Governo do PSDB blinda Taniguchi, o samurai da privatização bilionária

Cássio Taniguchi foi guru ideológico dos ex-governadores José Roberto Arruda (DF) e Jaime Lerner, agora "ilumina" a gestão neoliberal de Beto Richa (PSDB).

Cássio Taniguchi foi guru ideológico dos ex-governadores José Roberto Arruda (DF) e Jaime Lerner, agora “ilumina” a gestão neoliberal de Beto Richa (PSDB).

O governo de Beto Richa (PSDB), no Paraná, foge ao debate sobre a privatização dos serviços públicos, pela bagatela de R$ 3 bilhões, ao longo dos próximos 25 anos, como o diabo foge da cruz. O tucanato resolveu blindar o secretário de Estado do Planejamento, impedindo que os deputados estaduais — da situação e da oposição — o convoquem para dar explicações sobre esse projeto bilionário.

O governo do PSDB não quer Taniguchi no plenário da Assembleia Legislativa, mas diz que vai permitir a presença do samurai das privatizações, bem escondidinho, na quarta-feira, 3, à s 10 horas, no gabinete da presidência da Casa.

No Paraná, a privatização tucana ganhou o nome “Tudo Aqui”. Trata-se de uma Parceria Público Privada que, segundo o Palácio Iguaçu, vai reunir 171 serviços públicos, estaduais, federais e municipais, em estruturas físicas unificadas na capital e em cidades-polo do Paraná.

Na semana passada, depois de o governo do PSDB barrar a convocação de Taniguchi na Assembleia, o deputado Roberto Acioli (PV), da base governista, denunciou que houve “pressões e ameaças” em cima dos parlamentares para não aprovarem a presença do secretário em plenário.

Para o líder do governo na Casa, Ademar Traiano (PSDB), a polêmica é artificial e vem sendo articulada pela bancada da oposição. Segundo o pitbull de Richa, o sensacionalismo da oposição e as suspeitas infundadas que vem levantando sobre o projeto demonstram uma combinação de desinformação e má-fé.

O líder oposicionista, Tadeu Veneri (PT), no entanto, afirma que a recusa do governo em explicar a licitação em plenário, que envolve quase R$ 3 bilhões em 25 anos, levanta cada vez mais dúvidas sobre a regularidade do processo.

Não adianta o líder do governo vir aqui e falar que o projeto já foi apresentado no Ministério Público Estadual e no Tribunal de Contas do Estado, que por sinal nega que tenha sido comunicado sobre o programa. Ainda que tenham apresentado o programa, esqueceram de apresentar para a Assembleia Legislativa, cuja atribuição constitucional é fiscalizar os atos do governo”, disse.

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