Segundo os políticos brasileiros, o diabo não é tão feio assim como pintam por aí…

Políticos brasileiros e até o ex-papa acham que o diabo não é tão ruim assim. Para eles, o "coiso feio" tem mais fama do que ruindade. A estratégia da mídia agora é apelar para o capeta para derrotar a presidenta Dilma Rousseff. Falar mal e fazer previsões catastróficas da economia não deram muito certo...

Políticos brasileiros e até o ex-papa acham que o diabo não é tão ruim assim. Para eles, o “coiso feio” tem mais fama do que ruindade. A estratégia da mídia agora é apelar para o capeta para derrotar a presidenta Dilma Rousseff. Falar mal e fazer previsões catastróficas da economia não deram muito certo…

O cardeal Joseph Ratzinger, o Bento XVI, teria dito que preferiria o diabo a ficar no papado; o senador Roberto Requião (PMDB), ex-governador do Paraná, teria dito que, para vencer a eleição, faria coligação até com o diabo; ontem, na Paraíba, a presidenta Dilma Rousseff disse que pode fazer o diabo durante a eleição. Ou seja, o “coiso feio” está em alta na Pátria Mãe Gentil.

Eu mesmo sempre utilizo o “diabo” como figura de retórica. Mexe com a libido de igrejeiros e falsos moralistas de plantão. Podemos fazer o diabo quando é hora de eleição!, reverberam em suas manchetes os jornalões do Partido da Imprensa Golpista (PiG).

Durante a campanha de 2002, Requião cravou essa: “sem abrir mãos dos meus conceitos, faria aliança até com o demônio”. Nada demais. Apenas retórica, que nada influenciou no resultado das urnas. O peemdebista elegeu-se com os pés nas costas e, quatro anos depois, foi reeleito.

Os entendidos dizem que o demo (não confundir com o DEM, por favor) não assusta porque é feio, mas porque ele é muito experiente. Por isso há um ditado que garante que o diabo mora nos detalhes.

Se as incursões dos barões da mídia ainda não deram certo — vide o caso do apagão, inflação, desemprego, etc., etc., — agora eles tentam atingir a petista no campo moral. O negócio é apelar para o capeta.

Ontem mesmo eu mostrei aqui neste blog que a imprensa estrangeira não entende os motivos de Dilma ser tanto odiada pela mídia nacional, embora ela tenha aprovação de quase 80% dos brasileiros.

Ora, trata-se de ódio de classe. A elite ainda não se conformou, dez anos depois, da derrota sofrida na eleição de 2002 para o metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva. Ficar sem a teta, de uma para outra, depois de 500 anos mamando não deve ser fácil. O desmame deve ter sido muito dolorido, dada choradeira dessa burguesia falida politicamente. Ela não tem projeto de Nação, portanto, vai continuar levando sabugadas do PT nas urnas.

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