Com um pé fora do ninho, àlvaro Dias analisa divisão no PSDB: “Já ficou enjoativa”

"Ninguém aguenta mais essa conversa fiada", reclama o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder tucano no Senado até fevereiro; o senador diz seu partido perdeu a chance de realizar prévias internas para a eleição presidencial de 2014, motivo de tensão entre os grupos de Aécio Neves e José Serra; "Para funcionar, o processo deveria ter sido deflagrado no início do ano passado, com uma campanha de filiação partidária que aproveitaria as eleições municipais", lamentou.

“Ninguém aguenta mais essa conversa fiada”, reclama o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder tucano no Senado até fevereiro; o senador diz seu partido perdeu a chance de realizar prévias internas para a eleição presidencial de 2014, motivo de tensão entre os grupos de Aécio Neves e José Serra; “Para funcionar, o processo deveria ter sido deflagrado no início do ano passado, com uma campanha de filiação partidária que aproveitaria as eleições municipais”, lamentou.

Até as carpas do mais antigo parque de Curitiba, o Passeio Público, sabem que àlvaro Dias, ex-líder do PSDB no Senado, está com um pé fora do ninho tucano. Especula-se nos bastidores que ele possa se agasalhar no PV. Questionado sobre seu futuro político por este blogueiro, há bom tempo, registre-se, Alvaro disse que em julho deste ano define-se. Não sabe se em 2014 disputará o governo do Paraná ou a reeleição. Mas, acerca das guerras intestinas do PSDB, parece estar de saco cheio. Leia o texto publicado no site Brasil 247:

O PSDB se prepara para tentar, mais uma vez, voltar ao Palácio do Planalto. E, mais uma vez, repete os erros que impediram o partido de vencer os adversários nas últimas três eleições presidenciais. “Ninguém aguenta mais essa conversa fiada. Já ficou cansativa, enjoativa”, desabafou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), ex-líder do partido no Senado, em declarações publicadas no Blog do Josias sobre a divisão interna entre os tucanos de Minas e São Paulo.

Dias aproveitou a repetição das disputas internas para reforçar sua tese de que a solução para unir o partido estaria numa prévia para escolher o candidato tucano de 2014. “Deixamos passar a oportunidade. O partido enterrou as prévias”, lamentou. “Para funcionar, o processo deveria ter sido deflagrado no início do ano passado, com uma campanha de filiação partidária que aproveitaria as eleições municipais. Algo do tipo: filie-se ao PSDB e ajude a escolher o candidato à  Presidência. A campanha continuaria ao longo de 2013, com intenso debate nacional. No início do ano que vem, com os pretendente já posicionados, o partido faria sua escolha”, completou.

Osenador defende que, ao contrário do que imaginam os críticos da eleição prévia interna, a disputa teria resultado em benefícios para o pré-candidato Aécio Neves, desde que conduzida “de forma imparcial”. “Se tivéssemos optado pelas prévias, não estaríamos discutindo eventuais dissidências no partido. Ao final, ninguém teria autoridade moral para se colocar como dissidente em relação ao escolhido”, analisou.

O desencanto de Dias com o processo de escolha do candidato do partido é tal que ele já não fala mais, como fez algumas vezes ao longo do ano passado, em se colocar como uma das alternativas do partido ao Palácio do Planalto. “Acho que teria sido interessante o partido escolher entre vários candidatos, até para estimular o debate nacional e encontrar o melhor discurso. Nessa linha, eu não teria me recusado a participar”, disse.

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