Indústria do Paraná tem segundo pior desempenho do País em 2013

por Antonio Senkovski, com agências, via Gazeta do Povo

Incertezas sobre a questão do ICMS e mudança repentina na composição do ICMS afetou a planilha de gastos de todos os industriais, diz Fiep.

Incertezas sobre a questão do ICMS e mudança repentina na composição do ICMS afetou a planilha de gastos de todos os industriais, diz Fiep.

A produção industrial do Paraná recuou 2,2% em fevereiro deste ano, em relação a janeiro, e tem, no acumulado do ano, o segundo pior desempenho do País entre os 14 locais que integram a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados de fevereiro foram divulgados nesta sexta-feira (5).

No acumulado do primeiro bimestre de 2013, a indústria do Paraná tem decréscimo de 4,7%. O estado fica à  frente apenas do Espírito Santos, que tem queda acumulada de 10,7%.

Nos últimos 12 meses, a indústria paranaense recuou 6% e ficou com o terceiro pior desempenho entre os locais pesquisados. Espírito Santo (-7,6%) e Amazonas (-6,9%) foram os locais com o pior desempenho nessa comparação.

Em fevereiro, houve queda em 11 dos 14 locais pesquisados. A média nacional indica queda de de 2,5% na produção fabril.

Resultado de fevereiro

Na comparação com fevereiro de 2012, o Paraná teve, em fevereiro deste ano, recuo de 5,5%, o quinto pior índice. No total, sete dos 14 setores pesquisados registraram queda em fevereiro, com destaque para o desempenho do setor de edição, impressão e reprodução de gravações (-54,1%).

A queda brusca da divisão pode ser explicada não apenas pela menor produção de livros, brochuras e impressos didáticos, mas também pela alta base de comparação, já que, em fevereiro de 2012, a atividade havia registrado crescimento de 126,2%.

Outros setores com quedas acentuadas foram o de veículos automotores (-10,3%) e refino de petróleo e produção de álcool (-9,4%). A produção de celulose, papel e produtos de papel (-7,7%) também foi afetada com força.

Na outra ponta, entre os produtos com maior alta no Paraná, ficaram máquinas e equipamentos (16,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (52,4%) e alimentos (5,4%). O IBGE relata que esses ramos foram impulsionados, principalmente, pela maior produção de máquinas para fabricar pasta de celulose e eletroportáteis domésticos, cabos de fibras ópticas e café solúvel, além de óleo de soja refinado.

Metodologia

A pesquisa é realizada pelo IBGE mensalmente nos seguintes locais: Amazonas, Pará, Nordeste, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás.

Incertezas travam aumento na capacidade

A oscilação da produção industrial brasileira mês após mês é reflexo da incerteza gerada pela política econômica e fiscal do país, afirmam especialistas. Para o economista da Grow Investimentos, Rogério Garrido, os empresários do setor se veem inseguros para investir em aumento da capacidade produtiva. Não há clareza. O corte no IPI foi prorrogado de uma hora para outra no ano passado, por exemplo. Em uma atividade de longo prazo, como é a indústria, a insegurança é fatal!, afirma.

O chefe do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Maurílio Schmitt, concorda. A mudança repentina na composição do ICMS afetou a planilha de gastos de todos os industriais. Enquanto isso, os incentivos se concentram basicamente no consumo, com iniciativas muito pontuais para o setor produtivo!, explica.

O desequilíbrio se reflete na balança comercial. Enquanto em 2003 o Brasil importava US$ 5,5 bilhões em bens de consumo (11,4% do total de produtos que entrava no país), em 2012 desembarcaram por aqui US$ 39,4 bilhões em bens desta categoria, representando 17,6% das importações. O estímulo ao crédito se concentrou no consumidor e não chegou à  indústria, que não teve como suprir esta demanda. Foi uma escolha política que acarreta em resultados como o deste mês!, afirma Schmitt.

Pedro Brodbeck

4 Comentários

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  1. eu só acho que tá bom em 2 lugar, porque com este governinho de palyboy que manda no paraná, isto é uma piada…

  2. No Paraná o Beto Richa aumentou muito a gama de produtos que são tributados pelo regime de SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA, a última facada foi agora em Março para a linha de APARELHOS MECÂNICOS, ELÉTRICOS, ELETROMECÂNICOS E AUTOMÁTICOS. A cobrança do ICMS através da Substituição tributária baseia-se em um índice, o MVA (Margem de Valor Agregado). Esse índice é um percentual utilizado no regime de substituição tributária para exprimir a evolução/majoração dos preços das mercadorias e serviços à medida que percorrem as diversas etapas/operações usuais de circulação no mercado. O problema é que nosso governo estadual anda utilizando índices fogem da realidade. Depois tivemos a mudança na alíquota interestadual de ICMS dos importados. Então tem produto que saí por R$ 100,00 da fábrica, ao entrar no estado, alguns casos chega-se a recolher R$ 25,00 em impostos, de forma antecipada, antes da receita de venda. O governo fala que é justo e que não há aumento de impostos, mas tá na cara que há.
    Infelizmente a política tributária atual utilizada pela maioria dos governadores do Brasil, especialmente o nosso, é desastrosa e nos coloca no atraso e faz nossas empresas perderam a competitividade. Estamos colhendo os frutos do que plantamos.
    Pelo jeito tudo isso aqui um dia fará parte da CHINA…

  3. SABE SR ESMAEL, SR É CURITIBANA OU PARANAENSE, OU VOCE É GAUCHO,OU CATARINA, COMO VOCE FALA MAL DO PARANÁ, E DE CTBA, VOCE FAS QUESTAO DE FALAR MAL DO PARANÁ, EU SEI PORQUE, POR CAUSA TUA CANDIDATA A MINISTRA, É PARA DESFAZER COM O BETO, NAO TRABALHO PARA NINGUEM, SÓ ACHO CHATO O QUE VOCE FAS, FALA MAL DO BETO DIRETO, OLHE ESMAEL, EU LI TANTOS VEREADORES FAZENDO ELOGIO PARA VOCE, ACHO ISSO LEGAL, PARA DE FALAR DO BETO, TEM UM DITADO, UM DIA DA CAÇA OUTRO DO CAÇADOR,

  4. Esmael, mania de ser tendencioso, por favor publique a materia toda, que é:
    A produção industrial caiu em 11 dos 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na passagem de janeiro para fevereiroOs dados constam da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF Regional), divulgada nesta sexta-feira.

    Na série com ajustes sazonais, o Estado de Minas Gerais teve o pior desempenho entre as regiões, com baixa de 11,1% na produção industrial em fevereiro na comparação com janeiro, seguido por Bahia (-3,7%), Pernambuco (-3,2%) e Ceará (-3,2%).

    Por outro lado, Goiás teve o melhor desempenho, com alta de 5% em fevereiro ante janeiro, já descontados os efeitos sazonais.Na mesma base de comparação, o IBGE também observou altas nas produções de Rio Grande do Sul (+2,1%) e Santa Catarina (+0,4%).

    Em fevereiro, a produção da indústria nacional teve queda de 2,5%, ante janeiro.

    Comparação anual
    Na comparação com fevereiro de 2012, a produção industrial nacional recuou 3,2%, com baixas em dez dos 14 locais pesquisados. As taxas negativas mais intensas foram observadas no Espírito Santo (-13,4%), Minas Gerais (-9,8%) e Pará (-7,2%).

    Por outro lado, Goiás (9,1%) mostrou a expansão mais elevada, seguido por Rio de Janeiro (3,6%), Rio Grande do Sul (2,0%) e Ceará (0,9%).