Nicolás Maduro deverá manter acesa a chama do ‘chavismo’ e da revolução bolivariana na Venezuela

Nicolás Maduro, o vice que assumirá a Venezuela, é mais radical que Chávez. Como ministro das Relações Exteriores, ele privilegiou a diplomacia com Cuba, Coreia do Norte, Líbia, Irã e países da América Latina.

Nicolás Maduro, o vice que assumirá a Venezuela, é mais radical que Chávez. Como ministro das Relações Exteriores, ele privilegiou a diplomacia com Cuba, Coreia do Norte, Líbia, Irã e países da América Latina.

As Américas perderam ontem Hugo Chávez, líder da revolução bolivariana e presidente da Venezuela, que lutava contra um câncer. Não vou entrar na polêmica acerca de quem! seria o responsável político pela doença do líder revolucionário.

A velha mídia brasileira que sempre torceu pelo desaparecimento de Chávez, desde o diagnóstico, agora pergunta se haverá chavismo. Apropriar-me-ei da observação do comentarista @deMoura__!, neste blog: “para o ódio da esquerda, Chávez está morto; para o ódio da direitona, o chavismo está vivo”.

Estive em Venezuela na reeleição de Chávez, em 2006. Pude perceber que a imprensa daquele país caribenho mira-se no exemplo golpista da brasileira. O movimento revolucionário é concreto, está enraizado entre a maioria dos venezuelanos. As conquistas da revolução também são evidentes, como a redução da pobreza.

A tendência é que o vice Nicolás Maduro continue na presidência da Venezuela. Se a burguesia reclamava com Chávez, seu sucessor é mais radical ainda. Ex-cobrador de ônibus, Maduro tem formação marxista e militância comunista. Não vai ter refresco para o neoliberalismo.

Vice-presidente e também ministro das Relações exteriores, Nicolás Maduro é um quadro histórico da esquerda venezuelana. Ele começou sua atividade política no movimento sindical e integrou a organização marxista Liga Socialista, um dos muitos grupos políticos de esquerda surgidos anos 70 naquele país (clique aqui para ler artigo sobre a trajetória de Nicolás Maduro).

E o que é melhor ainda para o povo da Venezuela com a permanência do chavismo: o petróleo continuará a ser utilizado como energia social, em programas de distribuição de renda !” as Missões !” a exemplo dos que existem no Brasil (Bolsa Família, etc.).

Antes da revolução bolivariana, o “ouro negro” era propriedade de meia dúzia de ricaços venezuelanos associados a companhias privadas norte-americanas.

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