Congresso Nacional pode antecipar aposentadoria da velha mídia nas eleições de 2014

A atual legislação eleitoral castiga quem pedir voto pela internet antes de 5 de julho. Prevalecem no mundo virtual as mesmas regras que valem para a velha mídia. Hoje, pratica-se a antipolítica e a anti-internet na internet. Projeto em discussão na Câmara reduz influência política da já convalescida mídia tradicional.
A atual legislação eleitoral castiga quem pedir voto pela internet antes de 5 de julho. Prevalecem no mundo virtual as mesmas regras que valem para a velha mídia. Hoje, pratica-se a antipolítica e a anti-internet na internet. Projeto em discussão na Câmara reduz influência política da já convalescida mídia tradicional.
Aos poucos, com muita inteligência e a seu modo, o Congresso Nacional vai fazendo sua Lei de Médios! tão reclamada pelos partidos e militantes de esquerda no Brasil. Não sei se o parlamento tem a dimensão disso, mas é fato que ele vive momento ímpar em que realidade impõe uma pauta política que pode significar a antecipação da aposentadoria para a velha mídia a partir das eleições de 2014.

O Congresso prepara-se para votar a liberação total da internet antes e durante as eleições. Hoje, a legislação proíbe que um pré-candidato ou político faça política na rede mundial de computadores. Algo anacrônico para o tempo. Portanto, as regras que restringem o uso de blogs, Facebook, Youtube, Twitter, dentre outras redes sociais tendem caminhar para o museu ainda este ano.

Uma comissão na Câmara, comandada pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), vai pilotar junto aos líderes e vice-líderes dos partidos a elaboração do projeto. Para valer, a mudança tem que ser votada um ano antes das eleições, ou seja, precisa ser aprovada no máximo até o final de setembro próximo.

A atual legislação castiga quem pedir voto pela internet antes de 5 de julho. Prevalecem no mundo virtual as mesmas regras que valem para a velha mídia. Hoje, pratica-se a antipolítica e a anti-internet na internet.

Considero essa mudança na legislação eleitoral, acerca do uso da internet pelo mundo político, alvissareira. Valorizar-se-á a nova mídia, as novas plataformas, estimulará o desenvolvimento daquilo que ficou convencionado como convergência digital!; gerar-se-á novas oportunidades e novos negócios; estimular-se-á a economia e a inteligência na produção de novos softwares, enfim, será mais uma pá de cal na velha e esclerosada mídia.

Em 1!º de janeiro de 2013, ao comentar em artigo o advento do fim da versão impressa da revista Newsweek (clique aqui para relembrar), uma espécie de Veja dos Estados Unidos, eu afirmei que o fim dos jornais impressos está mais próximo do que se imagina. Mas faço um adendo ao que escrevi há cinco meses: o modelo de negócios e de aproveitamento tecnológico da velha mídia, tendo como carro-chefe a radiodifusão — também apresenta fadiga e está com o prazo de validade vencido. Por isso considero a nova lei eleitoral alvissareira e possível coveira dos barões da mídia.

Quanto à  “Lei de Médios” original, por enquanto engavetada pelo governo Dilma, eu creio que também deva ser votada para reforçar a democratização na mídia no país.

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