Tensão entre governo e professores à s vésperas da assembleia grevista

A assembleia ocorrida em 15 de dezembro de 2012, na Sociedade Thalia, em Curitiba, aprovou indicativo de greve a partir desta quarta-feira, dia 13. Foto: APP-Sindicato.

A assembleia ocorrida em 15 de dezembro de 2012, na Sociedade Thalia, em Curitiba, aprovou indicativo de greve a partir desta quarta-feira, dia 13. Foto: APP-Sindicato.

Professores e funcionários das 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná, representados pela assembleia geral da categoria, neste sábado (9), a partir das 8h30, no Teatro Positivo, em Curitiba, deverão confirmar greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira (13).

Os educadores já haviam aprovado o indicativo de greve em assembleia realizada no dia 15 de dezembro de 2012, em Curitiba (clique aqui para relembrar), porque o governo de Beto Richa (PSDB) descumpriu acordos negociados com a categoria.

O interessante nisso tudo é que há uma forte tensão entre governo e profissionais da educação, à s vésperas da assembleia que deverá confirmar a greve, que pode ser sentida nas redes sociais.

No Facebook, por exemplo, o ambiente é fértil para boatos do tipo “se a greve for aprovada, o governo vai fechar os portões das escolas; houve acordo para não ter greve; o calendário de reposição das aulas já chegou à s escolas; os funcionários estão felizes e não querem greve; etc.”.

Nesse ambiente, ontem à  tarde o senador Roberto Requião (PMDB) contribuiu para apagar as labaredas adicionando mais gasolina à  discussão. Segundo o parlamentar, o não cumprimento integral da Lei Nacional do Piso é “burrice” do governador Beto Richa (PSDB).

Se esta na lei vai ter que cumprir queira ou não, por que então a burrice de deixar a greve acontecer?!, tuitou Requião.

Pelo sim pelo não, Richa e seu secretário da Educação, o vice Flávio Arns (PSDB), mandarão seus olheiros e simpatizantes à  assembleia de sábado. Eles querem evitar a paralisação, mas também não querem cumprir a lei.

O governo fala em parcelar os benefícios aos educadores, tipo crediário, a perder de vista. Parte da categoria acha que a lei precisa ser cumprida já, principalmente os 33,33% de hora-atividade, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que a regra vale desde 2011.

Os professores irão à  assembleia de sábado ressabiados com o governo tucano. Os mestres temem levar um tombo como levaram os diretores de escolas. Um ano depois de receberem promessa de gratificação pelo cargo que ocupam ainda continuam chupando dedos (clique aqui para relembrar).

Embora a APP-Sindicato tenha dado ultimato a Richa e Arns até amanhã (sexta, 8), o governo nada enviou à  Assembleia Legislativa. Ou seja, a assembleia geral da categoria ocorrerá sem garantias de mensagem de aumento e conquistas aprovadas no parlamento. Afinal, perguntam os educadores, quem ainda acredita nas promessas do governo Richa? Como diz o ditado popular, o seguro já morreu de velho… faz tempo…

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