Brasil acumulou déficit de 54 mil médicos na última década

da EFE

O Brasil está negociando com Portugal, Espanha e Cuba a possibilidade de contratar médicos desses países aos quais lhes oferecerá cursos de português (para espanhóis e cubanos) e vistos de trabalho dentre dois e três anos para atender as áreas carentes, principalmente rurais, nas quais a atenção de saúde é deficitária.

O Brasil está negociando com Portugal, Espanha e Cuba a possibilidade de contratar médicos desses países aos quais lhes oferecerá cursos de português (para espanhóis e cubanos) e vistos de trabalho dentre dois e três anos para atender as áreas carentes, principalmente rurais, nas quais a atenção de saúde é deficitária.

O Brasil – que negocia a possível contratação de médicos espanhóis, cubanos e portugueses para atender áreas carentes – acumulou na última década um déficit de 54 mil médicos, informou nesta quinta-feira o Ministério da Saúde.

Segundo dados oficiais citados em comunicado divulgado pelo Ministério, entre 2003 e 2012 o país ofereceu novos postos de trabalho para 147 mil médicos e só formou 93 mil profissionais.

A nota, em resposta à s críticas de entidades profissionais que questionam a decisão do Governo de “importar” médicos, assegura que esse déficit tende a aumentar perante a necessidade do Ministério da Saúde de contratar 26.311 médicos para os postos de saúde e hospitais públicos que serão construídos até 2014.

O Ministério lembra que no último concurso que realizou para enviar médicos a carentes áreas em 1.307 municípios só conseguiu contratar 3.800 profissionais apesar de terem sido oferecidos 13 mil vagas de trabalho com salários de R$ 8.000 e diferentes benefícios trabalhistas.

Segundo a nota, enquanto que o Brasil tem um médico para cada mil habitantes, a Argentina tem 3,2 e o México 2,0.

O Ministério assegura que, para igualar o sistema de saúde da Inglaterra, que o Brasil adotou como modelo e em onde há 2,7 médicos por cada mil habitantes, o país precisaria contar com 168.424 profissionais.

“Este déficit é um dos principais gargalos para poder ampliar a saúde pública e será enfrentado pelo Governo com medidas para levar mais médicos à s regiões que mais necessitam deles”, segundo o comunicado.

“A solução não é só trazer médicos estrangeiros. Essa é só uma parte da solução”, assegurou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em um evento nesta quinta-feira na cidade de Belo Horizonte.

O ministro lembrou que países como Inglaterra e Canadá também contrataram médicos estrangeiros para suprir seu déficit de profissionais em cidades do interior.

O Brasil está negociando com Portugal, Espanha e Cuba a possibilidade de contratar médicos desses países aos quais lhes oferecerá cursos de português (para espanhóis e cubanos) e vistos de trabalho dentre dois e três anos para atender as áreas carentes, principalmente rurais, nas quais a atenção de saúde é deficitária.

Apesar do número de médicos estrangeiros contratados ainda não foi estabelecido, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, assegurou em reunião com autoridades cubanas este mês que o Brasil necessitaria de pelo menos 6.000 profissionais de Cuba.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) do Brasil, entidade que regula o exercício da profissão no país, se opõe à  iniciativa.

O CFM disse condenar “qualquer iniciativa que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de medicina obtidos no exterior sem sua respectiva revalidação”.

9 Comentários

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  1. Eu concordo com a decisão do governo de trazer médicos estrangeiros, já que os brasileiros não têm interesse em trabalhar para o sistema público. A única parte que discordo é que os diplomas não sejam validados, mas essa parte é relativamente fácil de resolver. Os médicos são os profissionais de saúde mais bem pagos, e alegando o déficit de profissionais, exigem benefícios e salários ainda mais altos, injustiçando os outros profissionais que são tão ou mais importantes quanto eles (que jamais trabalhariam sozinhos). Hoje, ouvi uma notícia que o CFM alegou que não há déficit de médicos, apenas o desinteresse em trabalhar no sistema público devido às dificuldades e os piores ganhos. Na minha opinião, isso mostra que a classe médica é do dinheiro, e não da medicina.

  2. O SUS paga a um médico por uma cirurgia cardiaca com abertura do Peito a importancia de R$ 70,00, muito menos do que uma diarista cobra pra fazer faxina num apto de 2 quartos.

    • É menos que uma diarista cobra para fazer 1 apartamento pq agora elas estão cobrando por volta de 80 reais

  3. Todos sabemos que existe uma restrição na abertura de novos cursos, colocam culpa da falta de condições de ensino, entre outros entraves, que na verdade é restrição de mercado, e da no que esta acontecendo… o melhor seria ter bons hospitais reginais e com formação de médicos e o déficit seria resolvido…

  4. Tudo bem, vamos trazer médicos para atender os cafundós do juda, para receitarem Cataflan e Bactrin para a garganta e ouvidos das criancinhas.

    Porém um grande problema que precisa ser resolvido é na questão de tratamentos mais delicados, cirurgias; coitado de quem tenta fazer esse tipo de tratamento pelo SUS.

    Morre mesmo, mesmo que não encontre uma Dra. Cristina pela frente!

  5. Será que o CFM se opõe somente aos hermanos?

  6. que sonho…… gostaria que na Advocacia também estivesse assim… tendo que importar Advogados… não podemos exportar um pouco, OAB?