Mulheres saem à s ruas de Curitiba no Dia internacional da Mulher

Manifestação será por uma vida sem violência

Regina Cruz, presidente da CUT-PR.

Regina Cruz, presidente da CUT-PR.

Centenas de mulheres estarão nas ruas de Curitiba amanhã, 8 de março, exigindo uma vida sem violência. A caminhada faz parte das lutas em torno do Dia Internacional da Mulher e reunirá 43 entidades neste ano.

A manifestação começará à s 15h30 na Boca Maldita e terminará na Praça Garibaldi (Largo da Ordem), na capital paranaense. Durante a caminhada sete atos temáticos serão realizados para lembrar a violência sofrida diariamente pelas mulheres; as condições de trabalho e os casos de exploração das migrantes; soberania alimentar; direitos sexuais e reprodutivos; sexualidade plena; discriminalização do aborto e combate a mídia sexista.

Durante a atividade serão distribuídos materiais informativos, com dados dos níveis alarmantes da violência contra as mulheres, e cobrança de políticas públicas para enfrentamento desta triste realidade. Ao final do trajeto, as manifestantes entregarão um documento para a Secretaria Municipal Extraordinária da Mulher com reivindicações dos movimentos feministas, sociais e sindicais.

“Hoje, sem dúvida, o cenário é muito diferente de 30 anos atrás. Contudo, estes avanços ocorreram graças a mobilização das mulheres e dos movimentos feministas. Ainda é preciso avançar muito. à‰ inadmissível que um estado como o Paraná e nosso País apresentem dados de violência contra a mulher como temos hoje. à‰ preciso um basta”, enfatizou a presidenta da CUT-PR, Regina Cruz.

Ranking da Violência – Dados da Comissão Parlamentar de Inquérito mostram a alarmante situação da violência doméstica. O Brasil é o 12!º país com maior taxa de homicídios femininos e o Paraná ocupa a 3!º posição no número de assassinatos de mulheres e Curitiba é a 4!ª Capital em homícidios de mulheres.

A CPMI também mostrou que Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, é o segundo município brasileiro em número de homicídios femininos. A comissão ainda mostrou que nove cidades paranaenses figuram entre as 100 que possuem o maior índice de assassinatos de mulheres. São elas: Araucária, Fazenda Rio Grande, Telêmaco Borba, União da Vitória, Foz do Iguaçu, Curitiba, Pinhais, São José dos Pinhais, Colombo e Guarapuava

1 Comentário

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  1. Eu sou mulher e tenho a dizer o seguintes desta marcha aí. Como assim discriminação do aborto? Já não foi votado lei no Brasil contra o aborto. Esta marcha é um retrocesso? Primeiro, todos sabem que a indústria do aborto rende milhões e se for legalizada vai render o dobro então é esse o interesse humanitário no aborto. Segundo: Quem na maioria das vezes quer o aborta e manda a mulher abortar é o companheiro e não ela. E com tantos anticonceptivos, porque ficar grávida e abortar? A vida de um feto não é uma brincadeira! O ideal seria uma marcha para a mulher ser responsável quanto ao seu próprio corpo e só ter relações sexuais com seu companheiro quando quisesse e não para evitar ser largada como acontece hoje! Outro ponto. As conquistas sociais principalmente a do trabalho não se deve a “tal mobilização das mulheres”, que são desunidas, machistas e não politizadas, e sim as guerras mundiais que aconteceram e devido a isso os homens iam pro fronte e as mulheres começaram a assumir trabalhos masculinos. Todos falam que a condição da mulher na sociedade hoje é de igualdade com o homem. Como assim? Você assiste tv onde o modelo feminino não é a cientista que salva vidas e sim a mulher melancia com enorme b*, mulher bomba com enormes coxas, mulheres frutas, mulheres mostrando o corpo e todas as curvas. Mulheres objetos em geral para satisfazer a sexualidade masculina. A violência a mulher aumenta porque somos vistas como “coisas” do homem, como objetos do homem e isso não vai mudar com tanta mulher submissa e acéfala que existe hoje por aí, sem poder de decisão para comprar um vestido sem perguntar para “seu homem”.