo concedem. São ensinados a pensar que merecem, seja lá o que for que queiram. E quando isso não acontece, sentem-se traídos, revoltam-se com a “injustiça” e boa parte se emburra e desiste muitas das vezes caindo num estilo de vida fatalista, promíscuo embalado por drogas e regado pelo álcool! Foram crianças e adolescentes que ganharam tudo, sem ter de lutar por quase nada de importante, desconhecem que a vida é construção ““ e para conquistar um espaço no mundo é preciso ralar muito. Com ética e honestidade, pois, viver é para os insistentes. Nossa classe média parece desprezar o esforço. Prefere a genialidade. O valor está no dom, naquilo que já nasce pronto. Dizer que “fulano é esforçado” é quase uma ofensa. Ter de dar duro para conquistar algo parece já vir assinalado com o carimbo de perdedor. Bacana é o cara que não estudou, passou a noite na balada abaixo de LSD E ESTÁSI e foi aprovado no vestibular de Medicina. Este atesta a excelência dos genes de seus pais. Esforçar-se é, no máximo, coisa para os filhos da classe C (média-baixa e ainda menos), que ainda precisam assegurar seu lugar no país.

    • As greves são um absurdo mesmo na educação.
      Lembrando a última greve na nossa universidade tecnológica, os alunos estão de férias, acabaram de terminar o ano letivo de 2012. Daqui a uma semana estarão iniciando o 1º semestre de 2013, iniciando assim o novo ano letivo. Lá ainda é fevereiro…

      • A última greve dos professores da rede federal durou apenas quatro meses. O que são quatro meses na educação de um jovem, não é verdade?

        • É um período inteiro, pra quem tem avaliação semestral. Pra quem é pobre e quer terminar o curso logo pra arrumar uma colocação no mercado e trilhar um caminho ao sol é muito tempo.

  14. Esmael

    Será que essa Juliana é mesmo a secretária da CUT?

    Se for, os trabalhadores tão bem representados hein!

  15. hÁ PROFESSORES E PROFESSORES! Vejo e ouço muita choradeira com a profissão, mas há professores que nãinvestem em sua carreira, não leem nem jornal… mas, em final de carreira um professor com mestrado e um padrão ganharia algo em torno disso. Mas, as condições de trabalho arrebenta qualquer um…

    Cada vez mais pais se unem aos filhos contra a escola…

  16. “Aqui na Finlândia o sistema é outro, o professor é o pilar da sociedade.”

    Já aqui no c… do mundo, o pilar da sociedade são os jogadores de futebol, o Aique Batista, os donos das catracas de pedágios e outros traias!

  17. Bom Dia Esmael.
    Sempre te admirei ,mais nessa notícia vc está esculachando o Brasil e pq?
    Tipo não tem o que postar não poste bosta, o PT revolucionou a educação nesse país seu idiota,pq não posta notícias da CUT ,onde sou assessora da Secretaria de formação de lá ou da parada gay de São Paulo ontem ,onde sou militante LGBT também.
    Juliana Souza
    Secretária da Região Sul da ABGLT

    • NÃo diga asneiras, a Educação no Brasil está a beira do CAOS ABSOLUTO. Faltam material, faltam escolas, FALTAM professores preparados, atualizados, reciclados, bem pagos. A maioria continua dando aula pelo amor que tem a profissão, só por isso. A educação no Brasil está sucateada, porque Educar…NÂO DÁ VOTO !!!, Estadios modernos, A tua ABGLT, recebe mais dinheiro do Governo Federal que a Educação em alguns Estados. Portanto, Não diga o que não sabe. Você certamente ainda deve estar sob efeito ( alcoólico ou …) daquela Parada dos Horrores em SP. Vá se tratar.

    • Rs… o que é isso?!!! Olha o nível da figura!!! Falar da CUT e da parada Gay…(?). Cada vez mais eu me arrependo de não ter feito carreira militar, só para participar de um pelotão de fuzilamento desse tipo de gente. Ah… nemmmm…

    • Boa tarde!

      A verdade machucar, nos deixando com os nervos a flor da pele.

    • Diga-me onde o Ismael está esculachando o Brasil? Ele está mostrando uma realidade que está em baixo dos nossos olhos. Em que país que você vive? O PT pode ter feito o que fez mais ainda os professores são muito desvalorizados pelos governantes. O Brasil tem muito que aprender ainda sobre respeito e dignidade, isso você não mostrou nem um pouco pela reportagem do Blog do Ismael. O que tem haver ele mostra uma noticia sobre a educação da Finlândia e sobre a parada gay. Ele está mostrando uma realidade que nosso país vive no momento, onde os professores não têm muitas estruturas de ensinar os alunos e onde muitos alunos não têm nem a onde estudar. Parada gay é uma coisa, se ele não posta noticia sobre isso, é porque ele sabe o que é prioridade para o Brasil no momento, e prioridade no Brasil é educação e segurança.

    • RSRSRSRSRSRSRSRS

      Sem comentários a sua observação!

    • Mas sua educação passou longe, quer reclamar, não há necessidade de falar palavrões. O cargo não está de fazendo bem

    • Esmael, é por causa de comentários absurdos, como dessa Juliana, que você deve continuar postando notícias como esta, talvez algum dia a cidadã aprenda um pouco sobre tolerância. Agradeço ao meu sindicato (SISMMAC) por ter se desvinculado da CUT, e consequentemente, parado de destinar dinheiro a estas causas.

    • Juliana o PT fez alguma melhoras na educação, mas não no ensino fundamental e médio. A educação pública do Brasil está um lixo, estamos produzindo uma geração inteira de analfabetos funcionais. É cruel!! Porque o analfabeto tradicional sabe que não sabe e sabe que precisa saber. O Analfabeto funcional acha que sabe, mas não sabe, acaba se acomodando e a grande maioria se acomoda e fica sem saber achando que sabe…

      O Brasil está anos luz da educação do países europeus, aqui os políticos ainda tem medo de um povo esclarecido, porque a grande parte nunca mais seria eleitas nem pra síndicodo seu condomínio.

    • Mas é uma anta mesmo essa Juliana, de onde tirou isso sua tapada? A educação no Brasil só piorou com o PT no poder sua burra, veja os números que tínhamos antes e os que temos hoje, será que não sabe nem isso? Hoje nossos alunos não sabem matemática, português então é um fracasso total, isso sem falar em química, física ou mesmo biologia. O Brasil sofreu uma decadência monstruosa na educação nos últimos 10 anos e só não vê quem não quer, ou quem ganha salário pra dizer que não está vendo.

    • Esmael e demais, não pude deixar de me importar, mas percebam o que em nome da democracia e da liberdade de expressão o quanto um blogueiro é “obrigado” tolerar e suportar!
      Ou seja, estamos debatendo sobre educação e de maneira deslocada, diga-se também mal educada, totalmente fora do assunto me aparece um ser vivente na base da grosseria e do destempero se intitulando, vejam só, “Assessora da Secretaria de (De) Formação” da CUT . “Deformação” sim pela forma arrogante e chula com que se dirigiu ao moderador deste respeitado e requerido Blog!
      Por gentileza se coloque no seu lugar sua “nazigay!”

      • Celso e demais que comentaram a postagem colocada em meu nome. Peço que verifiquem sempre as origens das postagens, a internet tem sido um meio usado para pessoas de má índole usarem artifícios para acabar com o movimento LGBT.
        Quem me conhece sabe das posturas políticas que tenho e acima de tudo a maneira como me expresso.

        E se por acaso virem postagens em meu nome ou do Toni Reis com palavras de baixo calão ou desqualificando as pessoas comuniquem para que juntemos no processo que corre na delegacia de CiberCrimes.
        Segue link do Grupo Dignidade com nota oficial sobre o caso https://www.facebook.com/photo.php?fbid=459923224085472&set=a.359162437494885.81367.359072027503926&type=1&theater

        As denúncias podem ser feitas pela fanpage do Grupo Dignidade

    • Sra. Alienada, dá uma lida nisso, e por favor Antes de escrever MERDA, informe-se.
      Apenas 0,6% das escolas brasileiras têm infraestrutura próxima da ideal para o ensino, isto é, têm biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva, laboratório de ciências e dependências adequadas para atender a estudantes com necessidades básicas ( segundo o IBGE ), Leia a Materia.
      http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/06/04/menos-de-1-das-escolas-brasileiras-tem-infraestrutura-ideal.htm

    • Juliana Souza (a verdadeira)
      junho 4, 2013 às 21:17
      Celso e demais que comentaram a postagem colocada em meu nome. Peço que verifiquem sempre as origens das postagens, a internet tem sido um meio usado para pessoas de má índole usarem artifícios para acabar com o movimento LGBT.
      Quem me conhece sabe das posturas políticas que tenho e acima de tudo a maneira como me expresso.

      E se por acaso virem postagens em meu nome ou do Toni Reis com palavras de baixo calão ou desqualificando as pessoas comuniquem para que juntemos no processo que corre na delegacia de CiberCrimes.
      Segue link do Grupo Dignidade com nota oficial sobre o caso https://www.facebook.com/photo.php?fbid=459923224085472&set=a.359162437494885.81367.359072027503926&type=1&theater

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