Gleisi e Plauto “unidos” contra o Caixa Único de Richa

Motivos diferentes levam Gleisi e Plauto a comemorar, juntos, liminar no CNJ contra a Conta Única de Richa; por outro lado, o tucano e Fábio Camargo também torcem, tacitamente, pela transferência dos bilionários depósitos judiciais; filho do presidente do TJ, assim como Plauto, está de olho no TC; e Gleisi só pensa em sentar na cadeira que hoje pertence ao governador.

Motivos diferentes levam Gleisi e Plauto a comemorar, juntos, liminar no CNJ contra a Conta Única de Richa; por outro lado, o tucano e Fábio Camargo também torcem, tacitamente, pela transferência dos bilionários depósitos judiciais; filho do presidente do TJ, assim como Plauto, está de olho no TC; e Gleisi só pensa em sentar na cadeira que hoje pertence ao governador.

Houve uma comemoração tácita ontem (12) da ministra Gleisi Hoffmann (PT) e do deputado estadual Plauto Miró (DEM), 1!º secretário da Assembleia Legislativa, acerca da liminar que proíbe o Tribunal de Justiça (TJ) de aderir à  Conta Única (CU) do governo do Paraná.

Tácito porque eles não combinaram em si. A petista tem seus motivos para festejar, pois sem a bilionária grana dos depósitos judiciais Beto Richa (PSDB) terá dificuldades para terminar seu governo.

Já Plauto vê na transferência dos recursos para o Caixa Único o fim do sonho com a vaga de conselheiro do Tribunal de Contas. Com o dinheiro nas mãos do tucano, quem sobe é o deputado Fábio Camargo (PTB), filho do presidente do TJ, desembargador Clayton Camargo.

Dinheiro no Caixa Único de Richa significa maior distância para Gleisi e Plauto em seus objetivos políticos. Por isso eles comemoraram tacitamente a liminar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

11 Comentários

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  1. Na eleição de conselheiro do TC,gostaria de saber o que os Deputados acham de um candidato que troca de lado rapidamente…Plauto era da base governista e apos enchergar a derrota ,troca de lado!Qual o critério que vão usar?…Fabio ja mostrou inumeras vezes que esta bem mais preparado,e possui o perfil para esta vaga.

  2. Furaram o Zoio do Pluto agora ele quer se rebelar cai fora

  3. Coitado do Plauto, esta desesperado, atirando para todo lado. Esta provando de todas as armações que fez com seus adversários, ficou sozinho. #plautovaiperder

  4. Ahhhhhh!
    Como eu gostaria de saber a real situação fiscal desse estado. Pra tomar desesperadamente dinheiro de depósito judicial com o objetivo de engorda do Tesouro Estadual, é porque a coisa tá feia!

  5. Sucesso Fabio Camargo e, que vergonha Plauto, de mãos dadas com o PT.

  6. É bom pro Beto aprender, esse Plauto nunca foi de confiança.
    Sua única opção nesse episódio é ficar com o Fabio Camargo, o Fabio quando quer falar, fala na cara, não manda recados.

  7. Parabéns Fabio Camargo.

  8. Liminar foi feita pra ser derrubada…
    Plauto, mudou de lado rapidinho…
    Fabio Camargo é o novo conselheiro.

  9. O beijo da morte de Plauto ao lado do PT. Fabio é o novo conselheiro.

  10. Esmael, estou estranhando a magreza na foto do Fábio Camargo, tá só pele e osso, esse filem eu assisto todos os dias caminhando pela Saldanha/Osório/Catedral….mas, não é o assunto em que quero comentar; como os jornais da elite paranaense não publicam nada que venha da *matriz ou que acontece na matriz, publico abaixo – com seu consetimento – materia do JB de relevante interesse público.

    *deles os colonizados.

    Saiu no JB Online artigo de Mauro Santayana:

    Nada a fazer, tudo a fazer

    Mauro Santayana

    O mundo não conseguiu ainda sair do espanto causado pelas revelações do soldado Bradley Manning ““ cujo julgamento por traição começou há dias ““ e uma denúncia ainda mais grave foi encaminhada ao Guardian pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden. O denunciante era, até o dia 20 de maio, um dos maiores especialistas em segurança de informações da Booz Allen, contratada pelo governo norte-americano para assessorar a NSA (Agência Nacional de Segurança).

    De acordo com os documentos oficiais, filtrados por Snowden, e não desmentidos, Obama determinou a invasão dos sistemas de comunicação eletrônicos do mundo inteiro ““ também no próprio território norte-americano. Os meios técnicos permitem aos invasores capturar mensagens e documentos, apagar, reescrever, reendereçar emails. Mais ainda: os hackers oficiais poderão intervir no sistema de comandos dos computadores. Em tese, e de acordo com a tecnologia disponível, serão capazes de alterar a rota dos aviões, provocar incidentes militares nas fronteiras, falsificar telegramas diplomáticos, de forma a intrigar governos contra governos.

    Atos de espionagem e de provocação são comuns na História, mas os meios tecnológicos de hoje os tornam catastróficos. A única esperança de que planos como o do presidente Obama sejam divulgados está nos cidadãos dos próprios países agressores que, os conhecendo, como é o caso de Bradley Manning e de Edward Snowden, se disponham a denunciá-los ao mundo.

    Snowden, como Manning, é um homem ainda jovem. Aos 29 anos, ganhando um bom salário, de 200 mil dólares brutos por ano, vivia com conforto no Havai, com sua jovem namorada, quando, ao tomar conhecimento das 18 páginas das diretivas de Obama aos serviços de segurança, resolveu revelá-los.

    O governo norte-americano tenta minimizar a gravidade da denúncia, ao afirmar que um tribunal criado para supervisionar os serviços de informação e segurança aprovou a medida, da qual, também as comissões especiais do Congresso tomaram conhecimento e lhe deram endosso.

    Há várias questões postas, que devem ser examinadas com serenidade. Em primeiro lugar, aquela velha presunção norte-americana de que eles foram predestinados ao domínio universal, e foi definida pelo senador Fullbright como “a arrogância do poder”. Sentindo-se os mais poderosos, assim como os soberanos, julgam-se irresponsáveis pelos seus atos e inimputáveis. Não consideram que haja acima deles nenhum poder punitivo. Seus fundamentalistas protestantes, entre eles Bush II, acreditam agir com a cumplicidade de Deus. Foi assim que o então presidente justificou a segunda guerra contra o Iraque: ““ em conversa com o Todo Poderoso, dele ouviu a ordem de caçar Saddam Hussein e eliminá-lo.

    A espionagem e os atos de provocação são antigos na história do poder. Todos os grandes sistemas da Antiguidade deles se valeram. Bismarck foi um mestre na recuperação dessa perfídia, ao falsificar um telegrama sobre encontro entre o embaixador francês em Berlim e o kaiser Guilherme I, e, assim, provocar a Guerra Franco-Prussiana de 1870. Mas nem o “Chanceler de Ferro”, nem Hitler, outro mestre nesse jogo canalha, dispunham dos meios técnicos de manipulação como os de nosso tempo.

    Outra lição do fato é a de que não há mais segredos no mundo, principalmente quando o rege a lógica do mercado. Há, de acordo com as informações oficiais, 25.000 pessoas envolvidas no sistema nacional de segurança dos Estados Unidos, a maior parte delas funcionárias de empresas privadas, como a Booz Allen, cujo faturamento, em 98%, é obtido em contratos com a Agência Nacional de Segurança. É impossível, assim, manter essas operações em sigilo.

    Outra grande surpresa é o cinismo do presidente Barack Obama, que irrompeu no cenário norte-americano como aquele predestinado a recuperar os mais altos valores dos “pais fundadores” da grande república. Na campanha eleitoral de 2008, ele qualificou os vazamentos do mau comportamento do governo como “atos de coragem e patriotismo, que podem, muitas vezes, salvar vidas e, com frequência, poupar dólares dos contribuintes, e devem ser encorajados, em lugar de combatidos”, como ocorria durante a administração Bush.

    Na reação contra Manning e Assange, Obama absolve o “guerreiro” Bush. Snowden, em entrevista ao Guardian, diz que se sente mais ou menos seguro em Hong Kong, aonde chegou há 3 semanas. Mas os republicanos do Congresso pediram ao governo que exija a sua extradição. Como se sabe, a autonomia da antiga colônia britânica é limitada: o território está sob a soberania estatal chinesa. Será interessante verificar se o governo chinês decidirá acatar um pedido de extradição que um pequeno país, como o Equador, se nega a atender, no caso de Julián Assange.

    Os observadores se dividem, na previsão do que virá a ocorrer, diante desse novo escândalo mundial. A maioria, com a mente já colonizada pela hegemonia norte-americana, acha que nada há a fazer. Em suma, é inevitável aceitar o mando norte-americano, para que nos salvemos do “terrorismo islamita”, assim como foi melhor aceitar as inconveniências da Guerra Fria, para que nos livrássemos do comunismo ateu.

    Há, no entanto, os que sabem ser necessária uma aliança da inteligência e da dignidade dos homens, a fim de reagir, enquanto há tempo, contra essa tirania universal.

  11. Os tucanos vão ficar com pouca grana pra reeleição do governador.