Por que o MP denunciou 8 por homicídios no caso do Hospital Evangélico de Curitiba?

O MP não respondeu: por que a médica Virgínia e outros 7 profissionais da saúde foram denunciados por assassinato? A quem eles beneficiavam? Eram planos de saúde privados?

O MP não respondeu: por que a médica Virgínia e outros 7 profissionais da saúde foram denunciados por assassinato? A quem eles beneficiavam? Eram planos de saúde privados?

Li atentamente, no site do Ministério Público do Paraná (MP), na tarde desta segunda-feira (11), a informação sobre a denúncia oferecida à  Justiça, pela Promotoria de Proteção à  Saúde Pública de Curitiba, contra oito profissionais da saúde do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba.

A médica Virgínia Helena Soares de Souza, chefe da UTI, encabeça a acusação com sete homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha. Outros profissionais da área, dentre médicos e enfermeiros também foram denunciados hoje.

Os supostos crimes teriam sido cometidos entre 2006 e 2013.

Pois bem, eu ainda não fiquei convencido das acusações oferecidas pelo MP. Pelos relatos dos promotores, os supostos assassinatos cometidos pelos médicos e enfermeiros tinham requintes de crueldade. Agora eu pergunto: quem se beneficiou com as mortes atribuídas aos acusados?

Só faria sentido se houvesse motivos econômicos e/ou vantagens para tais homicídios. Faltou o MP dizer, por exemplo, que as mortes desentulhavam! a UTI e beneficiavam os planos de saúde privado. Não disse nada nessa direção.

O advogado Elias Mattar Assad, representante da médica Virgínia, revoltou-se com a denúncia: Não serão os médicos que sentarão ao banco dos réus, será a própria medicina e a medicina intensiva!, previu.

Eu acho muito estranho alguém !“ ou grupos !“ eliminar fisicamente doentes terminais sem um objetivo aparente. Esse caso está mais para Escola de Base. Aguardemos. Oremos.

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