Morreu José Ibrahim, um dos presos políticos trocados pelo embaixador dos EUA sequestrado em 1969

O sindicalista José Ibrahim, morto hoje aos 66 anos, e o ex-ministro Zé Dirceu, estavam entre os presos políticos trocados, em 1969, pelo embaixador norte-americano no Brasil, Charles Burk Elbrick; a Epopeia foi retratada no filme Hércules 56, do cineasta brasileiro Silvio Da-Rin.

O sindicalista José Ibrahim, morto hoje aos 66 anos, e o ex-ministro Zé Dirceu, estavam entre os presos políticos trocados, em 1969, pelo embaixador norte-americano no Brasil, Charles Burk Elbrick; a Epopeia foi retratada no filme Hércules 56, do cineasta brasileiro Silvio Da-Rin.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), seção Paraná, Paulo Rossi, decretou luto de três dias na entidade, nesta quinta-feira (2), pelo falecimento do sindicalista José Ibrahim, aos 66 anos, ocorrido em São Paulo, vítima de complicações hepáticas.

O sindicalista José Ibrahim protagonizou um mais maiores episódios da resistência contra a ditadura militar no Brasil. Na semana da independência, em 1969, o embaixador americano no Brasil, Charles Burk Elbrick, foi sequestrado. Em sua troca foi exigida a divulgação de um manifesto revolucionário e a libertação de 15 presos políticos. Entre esses presos estava José Ibrahim.

Todo processo, desde o sequestro até a troca dos presos, foi retratado no filme Hercules 56, do cineasta brasileiro Silvio Da-Rin.

José Ibrahim havia sido preso por liderar diversos movimentos sindicais, entre eles a maior greve operária de 1.968, a segunda depois do golpe militar de 1964.

“Definimos que o caminho contra a ditadura era a retomada da democracia, passando pela retomada do nosso sindicato ( de Metalúrgicos de Osasco). Nesta perspectiva, conseguimos organizar a primeira comissão de fábrica que existiu nesse país !“ a da Cobrasma”.

O José Ibhaim sempre foi um grande amigo, um companheiro, um verdadeiro irmão mais velho. Com sabedoria e visão de mundo conseguia encantar jovens e adultos!, lembrou Rossi.

José Ibrahim foi um dos fundadores da UGT no Brasil, ocupando a Secretaria de Formação Política. Visitou diversas vezes o Paraná dividindo seu conhecimento com as lideranças da central em palestras, seminários e debates.

3 Comentários

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  2. Tempos difíceis aqueles, não se podia falar mal do governo, nós que comentamos nesse blog e o Esmael, naquele época seríamos todos presos e torturados.
    Essa oposição lutou muito contra os militares bandidos, que matavam e ainda sumiam com o cadaver. É uma pena ver um cara que nem o Zé Dirceu, que lutou tanto por este país ter caído nesse mensalão, ver um babaca que nem esse fala sério falando esse monte de bobagens…Esses caras realmente eram oposição e fizeram diferença. Tinha também aquela oposição mais branda, tipo o falecido Zé Richa, dissidente do bandidão Ney Braga. Mas esses sim eram valentes, lutavam e colocavam a própria vida em risco.

  3. eu o conheci num encontro na USP em 2000. Conversamos, rimos e lembramos fatos dos anos 60 e 70 . Era encantador, um papo incrível. A esquerda brasileira ficou mais pobre hoje!