Líder tucano aconselha Dilma Rousseff adotar agenda neoliberal

Líder de Beto Richa na Assembleia, deputado Ademar Traiano, analisa o governo da petista Dilma Rousseff e arrisca alguns palpites que, na era FHC, afundaram o país na crise; no artigo, tucano não cita nem uma vez as realizações de seu chefe à  frente do governo do Paraná; também omite a quebradeira promovida pelo PSDB no estado; leia a opinião.

Líder de Beto Richa na Assembleia, deputado Ademar Traiano, analisa o governo da petista Dilma Rousseff e arrisca alguns palpites que, na era FHC, afundaram o país na crise; no artigo, tucano não cita nem uma vez as realizações de seu chefe à  frente do governo do Paraná; também omite a quebradeira promovida pelo PSDB no estado; leia a opinião.

O deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), líder do governado Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa do Paraná, a pedido do chefe, desembestou a emitir opiniões acerca do governo de Dilma Rousseff. Além de opinar, o que é justo e fundamental no processo dialético, o tucano aconselha a presidenta a adotar uma agenda neoliberal, abandonar o intervencionismo, bem como deixar de lado ideologias defuntas da era soviética. Entretanto, Traiano não dá nem um pio sobre a quebradeira promovida pelo governo do PSDB no Paraná. A seguir, leia a íntegra do artigo do líder tucano:

País sem rumo

por Ademar Traiano*

O governo Dilma Rousseff navega sem rumo. A imagem da grande gerente criada para eleger a presidente em 2010 é uma lembrança esmaecida que só se pode recordar com ironia. Uma imagem que os marqueteiros do governo tratam, prudentemente, de esquecer. Dois anos e meio de crescimento medíocre e trapalhadas administrativas não autorizam ninguém a louvar a eficácia da atual gestão – e seus auxiliares trapalhões – sob o risco de se cair no ridículo.

Sinais de incompetência abundam. Sob o comando do PT, suposto defensor das estatais, a Petrobras encolheu. à‰ a menos valorizada, a menos rentável e a mais endividada entre as 10 maiores companhias de petróleo do mundo. Depois de chegar a segunda maior petroleira do planeta, atrás apenas da americana Exxon Mobil, ocupa hoje a sétima posição. Não é nem a maior da América Latina.

Os projetos estratégicos – os PACs – são lançados em ritmo frenético, mas sempre com resultados inócuos. Na gestão da economia as coisas vão ainda pior. Depois de longos meses desdenhando os sinais inquietantes de que a inflação ganhava força e regularidade em sua escalada, o Banco Central foi autorizado a agir (ninguém mais acredita na autonomia do BC desde a chegada ao poder de Dilma com seus rompantes autoritários), com duas altas consecutivas e crescentes nas taxas de juros.

A ideia, alentadora, que o governo se deu conta da gravidade da situação econômica logo se dissipou. Uma reportagem da Folha de S. Paulo identificou os reais motivos de o governo para desatar as mãos do Banco Central. A liberação do Banco Central para utilizar os instrumentos de política monetária para conter a inflação é, segundo o jornal, resultado direto de pesquisas de opinião. Elas revelam que a generalizada elevação dos preços começou a derrubar a popularidade da presidente. Ou seja, decisões cruciais da economia são tomadas com base em institutos de pesquisas de opinião. à‰ um governo comandado pelo marketing e que – por problemas de política interna do PT – antecipou de forma irresponsável a campanha eleitoral de 2014. Tudo gira em torno da reeleição.

Para complicar, Dilma é uma governante presa a um labirinto de ideologia, crença em um anacrônico dirigismo econômico ao estilo soviético, voluntarismo delirante e intervencionismo desastrado que começa a ser confrontado por resultados econômicos inequivocamente ruins. Resultados onde se destacam a inflação alta, crescimento baixo e a fuga de investimentos.

à‰ um governo reativo que, com assustadora frequência, se baseia em premissas erradas, para tirar conclusões equivocadas. Quando não são as risíveis previsões de crescimento (que nunca se realizam) do ministro Guido Mantega – o “Elfo Vidente” – segundo sátira certeira do Financial Times, temos o erros de diagnóstico da própria Dilma.

Quem não se lembra da presidente percorrendo fóruns internacionais bradando contra o “tsunami de dólares! que estaria tentando submergir o Brasil? Pois bastaram os PIBs microscópicos de Mantega, somados ao intervencionismo presidencial para que esse “tsunami” mudasse de rota. Os investimentos (e os dólares) estão abandonando o Brasil rumo ao México e aos outros países da Aliança do Pacífico, menos presos a ideologias defuntas e mais focados no desenvolvimento econômico.

O resultado é que os dólares, que seriam excessivos meses atrás, se tornaram escassos, os investimentos internacionais rareiam, o dólar sobe adicionando novas pressões inflacionárias. O governo correu para retirar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 6%, criado as pressas quando se acreditava no delírio que o perverso neoliberalismo internacional, mancomunado com os países desenvolvidos, tramavam uma conspiração em que planejavam afogar o Brasil e os países emergentes com a tal tsunami monetário. Com a falta de rumo, somada a urgências ligadas a pesquisas de opinião, devemos esperar apenas novos improvisos.

*Ademar Traiano é deputado estadual pelo PSDB e líder do governo Beto Richa no Paraná.

29 Comentários

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  1. Traiano vá a p.q. p.
    o início do teu nome diz tudo oque você é……

  2. mas o banheiro de 90.000 reais do barbosa.e a farra das viagens das esposas dos ministros dostf ,com dinheiro publico.

  3. Não precisa, a Dilma ja ta fazendo isso com aeroportos, portos.

  4. Esmael e demais esse (des) putado Ademar Traino, junto com seu (des) governador Beto Richa vão procurar o que fazer o que não fizeram até agora pelo Paraná! Ou seja, governar!

  5. TRAIA!

  6. Não li, nem os comentários, mas acho que o Aécio Neves vai gostar dos palpites do Lider do PSDB do Paraná, se a Presidente Dilma Rolussef ouvir e atender os conselhos do Lider.

  7. olha para todos os idiotas como o dr traia ou traiano como queiram esqueçero ou sao verdadeiros paus mandados do psdb quem criou o planop real foi o pmdb do itamar franco o velho maconhero fhc era apenas o ministro da fazenda que feis o que o chefe manda idiotice e bobagens agente escuta sempre agora ser palhaço de natureza ou pau mandado sao poucos e no parana quem nao gosta da dilma vao ter que aguentar mais 4 anos e no parana graças a deus o beto baxaria vai de malas e cuias para portugal pois la é lugar de comer pescosso e arotar cava

  8. Esse Traia, não tem moral de aconselhar ou sugerir alguma atitude para a Dilma. Esse Traia e seu Governador precisa demitir e pedir o ressarcimento dos valores pagos aos comissionados fantasmas.
    Só falam que são discriminados pelo gov. federal e só querem empréstimos e mais empréstimos.
    O gov. federal não deveria liberar empréstimos para “quem não sabe”, ou sabe demais . administrar o Estado e as Finanças. Compra de poltrona, mesa de reunião e espelhos de cristal para o gabinete do governador, R$ 90,7 milhões? Qual a empresa que executou esses serviços?

  9. JURANDIR, VC SABE O QUE É PIB. VC DEU UMA OLHADA NOS PAÍSES DE “PRIMEIRO MUNDO”?

  10. A verdade dói. A presidenta é uma incompetente que levou uma equipe desqualificada para o governo. O resultado está aí: pibs ridículos, inflação alta e fuga dos investimentos.

    • Nos governos militares tínhamos PIB’s bem mais gordos, mas a concentração de renda enorme. Então melhor um PIB mais modesto, mas uma melhor divisão do bolo, assim cada um come um pedaço…

  11. ESSE SUJEITINHO COM UM NOME SUJESTIVO TRAIANO ( LEIA-SE TRAIA) não tem moral para falar da DILMA,ele que se elegeu pelo PRN na Eleição do COLLOR e no dia seguinte pulou para o PTB e ainda ficou devendo para nós que o elegemos.
    Gostaria de perguntar ao sujeitinho traiano como o governo Richa consegue tantas malandragem contra o povo paranaense,como o Boletim de ocorrência que a poucos dias passou a ser feito via internet pela proprio usuário e que antes era feito pela policia militar que cobrava uma taxa de R$ 42,00 paga no banco e agora que é feita pela internetr é cobrada taxa de R$ 70,00 sendo que o governo do Paraná não usa mais tempo do policial para fazer,nem folhas para imprimir o B.O e nem tinta da impressora, e além de tudo isso o sistema não funciona. Povo do Paraná vamos expurgar esses senhores da politica Paranaense,ou logo o Paraná estará tão quebrado que nem DEUS nos salvará.
    Em Dois Vizinhos em quatro anos o PSDB quebrou o Municipio,vamos rezar para não acontecer com o Paraná.
    Vejam até secretários de Estado furando pedágio,com certeza até ele achou que o preço é realmente abusivo.

    • Nossa ele era do partido do Collor? Então é um lixo de homem mesmo…A Dilma deveria dar um conserlho para ele PROCURAR UMA FUNERÁRIA…

  12. Traiano, lembra que o teu ex-presidente FHC mandou fechar várias escolas tecnicas no Brasil?? Não lembra? Sua memória é seletiva? Haaaaaaaaaaa, mas então vejam essa, governo federal criou mais 4 novas universidades:
    http://blog.planalto.gov.br/dilma-sanciona-lei-que-cria-quatro-novas-universidades/

  13. O crescimento econômico do primeiro trimestre do ano não teve a magnitude dos PIBs do governo Lula. Mas não pode ser considerado um resultado negativo. Tal como naquele período, o investimento voltou a crescer mais do que toda a economia. O PIB do primeiro trimestre cresceu 1,9% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Na mesma base de comparação, o investimento cresceu 3%.

    O PIB brasileiro perdeu força desde o início de 2011. Por seis semestres consecutivos desacelerou. A partir do terceiro trimestre do ano passado, entrou em trajetória de recuperação. Mas era uma recuperação sem qualidade porque o investimento não crescia. O PIB do primeiro trimestre de 2013 cresceu com qualidade: o crescimento do investimento superou o crescimento da economia.

    Durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, o desempenho do PIB tem sido modesto, embora apresente sinais de recuperação consistente. Muitos pensam que podem tirar proveito político e eleitoral da trajetória recente do PIB. Lembram da orientação do marqueteiro de Bill Clinton nas eleições americanas de 1992: é a economia, estúpido! Interpretam que existe uma ligação entre crescimento econômico, insatisfação social e o voto de oposição.

    Não é o crescimento do PIB que influencia diretamente o voto. São as condições econômicas de vida que influenciam de forma decisiva o voto de um trabalhador e da sua família. A vida do trabalhador e da sua família depende, em grande parte, do emprego, do salário, do crédito que podem acessar e dos bens e serviços que podem adquirir. O crescimento do PIB pode influenciar estes itens. Contudo, tal influência não é direta. Por exemplo, um modesto crescimento do PIB pode não gerar desemprego.

    Quando um trabalhador vai ao supermercado, não se importa com o crescimento do PIB; importa se tem renda para pagar a conta. Quando demanda um eletrodoméstico financiado, não se importa com o crescimento do PIB; importa se tem emprego e renda que garantam crédito para a sua compra. Quando vai pagar a conta de luz, o que importa é se está mais cara ou mais barata. O crescimento do PIB é um número abstrato na vida do trabalhador.

    No Brasil, apesar das modestas taxas de crescimento da economia, o salário mínimo tem aumentado e o rendimento médio do trabalhador, também. O desemprego é baixo e o crédito e o consumo têm crescido (ver tabela acima). A vida econômica do trabalhador não tem piorado. Tem melhorado, apesar do modesto crescimento econômico

    Cabe lembrar que o marqueteiro de Clinton, quando mostrou a ligação entre economia e o voto, não estava se referindo à taxa de crescimento do PIB, mas sim ao desemprego que afetava diretamente a vida do trabalhador. Quando Bush pai assumiu o governo, em 1988, a taxa estava em 5,7%. Ele deixou a taxa de desemprego subir para 7,4% (o pior momento foi junho de 1992, quando chegou a 7,8%).

    Em conclusão, o resultado eleitoral de 2014 somente será afetado pela economia se o desemprego aumentar de forma significativa e/ou houver uma queda considerável do rendimento do trabalhador. Se isto ocorrer, o consumo também seria mitigado. Até o momento não existem previsões de que esta situação possa ocorrer.
    http://www.cartacapital.com.br/economia/a-economia-e-o-voto-2735.html

    Enquanto não surgir coisa mais avançada, as pesquisas de opinião continuarão a ser a melhor maneira de interpretar o pensamento da população a respeito das questões coletivas. Sem elas, ficamos com o que acha cada indivíduo ou dizem os grupos mais organizados e loquazes. Os sentimentos e atitudes da maioria permanecem ignorados. É como se não existissem.

    Mas as pesquisas estão aí. E permitem uma compreensão dos juízos e as expectativas dos que não se expressam, não mandam cartas ou postam comentários na internet. Há outras formas de fazê-lo, mas nenhuma mais confiável.

    Realizá-las não é extravagância ou privilégio. Não custam tanto e um partido político poderoso, como, por exemplo, o PSDB, pode encomendar as suas. Nem um jornal ficará pobre se tiver de contratar alguma.

    Por que então as oposições brasileiras as usam tão parcimoniosamente? Por que, se é simples conhecê-la, os partidos e a mídia oposicionista desconsideram a opinião pública? Tome-se uma velha ideia: as três derrotas sucessivas dos tucanos para o PT teriam sido causadas pela insuficiente defesa da “herança de Fernando Henrique”. Sabe-se lá por que, é uma hipótese que volta e meia reaparece, como se fosse uma espécie de verdade profunda e houvesse evidências a sustentá-la.

    Nas últimas semanas, ela retornou ao primeiríssimo plano. Em seu discurso inaugural como presidente nacional do PSDB, o senador mineiro Aécio Neves disse que seu partido se equivocou ao não valorizar o “legado” das duas administrações de FHC. Em suas palavras: “Erramos por não ter defendido, juntos, todo o partido, com vigor e convicção, a grande obra realizada pelo PSDB”.

    Salvo uma ou outra manifestação de cautela, a mídia conservadora aplaudiu o pronunciamento. Os “grandes jornais” gostaram de Aécio ter assumido uma tese com a qual sempre concordaram. Faltava-lhes um paladino e o mineiro ofereceu-se para o posto.
    E os cidadãos comuns, o que pensam desse “legado”?

    Em pesquisa recente de âmbito nacional, o Vox Populi tratou do assunto. Em vez de subscrever (ou atacar) a tese, apenas identificou o que a população pensa a respeito.

    Os entrevistados foram solicitados a avaliar 15 áreas de atuação do governo Dilma Rousseff. Depois, a comparar o desempenho de cada uma nos governos dela e de Lula com o que apresentavam quando Fernando Henrique Cardoso era presidente. As avaliações de todas as políticas nos governos petistas são superiores. Em nenhuma se poderia dizer que, para a população, as coisas estavam melhores no período tucano.

    Consideremos algumas: na geração de empregos, 7% dos entrevistados disseram que FHC atuou melhor, enquanto 75% responderam que Lula e Dilma o superaram. Na habitação, 3% para FHC e 75% para Lula e Dilma. Nos programas para erradicar a pobreza, 4% ficaram com FHC e 73% com os petistas. Na educação, o tucano foi defendido por 5% e os petistas por 63%. Na política econômica, em geral, FHC foi avaliado como melhor por 8%, enquanto Lula e Dilma, por 71% dos entrevistados.
    No controle da inflação, FHC teve seu melhor resultado: para 10%, ele saiu-se melhor que os sucessores, mas 65% preferiram a atuação de Lula e Dilma no controle de preços.

    Na saúde e na segurança, os petistas tiveram as menores taxas de aprovação, mas mantiveram-se bem à frente do tucano: na primeira, Lula e Dilma foram considerados melhores por 46% dos entrevistados. Na segurança, por 45%. FHC, por sua vez, por 7% e 6%.

    No combate à corrupção, FHC teria atuado melhor que seus sucessores para 8%, enquanto 48% dos entrevistados afirmaram ter Lula e Dilma sido superiores.

    Os políticos e as empresas jornalísticas são livres para crer no que quiserem. Enéas Carneiro era a favor da bomba atômica. Levy Fidelix é obcecado pela ideia de espalhar aerotrens pelo Brasil. Os partidos de extrema-esquerda lutam pelo comunismo. Há quem queira recriar a velha Arena da ditadura.

    Ancorar uma campanha presidencial na “defesa do legado de FHC” é um suicídio político. Nem Serra nem Alckmin quiseram praticá-lo. A derrota de ambos nada tem a ver com o fato de não terem feito tal defesa. O problema nunca foi estar distantes demais dos anos FHC, mas de menos.

    Resta ver como se comportará, na prática, Aécio Neves. E o que dirão seus apoiadores, quando perceberam que também ele procurará fazer o possível para se afastar do tal “legado”.
    http://www.cartacapital.com.br/revista/751/a-heranca-de-fernando-henrique-3458.html

  14. Esmael deu para publicar “fezes” agora!!!!

  15. Então se ele finge que não sabe do rombo dos R$ 100 milhões que o governo dele está causando ao estado, nós refrescamos a sua memória seletiva:
    “PR precisa cortar gastos, dizem especialistas
    Rombo de R$ 100 milhões e comprometimento alto da receita com salários dos servidores indicam que finanças do governo estadual não vão nada bem
    “A prestação de contas do governo do Paraná do primeiro quadrimestre deste ano, na terça-feira passada, revelou um cenário preocupante para o caixa estadual. Além de ficar acima do limite prudencial para gastos com pessoal pelo segundo balanço consecutivo, o estado fechou no vermelho, com um rombo de cerca de R$ 100 milhões. Cientistas políticos ouvidos pela Gazeta do Povo avaliam que os números por si só e as últimas decisões políticas tomadas pelo Executivo deixam claro que a situação financeira não vai bem. O momento poderia ser diferente, afirmam eles, se o governo cortasse o excesso de comissionados e destinasse mais recursos para atividades de gestão ““ e não para questões distintas dos interesses da população (veja quadro).

    De janeiro a abril deste ano, o governo arrecadou R$ 10,3 bilhões ““ um incremento de 13,8% em relação ao mesmo período de 2012. Mas gastou R$ 10,4 bilhões ““ valor 20,6% maior do que no primeiro quadrimestre do ano passado. Um dos principais causadores desse déficit de R$ 100 milhões foi o crescimento com a folha de pagamento do funcionalismo. Nos primeiros quatro meses de 2012, as despesas com servidores consumiram R$ 4,4 bilhões. No mesmo período de 2013, subiram para R$ 5,4 bilhões ““ aumento de 22,7%. Na mesma comparação, o número de comissionados saltou 10% ““ de 3.966 para 4.366.
    O resultado disso é que o governo Beto Richa (PSDB) atingiu um novo recorde de comprometimento das receitas com pagamento de pessoal, de 47,68% ““ acima do limite prudencial de 46,55%, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), maior nível nos últimos dez anos. Com isso, o Executivo está impedido de fazer novas contratações ““ uma das restrições impostas pela LRF.

    Análise

    Cientista político da PUCPR, Mário Sérgio Lepre critica o inchaço da máquina administrativa e classifica como comprometedor o índice de gastos com pessoal. “O caminho ideal é o corte de despesas e do excesso de cargos em comissão. Mas o governo não quer mexer nisso porque altera as forças políticas num momento em que se vislumbra a reeleição”, afirma. “A gestão tem de ser enfrentada de forma a garantir que o Estado cumpra de fato as suas funções. É urgente que uma gerência mais eficaz substitua esse descontrole assustador da política financeira.”

    A opinião de Lepre é compartilhada pelo cientista político Ricardo Oliveira, da UFPR. Para ele, o momento atual mostra que o governo enfrenta uma situação limite. “O Executivo emitiu vários sinais políticos e financeiros de que está com uma situação bastante apertada e descontrolada. Basta ver a ânsia para ter acesso aos empréstimos pedidos em Brasília”, diz. “Essa situação perdulária, que deixa a todos preocupados, precisa ser revertida.”

    Outro lado
    Governistas asseguram que déficit é pequeno e situação será revertida

    O secretário estadual da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, minimiza o déficit de R$ 100 milhões nas contas do governo. Segundo ele, o montante é muito pequeno quando comparado ao orçamento do Paraná, que é de R$ 35,6 bilhões para 2013. “Para o cidadão comum, tudo o que extrapola o salário dele é grande. Mas temos a situação financeira sob controle”, garante Hauly.

    Líder do governo na Assembleia, o deputado Ademar Traiano (PSDB) afirma que a situação é sazonal e logo será revertida com pequenos ajustes, graças ao fato de o Paraná estar crescendo acima da média nacional. “Estamos fazendo uma boa gestão, com crescimento de receita. O governo já vem agindo na redução de cortes, tanto que não contratamos ninguém há mais de 60 dias”, diz. “Foi criado um comitê de avaliação de todos os gastos do governo, que está controlando rigorosamente as despesas. Vamos reverter esse quadro já no próximo quadrimestre, também com os empréstimos que devem sair a partir de agora.”

    Despesas x Receitas

    Veja alguns gastos questionáveis que contribuíram para que o governo do Paraná fechasse o primeiro quadrimestre deste ano com um rombo de R$ 100 milhões nas contas:

    PAGAMENTOS

    “¢ Publicidade e propaganda: R$ 32,4 milhões

    “¢ Fornecimento de alimentação: R$ 18,3 milhões

    “¢ Despesas com cartão corporativo: R$ 14,8 milhões

    “¢ Passagens e despesas com locomoção: R$ 2,5 milhões

    “¢ Jetons: R$ 953 mil

    “¢ Celular: R$ 141,9 mil

    “¢ Compra de poltronas, mesa de reunião e espelhos de cristal para o gabinete do governador: R$ 90,7 mil

    NO LIMITE

    Além de o próprio Executivo admitir que tem problemas de caixa, algumas medidas tomadas nas últimas semanas dão sinais da dificuldade financeira.

    “¢ Reajuste do funcionalismo: pressionado pelos servidores e até por deputados da base aliada, o governo desistiu de pagar o aumento de 6,49% ““ apenas a reposição inflacionária ““ em duas vezes e garantiu o pagamento numa única parcela.

    “¢ Conta única: recente lei aprovada pela Assembleia libera o governo para centralizar em uma única conta bancária todos os seus recursos, de forma a permitir que gaste como quiser verbas que deveriam ter finalidades específicas ““ como segurança pública, meio ambiente etc.

    “¢ Depósitos judiciais: como o caixa único pode ser usado por todos os poderes do estado, o Tribunal de Justiça (TJ) poderá transferir seus recursos para esse sistema, permitindo que o governo tenha acesso a mais de R$ 2 bilhões de depósitos judiciais, que hoje são bloqueados.”
    http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?id=1378069&tit=PR-precisa-cortar-gastos-dizem-especialistas

    Esse cara precisa se enxergar, fazer uma auto crítica do seu governo ridiculo

  16. Então, vamos aguardar as próximas eleições e eleger o grande candidato que o psdb vai nos apresentar, assim voltaremos à um Brasil com oposição de verdade, porque até agora, só vemos textos de escoteiros da privatização e neoliberalismo, tentando juvenilmente denegrir a imagem dos que ai estão, sem olhar pra ínfima colaboração que eles deram em décadas e décadas no poder.

  17. Esmael. O Traiano pode não ser a pessoa indicada para fzer essas elucubrações mas, verdade seja dita foi o govêrno de FHC que tirou o Pais da crise com o Plano Real quando a inflação do Sarney estava a 80% ao mes. Vamos ser justos. Quem enterrou o Pais nessa crise foi o PT quando joga o povo em uma inadimplencia de 67% que faz com que bancos credores comecem buscar os bens adquiridos com os creditos faceis e ilusórios do governo Lula quando não havia a menor possibilidade dessa gastança desenfreada. Quero ver a Dilma sair dessa enrascada que se meteram com PIB crescendo abaixo da meta estipulada perdendo em competitividade para todos os Paises da America do Sul abaixo de Chile, Peru, Colombia, Uruguai, Equador e até do Paraguai. Isso é uma vergonha.

  18. Esse cara é um palhaço, esmael nem publique essas ladainhas que esse cara escreve.
    um HIPOCRITA!!