Justiça sequestra R$ 100 milhões em bens de grupo de Cachoeira

da Agência Brasil

O bicheiro Carlinho Cacheira mantinha 'ligações perigosas' com a Veja.

O bicheiro Carlinho Cacheira mantinha ‘ligações perigosas’ com a Veja.

A Justiça Federal em Goiás decretou o sequestro de mais de R$ 100 milhões em bens registrados em nome do grupo do contraventor Carlinhos Cachoeira. O objetivo é reaver produtos resultantes da atuação criminosa da quadrilha, que explorava ilegalmente jogos de azar no Distrito Federal e em Goiás.

A determinação do sequestro de bens saiu neste mês, após intervenção do Ministério Público. Os procuradores haviam recorrido da decisão que, no final do ano passado, condenou Cachoeira e seu grupo por formação de quadrilha armada, corrupção ativa, peculato e violação de sigilo de servidores públicos.

De acordo com o Ministério Público, a decisão não havia deixado claro os efeitos financeiros das condenações. O órgão alega que, embora ainda esteja apurando o valor total dos bens adquiridos pela quadrilha, o sequestro de bens servirá para quitar parte da dívida.

Na revisão da sentença condenatória, o juiz federal substituto Daniel Guerra Alves fixou multa de R$ 156 mil para pagar gastos do Estado com operações especiais voltadas a inibir a atuação do grupo criminoso.

4 Comentários

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  1. Lembrando que o Aécio Neves do PSDB indicou, a pedido do senador Demóstenes Torres, uma prima do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para ocupar um cargo no governo de Minas Gerais em 2011.
    Segundo investigação da Policia Federal, Carlinhos Cachoeira mandava e desmandava no Estado de Goiás, que, na teoria, é governado por Marconi Perillo, do PSDB.
    Então o PSDB tinha boas relações com o Sr. Cachoeira…
    Pelo jeito todo mundo tinha o rabo preso com esse homem….

    Deveriam deixar esse cachoeira sem nada, sem um tostão, nem dinheiro pra ônibus e sanduba de mortadela…

  2. Chegando na mão do juiz Tourinho Neto ele já libera.

  3. E ai, a Ptzada não comenta nada? Vamos entender o caso, O nome de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira (foto), surge pela primeira vez no cenário nacional após a divulgação de um vídeo – gravado por ele – no qual Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, pede propina. O dinheiro seria para a campanha eleitoral do PT e do PSB no Rio de Janeiro. Em troca, Diniz prometia ajudar Cachoeira em uma concorrência pública carioca. A divulgação do vídeo se transformou no primeiro grande escândalo de corrupção do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Detalhe o processo prossegue, o PT e o Lula não conseguiram fazer o STF, arquivar o caso.