Em nota, AMB e Amapar defendem julgamentos de integrantes do TJ

da Folha de Londrina

Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Clayton Camargo.

Presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Clayton Camargo.

Procurado pela FOLHA, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, Clayton Camargo, não se manifestou sobre a acusação de suposta venda de sentença em caso julgado em Câmara Cível do TJ. Reportagem publicada ontem pelo jornal Gazeta do Povo revelou a existência de uma representação aberta no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra Camargo e Rafael Augusto Cassetari, sobre despacho anterior a 2011.

O periódico teve acesso à  denúncia, que corre em sigilo no CNJ. Na peça, uma advogada diz ter sido estimulada a pagar R$ 200 mil para beneficiar seu cliente. Aposentado em fevereiro deste ano, Cassetari não foi localizado pela FOLHA. Para a imprensa, afirmou que são inocentes, que as decisões tiveram o aval do Ministério Público (MP) e que ele e Clayton processam a advogada por calúnia e difamação.

Sobre o caso, o Tribunal de Justiça apenas reproduziu nota da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) e da Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar). O texto é assinado por Nelson Calandra (AMB) e Frederico Mendes Júnior (Amapar), em que dizem ”hipotecar total confiança nos julgamentos proferidos pelos integrantes do TJ”.

A AMB e a Amapar fazem uma defesa particular de Clayton Camargo, dizendo que ele não participou da decisão. As associações chamam de ”nefasta repercussão midiática” a notícia sobre o processo, apesar do tratamento agressivo dispensado pelo magistrado à  imprensa. Nesse episódio, ele se recusou a responder o repórter da Gazeta. ”Vai fazer perguntas pra tua mãe. Não tenho que lhe dar entrevista nenhuma. Não falo com jornal”, declarou Camargo.

Na sua posse, em janeiro deste ano, Clayton Camargo disse que o presidente anterior era ”condescendente” com a imprensa. ”Não admitirei que alguém venha no TJ e nos critique”, atacou o magistrado.

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