Pit bull de Beto Richa ataca petistas novamente

Com a ideia fixa de atingir a ministra Gleisi Hoffmann (PT), virtual adversária de Beto Richa (PSDB) em 2014, o líder do governo do Paraná, deputado Ademar Traiano (PSDB), também atira no governo federal e no ministro Paulo Bernardo; segundo Enio Verri, essa metralhadora giratória tucana tem nome: cagaço!.

Com a ideia fixa de atingir a ministra Gleisi Hoffmann (PT), virtual adversária de Beto Richa (PSDB) em 2014, o líder do governo do Paraná, deputado Ademar Traiano (PSDB), também atira no governo federal e no ministro Paulo Bernardo; segundo Enio Verri, essa metralhadora giratória tucana tem nome: cagaço!.

O deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), líder de Beto Richa (PSDB), na Assembleia Legislativa do Paraná, há muito vem sendo chamado nos corredores daquela Casa de Leis como “pit bull” do governador. Não é sem razão. Traiano tem castigado os ministros Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann — a candidata do PT ao governo do estado. O tucano os acusa de serem contra os interesses paranaenses. Entretanto, também em artigo de opinião (clique aqui para ler), o deputado Enio Verri, presidente estadual do PT, rebateu as pancadas dizendo que os governistas estão mais perdidos que pirulito em boca de banguelas porque vão perder as eleições em 2014. Leia íntegra do artigo do tucano Ademar Traiano:

Ataques contra o Paraná

por Ademar Traiano*

Para quem acompanha o noticiário político, não é novidade que o Paraná vem sendo violentamente discriminado pelo governo federal na distribuição de verbas e repasses. Mas nem todos sabem que, por trás dessa discriminação, existe um fato vergonhoso.

Os ministros petistas paranaenses – Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo – jogam descaradamente contra o Paraná em Brasília. A sede de poder do PT é tão grande que eles não se envergonham de prejudicar Estado para alavancar seu projeto político.

Agora o cinismo dessa gente aumentou. Além de prejudicar o Paraná em Brasília, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo – aparentemente esquecido que a telefonia bate recordes de reclamações de consumidores – passa boa parte de seu tempo aqui dando entrevistas tentando culpar o governo paranaense pela perseguição da qual o Paraná é vítima.

A ministra Gleisi Hoffmann, mulher de Bernardo, segue o mesmo figurino perverso. Faz tour por rádios e televisões locais repetindo a mesma ladainha. Gleisi e o marido usam o tempo em que deveriam estar trabalhando pelo país, para disseminar a versão que os prejuízos que causam ao Paraná são culpa do governo do Estado.

O casal atribui à  falta de dinheiro federal a suposta ausência de projetos ou articulação política. Ora, os projetos existem e são muitos e bons, mas não existe articulação política capaz de vencer má vontade e a má fé.

Todos os indicadores disponíveis, tomados de fontes oficiais ou investigações da imprensa, provam que o Paraná é prejudicado em sua relação com o governo federal. Além dos avanços em receitas estaduais, que nos levam uma quantia fabulosa (cerca de R$ 1,4 bilhão este ano), temos a discriminação na distribuição de verbas.

O Paraná é 5!º Estado que mais envia dinheiro para a União, mas está em 23!º lugar no recebimento de verbas federais. Em 2012 tivemos o segundo menor volume de investimentos por habitante entre os 26 Estados e o Distrito Federal.

O Orçamento de 2013 prevê aplicação de R$ 1,6 bilhão em obras no Paraná. Rio Grande do Sul receberá R$ 2,6 bilhões e Santa Catarina, R$ 2 bilhões. As duas universidades federais paranaenses vão receber R$ 1,4 bilhão para 2013. O valor é a metade do que está programado para universidades federais gaúchas !“ R$ 2,8 bilhões.

O Hospital de Clínicas da UFPR irá receber R$ 183 milhões em 2013. O Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) leva R$ 608 milhões. O Paraná ficou atrás de Santa Catarina e Rio Grande do Sul no volume de empenhos federais. Também perdemos na comparação do volume geral de investimentos e nos empenhos do PAC.

Os investimentos da União em 2012 foram menores no Paraná do que Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os gaúchos receberam R$ 2,87 bilhões (R$ 268 por habitante), contra R$ 1,12 bilhão para Santa Catarina (R$ 180 por habitante) e R$ 894 milhões para o Paraná (R$ 86 por habitante).

A situação piora quando se consideram as obras do PAC. Apenas R$ 336 milhões em empreendimentos do PAC no Paraná tiveram recursos empenhados (R$ 32 por habitante). Os gaúchos levaram quase quatro vezes mais empenhos (R$ 1,36 bilhão ou R$ 127 por habitante) e os catarinenses, duas vezes mais (R$ 779 milhões ou R$ 125 por habitante).

Nem mesmo a fúria com que o Paraná é perseguido impede que o Estado continue a crescer e a exibir bons resultados. Estimativa de crescimento do PIB do primeiro trimestre mostra que o Paraná teve o maior crescimento do Brasil, quase o triplo da média nacional (1% contra 2,4%). Outros indicadores, como a geração de emprego e renda também revelam que o esforço petista para prejudicar o Estado não tem sido bem sucedido. Uma prova de que o Paraná, seu governo e sua gente são muito maiores que essa campanha sórdida que tenta nos atingir.

*Ademar Traiano é deputado pelo PSDB do Paraná e líder do governo na Assembleia.

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