Richa nada fala sobre subsídio e frustra 13 prefeitos da região metropolitana de Curitiba

O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, e o de Pinhais, Luizão Goulart, tentam pegar o "bagre ensaboado" Beto Richa na questão da manutenção do subsídio à  tarifa única.
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, e o de Pinhais, Luizão Goulart, tentam pegar o “bagre ensaboado” Beto Richa na questão da manutenção do subsídio à  tarifa única.
O governador Beto Richa (PSDB) reuniu na manhã desta segunda-feira (6), no Palácio Iguaçu, 21 prefeitos para ato de sanção de lei isentando do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) o óleo diesel usado no transporte coletivo cujos municípios com mais de 140 mil habitantes.

O evento de hoje, contudo, frustrou os 13 municípios da região metropolitana de Curitiba que esperavam o anúncio pelo governador da manutenção do subsídio à  tarifa única de R$ 2,85. Na noite da última sexta-feira (3), chegou-se a cogitar que o tucano teria uma “bala de prata” para o imbróglio; se ele tem, deixou para usá-la mais adiante.

O presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), Luiz Goulart (PT), prefeito de Pinhais, também considerou importante a isenção do ICMS, mas alertou que é preciso não confundir esta isenção com subsídio!. O que essa isenção significa é que o valor do subsídio necessário para os municípios pode ficar um pouco menor!, afirmou.

Paralelamente à  isenção de Richa, o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), havia anunciado também na última sexta que bancaria a integração do transporte na região metropolitana, por pelo menos 30 dias, renunciando o ICMS das empresas de ônibus.

A decisão do prefeito Gustavo Fruet de bancar o custo da integração metropolitana por mais 30 dias, afirma Luiz Goulart, representou um alívio para todos os prefeitos das cidades que participam da Rede Integrada de Transporte.

Isso dá um fôlego para que se continue a negociar. Foi uma decisão providencial porque o convênio termina amanhã e nem prefeitos, nem usuários e nem empresas sabiam o que poderia acontecer. à‰ uma situação que não pode mais continuar por muito tempo!, afirmou.

A questão do subsídio à  tarifa única virou uma espécie de “batata quente” que à s vezes cai nas mãos de Richa e à s vezes nas mãos de Fruet. Por ora, está nas mãos do prefeito de Curitiba. Até o mês que vem.

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