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Petistas ligados a Gleisi acusam governo Richa de fingir defesa do Paraná

Gleisi Hoffman vira "bicho papão" e assusta os aliados do governador Beto Richa.

Gleisi Hoffman vira “bicho papão” e assusta os aliados do governador Beto Richa.

Os correligionários da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, do PT, recorreram ao pai dos burros! para deixar claro o significado do verbo fingir!: ato de simular para enganar; fantasiar, inventar: fingir alegria no sorriso; querer passar (pelo que não é).

Os petistas paranaenses não engolem as críticas — ou fingimentos, como eles classificam — desferidas ontem (14) pelo pitbull Ademar Traiano (PSDB), líder do governo Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa do Paraná.

Para a tropa de Gleisi, se a retórica tucana de defesa dos paranaenses fosse verdadeira eles entrariam de corpo e alma na campanha recuperar ao Paraná R$ 1,5 bilhão por ano de ICMS da energia produzida pelo estado.

Não o fazem por quê?!, questionam, para logo em seguida responder: Porque fingem defender o Paraná, eles são tucanos que pensam com a lógica paulista, do José Serra!, acusam.

Fingindo ou não fingindo, os tucanos ferraram o Paraná na Constituinte de 1988. Mais precisamente o ex-deputado José Serra (PSDB-SP), que fez lobby para alterar a origem de cobrança do ICMS da energia. Desde então, os impostos passaram a ser recolhidos na outra ponta, no consumo, beneficiado o maior consumidor: o estado de São Paulo.

Com a regra alterada, o estado do Paraná, um dos maiores produtores de energia do país, vem perdendo anualmente cerca de R$ 1,5 bilhão ao ano. Nos últimos 23, calcula-se que os paranaenses deixaram de recolher acumulados R$ 34,5 bilhões.

à‰ a escola que falta em vários municípios, o aumento do professor e funcionários de escola que não vem, o hospital que ficou na promessa, o ginásio de esportes que nunca chega…

O senador Sérgio Souza (PMDB-PR) disse a este blog (clique aqui para relembrar), na última segunda-feira (11), que levantará essa bandeira no Congresso Nacional durante as discussões do pacto federativo.

Agora a pergunta que não quer calar: por que o pitbull do governador Beto Richa (PSDB), o deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), líder na Assembleia Legislativa, não “morde” também o tucano José Serra? Por que sua ira é seletiva e udenista (clique aqui para relembrar), somente contra a ministra petista Gleisi Hoffmann? Por quê?

Um general petista tem uma explicação “psicológica” para a reclamação do pitbull tucano: “O problema do Traiano é que ele insiste comparar abacaxi com laranja. O orçamento público é complexo e nem todos entendem”

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