FHC entra na campanha de Dilma

Ao trocar os investimentos em renda fixa pela criação de uma empresa que irá investir na construção de imóveis, em razão da queda dos juros, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus sócios demonstraram, na prática, um dos pontos exitosos do governo petista; colunista lembra que, na média, dinheiro parado em banco rendeu 26,6% ao ano no governo FHC; hoje, os juros estão em 8%.

Ao trocar os investimentos em renda fixa pela criação de uma empresa que irá investir na construção de imóveis, em razão da queda dos juros, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus sócios demonstraram, na prática, um dos pontos exitosos do governo petista; colunista lembra que, na média, dinheiro parado em banco rendeu 26,6% ao ano no governo FHC; hoje, os juros estão em 8%.

A avaliação acima é do insuspeito Elio Gaspari, um dos mais prestigiados colunistas do Partido da Imprensa Golpista (PiG), que tem seus textos reproduzidos Brasil afora pelos jornalões e jornalzinhos da velha mídia. Ao analisar o fato de que FHC resolveu abandonar o rentismo para investir na produção (relembre a notícia), o jornalista, na Folha, afirma que “os tucanos patrocinaram uma linda peça de propaganda para a doutora Dilma”. A seguir, leia o que escreve Elio Gaspari:

O tucanato botou o dinheiro para trabalhar

Com os juros a 8%, FHC saiu da paz da renda fixa, que durante seu governo pagava 26,6%, e foi para a produção

A repórter Vera Magalhães publicou uma informação que encheu de júbilo o comissariado petista.

Fernando Henrique Cardoso, dois de seus ex-ministros e mais seis sócios criaram uma empresa que investirá num empreendimento imobiliário. Chama-se Sarlat e tem R$ 1,9 milhão de capital, com R$ 222 mil dele.

O ex-presidente explicou: “à‰ difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa”.

Investimento em renda fixa é aquele em que o sujeito fica em casa e seu dinheiro rende os juros fixados pelo Banco Central. Durante o tucanato, esse tipo de aplicação rendeu, na média, 26,6% ao ano, com um pico de 45%. Hoje, a Selic paga 8%.

Em 1995, quem botava dinheiro em fundos de renda fixa nos Estados Unidos faturava 10,9%. Em Pindorama, naquele ano, renderam 18% em valores reais.

FHC tem toda razão: “à‰ difícil encontrar investimento em renda fixa que dê alguma coisa”. Portanto, é melhor botar o dinheiro para trabalhar.

Os tucanos da Sarlat mostraram que confiam no país e patrocinaram uma linda peça de propaganda para a doutora Dilma.

11 Comentários

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  1. Impressão que dá é que a economia, nos oito anos de FHC, de Itamar antes, funcionou sem percalços no mundo inteiro. Sem turbulências, sem marolas, tsunamis. Estão condenando o cidadão FHC por empregar capital em produção. Talvez preferissem o contrário. O governo petista emprega o capital em aparelhamento do Estado, em despesas estúpidas como aumento de ministérios, criação de agências reguladoras para cada segmento, cartões corporativos, estádios de futebol e viagens turísticas de bando de exibidos, como as do velório do Cháves, aquela prá Roma e as que servem para perdoar dívidas enquanto falta esparadrapo e médico na saúde pública, o ensino perde qualidade, o nordestino vê a vaquinha secar o leite e o nortista do Amazonas se enjoar de ver água.

    • Hahahahahahahahahahahahahah, mas como é bonzinho o FHC…Eu só gostaria de saber? Q tipo de negocio q ele fez com o CASSIO TANIBUCHO, na venda do banestado??Q tipo de negocio foi aquele, q resultou em um empréstimo de 5 bi ao PARANÁ em 1998, cujo o estado, ja pagou 9 bi e ainda deve 10 bi??E ainda tem as consseçoes das rodovias fedrais, 4500 km de rodovias repassadas para o estado do paraná,governada na epoca, pelo JAIME LERNER, o secretario do DER era o PEPE LEGAL RIXA, irmao doBETO RIXA e q resultou nos contratos onerosos de pedagios, muito bem amarrados q nem o capeta consegue desatar!!
      Q tipo de negocio foi aquele? O POVO DO PARANÁ QUER SABER??
      kkkkkkkkkkkkkkk, deram um NÓ SEGO nos pedágios do PARANÁ!!

  2. Zé Eduardo, da Folha de Londrina, conhece … esse FHC.

  3. Cada um com sua tática, é a lei da sobrevivência na malandragem de fazer politica, santinho jamais vai chegar ao poder.

  4. A PTzada sempre dão o tapa e escondem a mão.

  5. A República do “Eu NÃo Sabia”

    Por Mary Zaidan

    Nenhum governante deveria mentir. Muito menos institucionalizar a mentira. Oferecer-se ao público e, de cara lavada, dizer que não sabia o que todo mundo sabe que o dirigente sabia. Ainda que se dê o benefício da dúvida e se admita que por vezes governantes não saibam o que se passa embaixo de seus narizes, é impossível admitir o não saber como padrão.

    Oficializada pelo ex-presidente Lula, a república do “eu não sabia” virou moda.

    Lula jurou que foi traído, que nada sabia sobre o mensalão. No mesmo tom, disse ter sido “apunhalado pelas costas” pela sua ex-protegida Rosemary Noronha, que utilizava da intimidade com o presidente para traficar mimos.

    Lula também não sabia das peripécias de José Dirceu, que fora o craque, o capitão de seu time, que, por sua vez, desconhecia que seu assessor Waldomiro Diniz tinha negociatas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Assim como José Genoíno assinou sem saber os empréstimos do Banco Rural que lastrearam parte do mensalão.

    Quando era ministro da Fazenda de Lula, Antonio Pallocci chegou a alegar que não sabia dirigir em Brasília, e, portanto, não poderia ter chegado pilotando um Peugeot cinza na casa da alegria do Lago Sul, conforme o caseiro Francenildo denunciara. Mais: não sabia e jamais soube da quebra do sigilo bancário do caseiro.

    A lista do “eu não sabia” é infinda.

    Aloizio Mercadante não sabia da compra do dossiê na qual o seu assessor foi flagrado e muito menos que a ação ocorrera para beneficiar a sua campanha ao governo do Estado e a de seu chefe Lula, que não sabia do envolvimento do seu assessor Freud Godoy na lambança dos aloprados.

    O ex-ministro Fernando Haddad, hoje prefeito de São Paulo, não sabia dos kits contra homofobia que chegariam a seis mil escolas, jogados no lixo depois de suspensos pela presidente Dilma Rousseff. Alexandre Padilha também não sabia da campanha “Eu sou feliz sendo prostituta”, veiculada por seu Ministério. Igualmente, Jorge Hereda, presidente da Caixa, não sabia que seus técnicos tinham mexido nas datas do pagamento do Bolsa Família, estopim para o boato de término do programa e para a corrida alucinada de beneficiários a agências, com quebradeiras e feridos.

    Vendida por marqueteiros como exímia gestora, centralizadora e mandona, Dilma não foge ao figurino. É enganada toda hora. Nada sabia sobre as trapaças de Erenice Guerra, e, supõe-se, nada sabe das aprontações de auxiliares que ela própria faxinou e que agora renomeia.

    Ninguém sabia que a refinaria de Pasadena (EUA) nada valia. Daí o equívoco de se pagar por ela U$ 1,18 bilhão. Uma conta que, ignorantes, não sabíamos.

  6. É, fala sério!

    Vivem enganando e vomitando pessimismo, mas quando se trata do $ deles (que na maioria das vezes é o nosso) eles fazem o contrário.

  7. O neoliberalismo tá morto! O próprio time do FHC está provando! É por isso que FHC vai votar na Dilma, jamais no Aécio, se é que esse cara vai mesmo se candidatar.

  8. Aí jacaré – como é bom se render a quem trabalha!