No Dia Mundial da àgua, Sanepar e governo do Paraná são apontados como maiores vilões

A Sanepar, empresa do governo do Paraná, maior poluidora do estado, segundo a Polícia Federal, preocupa-se hoje mais com o lucro de sócios privados do que com a qualidade da água. A companhia tem cerca de 7 mil funcionários. Onde é que eles estão que ainda não se levantaram? A eles faltam-lhe brio ou concordam com essa dilapidação?

A Sanepar, empresa do governo do Paraná, maior poluidora do estado, segundo a Polícia Federal, preocupa-se hoje mais com o lucro de sócios privados do que com a qualidade da água. A companhia tem cerca de 7 mil funcionários. Onde é que eles estão que ainda não se levantaram? A eles faltam-lhe brio ou concordam com essa dilapidação?

Hoje é o Dia Mundial da àgua, por isso os jornais da velha mídia estampam em suas manchetes palavras de ordem contra do desperdício, em defesa dos mananciais, etc.

Enquanto gritam hipocritamente em suas páginas, engordam suas contas bancárias com anúncios da Sanepar, a estatal de água e saneamento do Paraná, e fazem vistas grossas à s estripulias que sua diretoria e o governo estadual fazem com a companhia.

Quem é mais nocivo à  agua, a população ou o Palácio Iguaçu? (E olha que nem vou entrar na bronca da Polícia Federal segunda qual a Sanepar !“ empresa de fachada — despeja esgoto sem tratamento no rio Iguaçu, embora cobre por esse serviço de todos os paranaenses).

De acordo com denúncia do colunista Celso Nascimento, do jornal Gazeta do Povo, edição de ontem (21), o procurador-geral do Estado, Júlio Cesar Zem, está jogando contra o próprio patrimônio (leia-se, patrimônio dos paranaenses) ao buscar a suspensão de ações judiciais do Estado contra o famigerado grupo Dominó.

A demanda judicial vem desde o início do governo Roberto Requião (PMDB), em 2003, e visa à  anulação do Acordo de Acionistas, que obriga a Sanepar repassar 50% do lucro aos sócios privados.

O ex-governador peemedebista só aceitava repassar o teto máximo de 25%, conforme estabelece a lei.

O interesse do governo do Paraná e da Sanepar em interromper o litigio com o Dominó tem um objetivo: renovar o Acordo de Acionistas que vence em setembro próximo.

Este blog já denunciou em fevereiro passado que o lucro dos sócios privados da Sanepar cresceu 200% na gestão Richa.

Por que a velha mídia, árdua defensora da água!, não reverberou essa questão? Ora, porque recebe generosos anúncios da Sanepar.

àgua é um bem natural escasso essencial à  vida. àgua não é uma mercadoria qualquer que precisa visar o lucro.

A título de comparação, na Nova Zelândia, país na Oceania, equivalente ao tamanho do Paraná tanto em relação à  densidade demográfica e ao PIB, a tarifa de água é gratuita. Ninguém paga pelo consumo do precioso líquido, pois é considerado um direito humano (clique aqui para relembrar).

Por fim, pergunto novamente: quem é mais nocivo à  água, o governo, a Sanepar ou os consumidores? Reflita, opine.

Para ajudar nessa reflexão do Dia Mundial da àgua, eu publico abaixo um vídeo boliviano !” um curta-metragem !” que retrata bem o que é a guerra pela água e os interesses que têm por trás:

O vídeo acima é uma excelente animação chamada Abuela Grillo!, que é baseada numa fábula Ayorea dos povos indígenas do Chaco Boreal, na Bolívia.

Sobre a fábula:

Dizem eles que no princípio havia uma avó, que era um grilo chamado Direjná. Esta avózinha era a dona da água e por onde quer que ela passasse com seu canto de amor, a água brotava. Um dia, os netos pediram que ela fosse embora e ela partiu, triste. Mas, na medida em que ia sumindo, também a água ia embora. Neste vídeo, a história se atualiza e na sua viagem para lugar nenhum a avó é encontrada pelos empresários que a aprisionam e fazem com que ela faça a água cair apenas nos seus caminhões pipa. Então, eles vendem a água. O povo passa necessidade e sofre. A avózinha também sofre. Até que um dia, o povo entende que é preciso lutar. Então!¦.

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