Morre Videla, o maior genocida da América Latina. “O inferno é pouco”

Monica Yanakiew
Correspondente da Agência Brasil/EBC, via BR 247

"O inferno é pouco", definiu, em manchete, o jornal argentino Página 12, sobre a morte do ditador Jorge Videla; responsável por milhares de assassinatos, pelos quais foi condenado a prisão perpétua, Videla morreu de causas naturais aos 87 anos, enquanto cumpria sua pena na Penitenciária Marcos Paz; líder político carrega nas costas também o comando da trágica Guerra das Malvinas e a conquista da Copa roubada da Argentina em 1978.

“O inferno é pouco”, definiu, em manchete, o jornal argentino Página 12, sobre a morte do ditador Jorge Videla; responsável por milhares de assassinatos, pelos quais foi condenado a prisão perpétua, Videla morreu de causas naturais aos 87 anos, enquanto cumpria sua pena na Penitenciária Marcos Paz; líder político carrega nas costas também o comando da trágica Guerra das Malvinas e a conquista da Copa roubada da Argentina em 1978.

Buenos Aires – O ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla morreu nesta sexta-feira (17), à s 6h30, de causas naturais, na Penitenciária Marcos Paz. Ele cumpria pena de prisão perpétua por crimes de lesa-humanidade.

Videla, que tinha 87 anos, presidiu a Argentina no período de 1976 a 1981. Ele foi o líder do golpe de 24 de março de 1976. Quando a democracia foi restabelecida no país, em 1993, o ex-ditador e outros membros das juntas militares que governaram o país foram processados por crimes contra a humanidade. Videla foi condenado à  prisão, mas acabou sendo anistiado no governo Carlos Menen.

Em 2003, Néstor Kirchner assumiu a Presidência da Argentina e revogou as leis de anistia em vigor no país. Com isso, Videla foi novamente processado. Em dezembro de 2010, ele foi condenado à  prisão perpétua. A pena, desta vez, teve de ser cumprida em cela comum e não mais em uma prisão militar.

O ex-ditador foi acusado de ser o responsável pelo desaparecimento de pessoas e por roubos de bebês. Essas crianças eram filhos de desaparecidos, e nasceram em cativeiro ou foram sequestradas enquanto estavam com os pais e entregues para adoção, muitas vezes a famílias ligadas ao regime.

Cerca de 30 mil pessoas desapareceram na ditadura argentina, segundo organizações de direitos humanos. Até os últimos dias de vida, Videla defendeu a atuação dos militares na ditadura. Para ele, a “guerra suja” era necessária contra a guerrilha armada. O ex-ditador nunca informou o paradeiro dos corpos dos desaparecidos nem dos bebês sequestrados.

Confira aqui a reportagem sobre a morte de Videla no principal jornal do país, o Clarín.

8 Comentários

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  3. A guerra das Malvinas não ocorreu durante o des (governo) do tal general Leopoldo Galtieri?????

  4. existe muitos genocideos quando acabaram com afamiliade kadafe e sadam. mesmo não sendo um cidadão normal ,aos conceitos ocidentais a morte do bin lade foi um homicidio mesmo.quem vai pagar? os bonzinhos tambem vão para o inferno. la esta muitos bonzinhos ,churchil stalim. e alguns politicos do mundo pos guerra.não posso julgar ninguem ,mas o caminhoe este.

  5. Nunca se sabe o que aconteceu entre quatro paredes.Muitos ditadores ao menos deixaram seus paises livres de muita tralha,caso do SALAZAR E FRANCO.
    Os DITADORES BRASILEIROS NÃO VIRARAM BANQUEIROS E LEVARAM UMA VIDA DE CLASSE MEDIA.
    ME ADMIRA OS POLITICOS DE HOJE,QUE PRATICAM GENOCIDIOS ,ROUBANDO DINHEIRO DA SAUDE E ATÉ DA MERENDA DAS CRIANÇAS.

  6. ‘”O INFERNO É POUCO” para esse sanguinário ditador e para seus pares que fizeram o mesmo por aqui.

  7. O Videla vai inegrar os quadros do inferno, junto com alguns ex-generais do Brasil também. Época sangrenta na nossa América do Sul.
    Pena que no Brasil tem ex-torturador e/ou famílias vivendo bem com dinheiro de aposentadoria especial. Não tivemos a coragem e nem a sede de justiça de nossos hermanos. No Brasil justiça só a de Deus.

  8. Esse agora está sentado no colo do capiroto!