Médica acusada de abreviar vida de pacientes na UTI recebe solidariedade de colegas

Colegas vão à  prisão segunda-feira (19) visitar a médica Virgínia Helena Soares de Souza, acusada de assassinato. Para o Sindicato dos Médicos do Paraná, presidido por Mário Ferrari, "a fala de um profissional citando a redução de oxigênio administrado para um paciente pode significar o procedimento correto para salvar uma vida e não a intenção de matar".

Colegas vão à  prisão segunda-feira (19) visitar a médica Virgínia Helena Soares de Souza, acusada de assassinato. Para o Sindicato dos Médicos do Paraná, presidido por Mário Ferrari, “a fala de um profissional citando a redução de oxigênio administrado para um paciente pode significar o procedimento correto para salvar uma vida e não a intenção de matar”.

Uma comitiva de médicos liderada pelo Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) deverá visitar, na segunda-feira (18), a colega presa Virgínia Helena Soares de Souza, ex-chefe do da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Evangélico, de Curitiba, acusada de abreviar a vida de pacientes terminais com o objetivo de girar! a UTI.

O blog apurou que o presidente do Simepar, Mário Ferrari, estará à  frente da visita à  médica. A entidade ainda negocia o horário com a polícia.

Segundo um dirigente, que pediu para não ser identificado, o Sindicato já esteve com os familiares dos acusados durante a semana. Outras cinco pessoas que estavam presas foram libertadas nesta sexta-feira (15) pelo juiz da 2.!ª Vara do Tribunal do Júri, Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

Ontem (15), a 2.!ª Vara aceitou a denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Não há detalhes sobre as acusações porque o processo corre em segredo de Justiça.

De acordo com o mesmo diretor do Sindicato dos Médicos, independente da sentença final da Justiça, mesmo os acusados sendo inocentados, a vida profissional deles já era, não tem recuperação!. Em sua página na internet (clique aqui para acessar), o Simepar diz está havendo linchamento dos médicos perante a opinião pública.

… a divulgação de indícios fora do contexto está resultando num linchamento público, afetando a credibilidade e a confiança que a população deposita na categoria médica, antes mesmo que qualquer prova tenha sido analisada pela justiça!, diz um trecho do manifesto da organização.

Este blog tem a mesma impressão do Simepar: a mídia já julgou, condenou e executou a médica no caso da UTI do Hospital Evangélico de Curitiba! (clique aqui para relembrar a opinião).

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