Governo desmente Estadão por ato contra Eduardo Campos

do Brasil 247

Em reportagem desta quinta-feira, o jornal acusa o setor de inteligência do Planalto de monitorar o movimento sindical no Porto de Suape, em Pernambuco, onde os trabalhadores se aliaram ao governador e provável candidato contra a presidente Dilma em 2014, Eduardo Campos; em nota, Gabinete de Segurança Institucional "repudia veementemente" a matéria e diz que informação é mentirosa; em outra reportagem recente, o mesmo jornal acusou o Planalto de discriminar Pernambuco em relação a recursos, notícia que também foi negada.

Em reportagem desta quinta-feira, o jornal acusa o setor de inteligência do Planalto de monitorar o movimento sindical no Porto de Suape, em Pernambuco, onde os trabalhadores se aliaram ao governador e provável candidato contra a presidente Dilma em 2014, Eduardo Campos; em nota, Gabinete de Segurança Institucional “repudia veementemente” a matéria e diz que informação é mentirosa; em outra reportagem recente, o mesmo jornal acusou o Planalto de discriminar Pernambuco em relação a recursos, notícia que também foi negada.

O governo federal informou por meio de nota que “repudia veementemente matéria” publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta quinta-feira 4, que aponta monitoramento por parte do setor de inteligência do Planalto ao movimento sindical no Porto de Suape, em Pernambuco. De acordo com a presidência, “é mentirosa a informação” e a atuação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e da Abin se pauta por uma ação “institucional e padronizada”. No texto, o Estadão afirma que a operação, que teve início há cerca de um mês, tem como foco “uma possível greve geral”.

Pernambuco é governador por Eduardo Campos, possível candidato à  presidência contra a presidente Dilma Rousseff em 2014. O jornal sugere, com a notícia, que o governo estaria tentando conter a atuação do pessebista contra a MP dos Portos, medida que ele tem criticado e apoiado os sindicalistas que se sentem prejudicados com as mudanças. “A cronologia da operação é simétrica à  movimentação política de Campos contra a MP dos Portos”, informa o jornal.

Não é a primeira vez que Estado de S.Paulo publica uma reportagem sobre uma ofensiva do Planalto contra Eduardo Campos. No dia 10 de março, o veículo publicou uma manchete que acusava o governo federal de discriminar Pernambuco quanto à  distribuição de recursos, motivado pela questão política. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, também soltou nota negando as informações e o próprio governador comunicou que estivesse passando por qualquer problema desse tipo.

Leia abaixo a nota divulgada no início desta tarde pelo GSI:

Nota à  imprensa

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República repudia veementemente matéria publicada hoje no Estado de S.Paulo insinuando que o governo faça vigilância sobre movimentos sindicais dos portuários no estado de Pernambuco.

à‰ mentirosa a afirmação de que o GSI/Abin tenha montado qualquer operação para monitorar o movimento sindical no Porto de Suape ou em qualquer outra instituição do país. O GSI lamenta ainda a utilização política do tema, questionando a quem interessa tal tipo de interpretação neste momento.

Todo o trabalho do GSI e da Abin está amparado pelas Leis 9.883, de 1999, que criou o Sistema Brasileiro de Inteligência e a Abin como seu órgão central, e 10.683, de 2003, que estabelece ser do GSI a coordenação da inteligência federal. Sua atuação vem se pautando por uma ação institucional e padronizada, como ocorre em todos os sistemas democráticos.

Em nenhum momento o governo determinou ao GSI/Abin qualquer ação relativa ao tema referido na irresponsável reportagem do jornal.

Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República

6 Comentários

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  1. 1) EM NENHUM MOMENTO OS AGENTES DA ABIN ESPIONARAM O SR. EDUARDO HENRIQUE ACCIOLY CAMPOS, ATÉ PORQUE A AÇÃO FOI REALIZADA NA ÁREA DO PORTO DE SUAPE E NÃO NO PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO E O CORE DA INVESTIGAÇÃO ERA REALMENTE A POSTURA DE SINDICATOS E DO ÓRGÃO GESTOR DE MÃO DE OBRA, COM RELAÇÃO A POSSÍVEIS AÇÕES DESTES ÓRGÃOS EM REPRESÁLIA A MP 595, QUE FOSSEM CONTRARIAS AOS INTERESSES NACIONAIS E QUE CAUSASSEM QUALQUER AMEAÇA A SEGURANÇA NACIONAL…… (2) A POLICIA MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO NÃO É AUTORIDADE PORTUÁRIA, PORTANTO NÃO PODERIA EFETUAR A PRISÃO PRINCIPALMENTE DE AGENTES FEDERAIS DA ABIN EM DILIGÊNCIA. APÓS A DEVIDA IDENTIFICAÇÃO FUNCIONAL DOS MESMOS, A PM DE PERNAMBUCO DEVE TER COMUNICADO O FATO A POLICIA FEDERAL E SE RETIRADO DO CASO. . . VOCÊ NÃO PRECISA PUBLICAR NOTICIA COM ESTE TIPO DE CHAMADA. TODOS SABEMOS QUE A ABIN TEM O DEVER E O PODER DE EFETUAR LEVANTAMENTO DE INFORMAÇÕES EM QUALQUER ÁREA QUE ENSEJE POSSÍVEIS PROBLEMAS A SEGURANÇA NACIONAL E A ÁREA PORTUÁRIA É ÃREA DE SEGURANÇA NACIONAL E PARA SEU CONHECIMENTO TAMBÉM É ÃREA DE SEGURANÇA INTERNACIONAL (VIDE O ISPS-CODE). AS AUTORIDADES QUE ATUAM NA ÁREA DE SEGURANÇA PORTUÁRIA É A RECEITA FEDERAL NO SETOR DOCUMENTAL E OPERACIONAL, A FUNASA NA ÁREA DE SAÚDE E ALIMENTAR. A GUARDA PORTUÁRIA NA ÁREA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA PATRIMONIAL, A POLICIA FEDERAL NA DE REPRESSÃO A CRIMES E A PRÓPRIA POLICIA FEDERAL E A ABIN NA ÁREA INVESTIGATIVA DE POSSÍVEIS AÇÕES CONTRA ESTA SEGURANÇA PORTUÁRIA E/OU SEGURANÇA NACIONAL, INCLUSIVE A ATUAÇÃO DE SINDICATOS, EMPRESAS PRIVADAS OU DE QUALQUER OUTRA AUTORIDADE PORTUÁRIA . A POLICIA MILITAR DO ESTADO DE PERNAMBUCO NÃO É AUTORIDADE PORTUÁRIA, MESMO QUE A MESMA PRENDA EM FLAGRANTE QUALQUER ELEMENTO RESPONSÁVEL OU DETENHA SUSPEITO POR CRIME OCORRIDO NA BEIRA DO CAIS OU EM ÁREAS DO RETROPORTO ALFANDEGADO OU TERMINAIS ALFANDEGADOS , ELA É OBRIGADA A ENTREGAR O PRESO OU SUSPEITO A POLICIA FEDERAL, AUTORIDADE COMPETENTE PARA A ABERTURA DO INQUÉRITO POLICIAL RELATIVO A CRIMES CONTRA A SEGURANÇA NACIONAL. BEM QUE O VELHO AMIGO CORONEL GUSTAVO QUERIA TER ESTA AUTORIDADE MAS, EXISTE UM ÓBICE MOR CHAMADO CONSTITUIÇÃO FEDERAL QUE NÃO DEIXA.

  2. Os jornalões ,veja e a globo deveria ser proibido para menores de 18 ANOS.
    Ensina bigamia,viadagem,prolifera as lesbicas e mente descaradamente.

    • Interessante, você é o primeiro que foi ensinado de tudo isto lendo aqueles periódicos… Tomara que faça bom uso de seu aprendizado…

  3. Desde o Governo Lula é assim… Não assumem nada, fazem e falam Besteiras e depois vem com o mesmo Discurso, Nao é bem Assim, Eu não sabia de Nada, Manipularam minhas declaraçoes etc etc etc.

  4. Esses portos eram tudo Federal e foram dados pros governos estaduais explorarem. Exploraram mal (a atividade portuária), não investiram o que se deveria, não organizaram conforme deveria se organizar. Resultado, o Brasil tem um sistema portuário que não atende as necessidades do país e precisa melhorá-lo, tornou-se um gargalo logístico.
    O que o governo quer é parceria para que novos terminais portuários sejam instalados.Quem não é da área privada dificilmente entende as dificuldades geradas na produção e comércio, devido aos portos brasileiros não atenderem plenamente às necessidades das empresas brasileira. O Esmael mesmo já escreveu um artigo muito bom sobre isso, só não entende quem não quer…https://www.esmaelmorais.com.br/2013/03/em-artigo-gleisi-hoffmann-refuta-tese-de-privatizacao-dos-portos/
    O que esse Tucano tá querendo é criar caso, chamar atenção para si, na verdade trabalha contra o Brasil.

    • A credibilidade da ABIN, conforme a memória jornalística:

      “A Abin sofreu um grande desgaste depois que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou ilegais as investigações da Operação Satiagraha e anulou a ação penal em que o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, havia sido condenado por corrupção ativa. A defesa do banqueiro alegou que os agentes da Abin, sem amparo legal, participaram das investigações diretamente, com grampos telefônicos e monitoramento de dados. Parecer do Ministério Público Federal opinou pela nulidade de toda a investigação.”

      http://www.senado.gov.br/noticias/opiniaopublica/senamidia/jornal/2012/20120920jo.pdf