Prefeitos discutem reajustes ‘diferenciados’ na tarifa do ônibus na Grande Curitiba

Para correligionários do prefeito Gustavo Fruet, o governador Beto Richa antecipa a disputa eleitoral de 2014. "Quem perde é o povo", criticam.

Para correligionários do prefeito Gustavo Fruet, o governador Beto Richa antecipa a disputa eleitoral de 2014. “Quem perde é o povo”, criticam.

Prefeitos dos municípios da Região Metropolitana, que compõem a Rede Integrada de Transporte (RIT), estão reunidos neste momento, em Curitiba, para discutir a majoração no preço da passagem do ônibus.

Ao todo, são 14 cidades interligadas por esta rede de linhas que proporciona ampla mobilidade a mais de 2 milhões de pessoas diariamente.

Os prefeitos dizem que o aumento é inevitável, pois o anúncio de isenção do ICMS no diesel, feito hoje pelo governador Beto Richa (PSDB), “é insuficiente para conter o reajuste”.

O prefeito Gustavo Fruet (PDT), de Curitiba, fala em R$ 100 milhões anuais de subsídio para manter congelada a tarifa. Richa avisou que mantém benefício somente até maio.

Uma das saídas para não permitir que tarifa dispare na capital, segundo uma fonte do blog, é “desintegrar” o preço. Ou seja, as tarifas para os municípios metropolitanos — que ficariam entre R$ 4 e R$ 5 — seriam diferentes das cobradas em Curitiba — entre R$ 2,80 e R$ 2,90. Hoje, o preço da passagem de ônibus em Curitiba é de R$ 2,60.

Entretanto, entre os prefeitos reunidos, não há quem admita a desintegração operacional da RIT.

Os prefeitos da região metropolitana acreditam que a batata quente (ônus) dos aumentos nas tarifas sobrará no colo do governador tucano, pois, segundo eles, todos sabem que a passagem não subiu no período eleitoral por conta do subsídio fornecido na gestão do ex-prefeito Luciano Ducci (PSB)!.

“Quer dizer que perdeu a eleição (Ducci), o governador se vinga do povo?”, questionou revoltado um dos prefeitos presentes na reunião.

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