27 de abril de 2013
por esmael
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Lula no NYT desperta onda de inveja e preconceito; pode isso?

do Brasil 247A trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva é conhecida. Ex-retirante, tornou-se operário, líder sindical, presidente e, depois disso, aprovado pela grande maioria do seu povo, passou a ser também reconhecido internacionalmente. à€ esquerda, pelo historiador Eric Hobsbawn, que afirmou que Lula “ajudou a mudar o equilíbrio do mundo, ao trazer os países em desenvolvimento para o centro das coisas”. No mercado financeiro, por Jim O’Neill, da Goldman Sachs, que criou a palavra BRICs (Brasil, Rússia, àndia e China) e o definiu como o maior estadista do mundo nas últimas décadas.

Lula, portanto, é um ativo valioso, que interessa a qualquer publicação no mundo. Além disso, com sua agenda internacional focada, sobretudo, na àfrica, ele é hoje seríssimo candidato ao Prêmio Nobel da Paz. Por isso mesmo, recebeu um convite para publicar uma coluna mensal no The New York Times, maior jornal do mundo, onde poderá defender suas causas e bandeiras. A história de superação de Lula, desprezada por analistas rancorosos e invejosos no Brasil, mas reconhecida até por seus adversários políticos, hoje inspira líderes do mundo inteiro.

Isso não significa, no entanto, que Lula está obrigado a redigir de próprio punho seus artigos. Como colunista, Lula, naturalmente, delegará a tarefa de produzir textos a algum escriba. à‰ assim, sempre foi e sempre será no mundo inteiro. Políticos são homens de ação. Quando transplantam suas ideias para o papel, em geral, contam com auxílio profissional. Afinal, é para isso que existem jornalistas e ghost-writers. Tancredo Neves, por exemplo, que pronunciou alguns dos mais memoráveis discursos da história brasileira, delegava a tarefa ao jornalista Mauro Santayana. Bill Clinton e Barack Obama também têm ghost-writers.

No entanto, de Lula, cobra-se o que jamais foi cobrado de qualquer outro político brasileiro. Em Veja.com, Augusto Nunes classifica o ex-presidente como uma espécie de analfabeto, incapaz de pronunciar um “tanquiú” (leia mais aqui). Escriba de luxo de seus patrões, Nunes já se prestou a todo tipo de tarefa !“ entre elas, a de exaltar o “caçador de marajás” Fernando Collor, como está bem detalhado no livro “Notícias do Planalto”, de Mario Sergio Conti, ex-diretor de Veja.

Estávamos, no 247, decididos a não comentar o texto de Nunes, uma das peças mais insignificantes já publicadas por algum de veículo de comunicação no Brasil. Mas não se trata, infelizmente, de um movimento isolado. Neste domingo, em à‰poca, Guilherme Fiúza, que se notabilizou por biografias de personagens como Bussunda e Reynaldo Giannechini, além do livro “Meu nome não é Johnny”, consegue descer ainda mais baixo do que seu concorrente em Veja.

Segundo ele, a coluna concedida a Lula é a prova de que “os americanos estão levando a sério o projeto de decadência do imp

27 de abril de 2013
por esmael
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Requião reafirma candidatura ao governo do Paraná

do Brasil 247 Ao retomar neste fim de semana suas viagens ao interior do Paraná, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) assumiu discurso de candidato ao governo do Estado. Requião, que já ocupou por três vezes o Palácio Iguaçu, falou sobre um PMDB “forte e protagonista” e defendeu “um governo em prol das pessoas que mais precisam de apoio”, sem poupar duras críticas a “Bebeto”, o governador tucano Beto Richa (PSDB).

“Protagonismo é o caminho”, escreveu Requião, pelo Twitter, após encontro com peemedebistas na Câmara dos Vereadores de Cornélio Procópio, nesta manhã. “O que sinto dos companheiros, em andança pelo interior, é que o bebeto faz um governo de negociatas e arranca placas. Abandono total!”, acrescentou o senador.

Em seguida, ele citou o Centro da Juventude do município de Jacarezinho, que segundo ele, foi construído durante seu governo e inaugurado pela gestão atual, da prefeita Tina. “…teve as placas substituídas… Argh”, escreveu. “à‰ incrível que bebeto esteja inaugurando obras do nosso governo,já inauguradas! Não tem amor próprio?”, questionou o parlamentar.

“Não tenho duvida da exaustão absoluta deste governo de negócios. Bebeto já dançou,agora inaugura obras já inauguradas . ARGH!”, postou ainda Requião, à s 18h, em sua conta no microblog. O senador falou pela primeira vez em se candidatar, esse ano, em março, também pelo Twitter. “Início uma consulta à s bases do PMDB, convencionais, se desejam candidatura própria e se apoiam meu nome para o governo do Paraná. Sem surpresas”, tuitou, na ocasião (leia mais).

Na sexta-feira 26, o senador esteve na Câmara Municipal de Santo Antônio da Platina com peemedebistas de vários municípios da região. Neste sábado, se encontrou com militantes de Ribeirão do Pinhal, Nova Fátima, Nova América da Colina, Uraí, Rancho Alegre, Sertaneja, Leópolis, Santa Mariana, Santa Amélia e Bandeirantes.

Antes de retomar as viagens, na semana passada, o ex-governador comentou: “Quero saber o que o meu velho MDB de guerra pensa do que acontece na polít

27 de abril de 2013
por esmael
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Toni Reis e Greca discutem ingresso no PCdoB do Paraná

Toni Reis, presidente do Grupo Dignidade, entidade de defesa dos direitos de gays e lésbicas, pretende se candidatar a deputado federal; ele discute a possibilidade de alistar-se no PCdoB de Zequinha e Nilton Bobato; além de Toni, a legenda vermelha mira no passe de Rafael Greca, ex-candidato a prefeito de Curitiba pelo PMDB.

Toni Reis, presidente do Grupo Dignidade, entidade de defesa dos direitos de gays e lésbicas, pretende se candidatar a deputado federal; ele discute a possibilidade de alistar-se no PCdoB de Zequinha e Nilton Bobato; além de Toni, a legenda vermelha mira no passe de Rafael Greca, ex-candidato a prefeito de Curitiba pelo PMDB.

O presidente do Grupo Dignidade, Toni Reis, destacado ativista dos direitos dos gays e lésbicas, discute filiação no PCdoB do Paraná. Ele tentará uma cadeira na Câmara Federal em 2014. Leia mais

27 de abril de 2013
por esmael
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Presidente do ICI jogou os bets; agora a caixa-preta será aberta?

Renato Rodrigues, ex-presidente do ICI.

Renato Rodrigues, ex-presidente do ICI.

Uma fonte da prefeitura informa que Renato José de Almeida Rodrigues, até hoje presidente do famigerado Instituto Curitiba de Informática (ICI), pediu para sair do cargo. Ele deverá ser agasalhado noutra vistosa teta no governo do Paraná, provavelmente no Celepar (Companhia de Informática do Paraná). Leia mais

27 de abril de 2013
por esmael
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Impune, Veja transforma o agressor em agredido

do Brasil 247 Aos fatos concretos. Quando o Congresso Nacional decidiu, de forma soberana, redistribuir os royalties do petróleo, o ministro Luiz Fux concedeu liminar à  minoria, representada pelas bancadas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, melando o resultado. Na última semana, também depois de a Câmara dos Deputados ter aprovado novas regras para a criação de partidos, o ministro Gilmar Mendes concedeu outra liminar à  minoria, reduzindo a pó a maioria parlamentar. Diante dessa realidade, em que o Supremo Tribunal Federal, com seu ativismo político, se converte aos poucos em linha auxiliar das minorias, fazendo prevalecer o tapetão e não a soberania do voto popular, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reagiu e condenou a “invasão” do Supremo Tribunal Federal.

à‰ também nesse mesmo contexto que o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) apresentou uma Proposta de Emenda Constitucional, a PEC 33, que submete ao plenário do Congresso Nacional, algumas decisões do STF, sobretudo as relacionadas a Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs). Como toda PEC, só se transformará em lei se for aprovada por três quintos dos parlamentares, em dois turnos, nas duas casas. A proposta de Fonteles é um projeto que tenta responder à  crescente interferência do Judiciário em questões relativas ao Congresso (leia aqui sua entrevista ao 247). Mais do que uma excentricidade, a soberania parlamentar faz parte de algumas constituições, como na Inglaterra e em Israel, que não são propriamente ditaduras.

Tanto as decisões liminares do STF, como a PEC apresentada pelo deputado Nazareno Fonteles, são parte do mesmo fenômeno: a usurpação dos poderes do Congresso pelo Judiciário e a desmoralização constante da atividade política, com apoio explícito dos meios de comunicação.

Pois, neste sábado, chegou à s bancas mais um exemplar da revista Veja, que prova que a revista da Abril é, de fato, incorrigível. A capa traz uma bela jovem com olhos vendados e amordaçada a uma estrela do PT !“ à  la cinquenta tons de vermelho !“ e é capaz de transformar o agressor em agredido. Na lógica de Veja, não é o STF que agride e humilha o Congresso Nacional, mas justamente o oposto. E tudo não passaria de uma resposta de radicais do PT e de condenados à  cadeia ao julgamento do chamado mensalão. Não custa lembrar que, se dependesse do ministro Celso de Mello, parlamentares legitimamente eleitos não estariam hoje exercendo suas funções.

No editorial de Eurípedes Alcântara, a PEC 33 é comparada à  constituição do Estado Novo, em que o presidente Getúlio Vargas podia cassar decisões da suprema corte, quando se trata, tão somente, de ampliar o quorum do STF na apreciação das ADINs e submeter algumas decisões ao plenário do Congresso. Diga-se mais uma vez que essa proposta se inspira mais na Inglaterra e em Israel (alô, Civita) do que no Estado Novo.

Internamente, a reportagem se chama “República Bolivariana do Brasil”, com as imagens de três fantasmas, Cristina Kirchner, Hugo Chávez e Evo Morales, pairando sobre o STF. Há até um quadro sobre uma suposta “PTópolis”, em que não haveria lugar para instituições independentes. Mas