Polícia erra transcrição que sustenta prisão de médica da UTI. Um novo caso Escola Base?

Virgínia teria dito que estava "com a cabeça tranquila para assassinar", no entanto, segundo nova versão da escuta telefônica, a frase correta seria "com a cabeça tranquila para raciocinar"; ela é acusada de matar pacientes do Hospital Evangélico, em Curitiba. Alguma similaridade com o caso Escola Base, de São Paulo, em que os donos do estabelecimento foram acusados de pedofilia e anos mais tarde foi provado que eram inocentes?

Virgínia teria dito que estava “com a cabeça tranquila para assassinar”, no entanto, segundo nova versão da escuta telefônica, a frase correta seria “com a cabeça tranquila para raciocinar”; ela é acusada de matar pacientes do Hospital Evangélico, em Curitiba. Alguma similaridade com o caso Escola Base, de São Paulo, em que os donos do estabelecimento foram acusados de pedofilia e anos mais tarde foi provado que eram inocentes?

Quem não se lembra do caso Escola Base, de São Paulo? O fato ocorreu há quase 20 anos. Icushiro Shimada, Maria Aparecida Shimada, Mauricio Alvarenga e Paula Milhim Alvarenga eram donos Escola de Educação Infantil Base, na zona sul da capital paulistana. Sem chance defesa, eles foram acusados de pedofilia, condenados e executados pela velha mídia. Anos mais tarde ficou provado que eles eram inocentes. A Rede Globo foi condenada a pagar R$ 1,35 milhão para reparar os danos morais sofridos pelos donos e pelo motorista da escola.

Na época, na competição de quem esculhambava mais os acusados, a imprensa destacou que, antes de praticar ações perversas, os quatro sócios cuidavam ainda de drogar as crianças e fotografá-las nuas. Kombi era motel na escolinha do sexo!, estampou o extinto jornal Notícias Populares, editado pelo Grupo Folha. Perua escolar carregava crianças para a orgia!, manchetou a também extinta Folha da Tarde.

Pois bem, agora vem à  tona o caso da médica Virgínia Soares de Souza, chefe da UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba. Segundo registro do site Brasil 247, que eu reproduzo abaixo, a Polícia Civil errou ao transcrever escuta telefônica que sustentou sua prisão. A pergunta que o blog faz é a seguinte: há similaridade entre este caso da médica e da Escola Base. Leia o texto e opine:

Polícia erra transcrição que sustenta prisão de médica da UTI

Durante a transcrição de escutas telefônicas que sustenta a prisão da médica Virgínia Soares de Souza, da UTI do Hospital Evangélico, em Curitiba, acusada de matar pacientes, a Polícia Civil do Paraná trocou inicialmente alguns termos em pelo menos seus trechos do inquérito, de mais de mil páginas.

Virgínia teria dito que estava “com a cabeça tranqà¼ila para assassinar”, no entanto, segundo nova versão da escuta telefônica, a frase correta seria “com a cabeça tranqà¼ila para raciocinar”. As gravações foram captadas com ordem judicial em um ramal da UTI e, segundo a polícia, indicam que a médica determinou a morte de pacientes no hospital. Ela nega.

Nesta quinta-feira, a RPCTV 2!ª Edição, telejornal local da Rede Globo, divulgou uma errata da polícia esclarecendo o fato. O documento, que data do último sábado (23), é assinado pela delegada do caso, Paula Christine Brisola.

A médica foi presa no dia 19 de fevereiro, após uma investigação que durou mais de um ano. No inquérito, a polícia usou trechos em que Virgínia aparece dizendo frases como Quero desentulhar a UTI que está me dando coceira! e Infelizmente é nossa missão intermediá-los do trampolim do além!. As frases foram mantidas no inquérito.

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