Globo sai em defesa do ministro Paulo Bernardo

do Brasil 247

Jornal da família Marinho defende o ministro das Comunicações e diz que ele é atacado porque setores do PT estariam dispostos a "censurar conteúdos jornalísticos"; em capa recente da revista Carta Capital, Bernardo foi chamado de ministro do "plim-plim"; Globo defende sua própria "Lei de Meios", com restrições a sites controlados do exterior no jornalismo e no entretenimento (leia-se Terra).

Jornal da família Marinho defende o ministro das Comunicações e diz que ele é atacado porque setores do PT estariam dispostos a “censurar conteúdos jornalísticos”; em capa recente da revista Carta Capital, Bernardo foi chamado de ministro do “plim-plim”; Globo defende sua própria “Lei de Meios”, com restrições a sites controlados do exterior no jornalismo e no entretenimento (leia-se Terra).

O jornal O Globo, da família Marinho, saiu em defesa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Em seu principal editorial, a publicação afirmou que o ministro só é atacado porque setores do PT gostariam de censurar conteúdos jornalísticos. Em reportagem recente, Bernardo foi apontado na capa da revista Carta Capital como o “ministro do plim-plim”, em referência à  Globo. Em artigo no 247, Breno Altman, do Opera Mundi, também criticou o ministro por não seguir uma decisão do Partido dos Trabalhadores em favor da regulamentação dos meios de comunicação (leia mais aqui).

Curiosamente, a Globo também sinalizou que tem interesse numa Lei de Meios. Um de seus focos é impedir que grupos controlados no exterior tenham produção de conteúdo e entretenimento voltado para o Brasil. A principal preocupação da Globo é o portal Terra, ligado à  Telefônica, que já atuou em eventos como os Jogos Olímpicos de 2012. Especialmente diante da transformação que atingirá em cheio a televisão, com a convergência entre TV e internet.

Há regulação da mídia e “regulação da mídia” – EDITORIAL O GLOBO

Facções do PT abrem guerra contra ministro porque desejam, sob o pretexto de rever as regras do setor de comunicação, censurar conteúdos jornalísticos

Pouco mais de dez anos de poder ainda não conseguiram que conceitos indiscutíveis, lastreados na Constituição, transitassem sem dificuldades por todo o PT !” como a maioria dos partidos brasileiros, também uma frente de grupos com divergências políticas e ideológicas. à‰ tão verdade esta fragmentação partidária que o ministro da Comunicação, Paulo Bernardo, militante histórico do PT, tem sido alvo de duras críticas de facções abrigadas na legenda que jamais entenderão de qual regulação da mídia! o país necessita.

O ministro chega a ser hostilizado, em documentos, de traidor!. O ponto visível da discórdia é a correta defesa feita por Paulo Bernardo da isenção tributária para provedores de internet banda larga, dentro do programa de ampliação da rede para cidades menores e famílias de renda mais baixa. Não deveria surpreender a constatação de que a carga tributária costuma ser um dos principais itens na formação de preços responsáveis por impedir o acesso a eles por grande parte da população. Nada mais acertado, portanto, como tem sido feito em muitos outros setores, que a desoneração de impostos. Ao criticar o companheiro de partido, por estar supostamente ajudando o grande capital! !” termo de toscas cartilhas de catequização política !”, essas facções querem também atingi-lo por não dar andamento a uma proposta de regulação da mídia! deixada de herança pelo governo Lula.

Mas não só o ministro cumpre ordens da presidente Dilma, como também o conteúdo da proposta é inexequível, por ilegal. Explicou o próprio Paulo Bernardo: (…) algumas pessoas veem a capa da revista, não gostam e querem que eu faça um marco regulatório. Isso não é possível porque a Constituição não prevê esse tipo de regulação para a mídia escrita!. Um parêntesis: nem para a eletrônica, mas esta é outra discussão.

A regulação! do desejo dessa militância visa a interferir no conteúdo jornalístico !” censura, a palavra certa. Como tem ocorrido na Venezuela, no Equador, nos países ditos bolivarianos, este objetivo é alcançado pela rota dissimulada da desestabilização empresarial dos grupos de comunicação. A Argentina é outro exemplo. Em nome da necessidade de se estimular a concorrência no mercado de imprensa e entretenimento !” como se ela já não existisse no país !”, força-se a quebra de conglomerados de comunicação, para que eles passem a depender de verbas públicas, o fim de sua independência.

Tudo é uma enorme perda de tempo. Enquanto isso, a regulação de que a mídia necessita fica em segundo plano. E há muita coisa a discutir: a atuação de sites controlados do exterior no jornalismo e entretenimento; a necessidade de produção local; o papel das telefônicas no processo de fusão de mídias, entre outros temas.

à‰ inútil e nada produtivo continuar a investir, não importa em nome de quê, contra princípios constitucionais consolidados.

8 Comentários

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  1. Precisamos que o PMDB, coloque o Requião como candidato cada dia que passa vejo menos chance da Gleisi assumir nosso governo com um marido que já está indo para o lado da Rede Globo, Requião tem razão quando fala mal do PB, Dilma abre o olho contra esse cara!

  2. um ministro fraco tem que sair!por que manter ? se ninguem vê .existe radios para outras cidade ,mas se mudaram para curitiba. esse ministro é para cuidadr disso!canal não pode mudar de cidade ou pode . até onde sei e que não pode,mas acontece.

  3. E Ai, ESMAEL???? A PTZADA, se vendendo a tal VELHA MIDIA??? Explica pra gente a Globo estar defendendo o MInistro das DEScomunicações????????

  4. Nesse angú tem caroço. O ministro precisa explicar o amarelão face à necessidade imperiosa da democratização dos meios de comunicação. Todavia, por falar em Globo, me lembro da Globo-News, e, por conseguinte, de Dona Eliane Cantanhêde, sua comentarista, que, pela FSP de hoje, de forma unipessoal e autóritária excluiu o Estado de São Paulo da corrida sucessória presidencial de 2014, em termos de candidatura.

    São Paulo não tem candidato ? De onde vc tirou isso, dona Eliane ? Quem é vc para excluir SP desse jeito ? Pirou ? É bem verdade que a versão paulista demotucana já deu flor há muito tempo e que até já se tornou impeidável até mesmo dentro de SP, eleitoralmente falando, mas saiba a senhora que São Paulo é o Estado mais brasileiro do Brasil, o Estado mais amado pelo povo brasileiro que dele se orgulha, O Estado que recebe e encaminha todos os irmãos brasileiros, de braços abertos, onde todos têm chances de progredir na vida e até fazer fortunas. Logo, minha senhora, um Estado dessa grandeza de espírito e importância para este país, que soube e sabe se conduzir, não pode ser excluído, e nem tem o direito de sonegar uma Candidatura ideal para conduzir o país, com um grande projeto, de ponta, de vanguarda, revolucionário. Ademais, Rio de Janeiro já teve sua chance com o carioca, FHC, Pernambuco teve suas chances com o pernambucano, Lula, o norte e nordeste com Sarney e Collor, Deodoro, Floriano e tantos outros. O Sul com Jango, Getúlio, entre outros. Minas teve inúmeras chances, inclusive com Itamar e agora Dilma, uma mineira gaucha. Portanto, agora chegou a hora e a vez de São Paulo, porque o melhor para o Brasil está por vir, e virá de São Paulo, com o HoMeM do Mapa da Mina do bem comum do povo brasileiro. E os esquilos do continuismo da mesmice que nos dêem licença porque o Leão da Evolução da Ordem já na área e na luta. Abram alas que o HoMeM de São Paulo precisa passar, para que o Brasil e o povo brasileiro tenham dias melhores e um futuro ainda mais promissor, até porque, com o HMM-PNBC-ME, o Brasil, à evidência, pode mais, muito mais.

  5. Depois disso podemos chamar sim de: MINISTRO PLIM-PLIM!
    Por isso que ele e a mulher dele tem tanto Espaço na Gazeta do Povo!
    E dá-lhe publicidade paga com nosso dinheiro.
    VERGONHA NACIONAL!

  6. O povo do Brasil vota e acredita em pessoas, não em partidos, prova disso é que personagens como Tiririca, que não estava em um mega partido e conseguiu 1.353.820 de votos. Partido então acaba atrapalhando em alguns casos, porque é um monte de gente, que não entende pouco ou nada, querendo dar palpite. E o povo não tá nem aí pra opinião de PT, PDT, raio que o parta, o povão quer resultados concretos e vida melhor e mais justa.
    Por que ao invés de fiar essa discussão todas, não se dá início a fóruns de discussão sobre esse assunto com as partes interessadas? que participem os jornalistas, os barões da mídia, até o povão (abrir um canal via internet) e faz a lei. Porque algumas coisas estão erradas, como a concessão dos canais de TV somente à amigos de políticos..